
Iniciativa de Miguel Camargo Lunardi é voltada para pesquisas e testes de novas aplicações no campus de São Leopoldo da Unisinos
Por Bernardo Maria de Almeida - CODE
O estudante de Engenharia da Computação da Unisinos e bolsista do Centro Innova, Miguel Camargo Lunardi, desenvolveu um projeto voltado à criação de uma infraestrutura completa de rede 5G privada open source, que usa redes fechadas ou conexões criptografadas criadas com softwares cujo código-fonte é público. Além de disponibilizar uma rede experimental, a iniciativa incorpora um sistema de monitoramento capaz de acompanhar o tráfego de dados em tempo real, fornecendo informações que contribuem para a otimização do desempenho da rede e para a expansão de suas aplicações.
Rede experimental reúne infraestrutura e monitoramento
O sistema foi desenvolvido com o uso de componentes de rádio, um celular convencional e chips reprogramáveis, permitindo a realização de testes em diferentes configurações. A infraestrutura integra todos os elementos necessários para o funcionamento de uma rede 5G e conta com uma plataforma de monitoramento que possibilita acompanhar aspectos como dispositivos conectados, comportamento do tráfego de dados e desempenho dos microsserviços, contribuindo para uma operação mais segura e eficiente.
"Com os dados coletados, conseguimos entender melhor o comportamento da rede, identificar possíveis falhas e avaliar oportunidades de otimização. A ideia é transformar essas informações em conhecimento para aperfeiçoar a infraestrutura e ampliar as possibilidades de uso da tecnologia 5G", explica Miguel, que lidera o projeto há cerca de um ano. Atualmente, os testes são realizados no Instituto Tecnológico de Semicondutores (itt Chip).
Campus será ambiente de testes para novas aplicações
A expectativa é que o projeto avance significativamente nos próximos três anos. A proposta é transformar o campus de São Leopoldo da Unisinos em um ambiente de experimentação para tecnologias baseadas em redes 5G, utilizando antenas, novos setups, veículos autônomos, drones e outros dispositivos conectados. Com isso, será possível validar diferentes aplicações em um cenário real, além de avaliar continuamente o desempenho da infraestrutura.
"Nosso objetivo é consolidar uma plataforma de pesquisa que permita testar novas aplicações do 5G em diferentes contextos. O campus oferece um ambiente ideal para integrar equipamentos, validar soluções e impulsionar o desenvolvimento de tecnologias que poderão ser utilizadas em diversas áreas", observa Miguel.
O itt Chip (Instituto Tecnológico em Semicondutores da Unisinos) teve uma participação de destaque no Semicon LAC 2026, realizado entre os dias 17 e 19 de junho no Tecnopuc, em Porto Alegre. O evento, que reuniu as principais lideranças do setor na América Latina, serviu como palco para o instituto reafirmar sua excelência técnica e sua relevância na cadeia global de semicondutores.
A comitiva de especialistas do itt Chip foi peça-chave na programação técnica do painel internacional. O Dr. Celso Peter representou o instituto nos Painéis 3 e 5, contribuindo com debates profundos sobre a cadeia de fornecedores, o avanço da pesquisa científica e os mecanismos de transferência tecnológica para a indústria. Já Sandro Binsfeld participou do Painel 6, onde discutiu a consolidação do ecossistema de semicondutores no Rio Grande do Sul e as estratégias urgentes para a formação e o desenvolvimento de novos talentos na área.
Além da forte presença nos debates, o itt Chip abriu suas portas para uma comitiva internacional do evento. Os participantes do Semicon LAC 2026 realizaram uma visita imersiva guiada pelos laboratórios e instalações de ponta do instituto, localizados na Unisinos em São Leopoldo, conhecendo de perto a infraestrutura de pesquisa e o potencial de desenvolvimento tecnológico da instituição.
Com essa atuação robusta, o itt Chip demonstra não apenas sua capacidade técnica de ponta, mas sua liderança ativa na articulação entre a academia, o mercado e o desenvolvimento de semicondutores na América Latina.
Autor: Bernardo de Almeida - CODE
A Unisinos recebeu na tarde de terça-feira, dia 19 de maio, representantes da Intelbras, empresa dedicada ao desenvolvimento de soluções e equipamentos tecnológicos com foco em segurança, comunicação, redes e energia. O objetivo da visita era o alinhamento de futuras parcerias e projetos de desenvolvimento tecnológico. O encontro, realizado no Portal da Inovação, no campus São Leopoldo, marcou o início das conversas entre a Universidade e a companhia catarinense, que buscam aproximar a pesquisa acadêmica das demandas do setor tecnológico.
Segundo Rodrigo Marques de Figueiredo, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, que participou da reunião, parcerias como essa fortalecem o ecossistema de inovação. “Elas permitem a troca de conhecimento e a construção de soluções tecnológicas voltadas às necessidades do futuro”, salientou.
A iniciativa ainda está em fase inicial, mas já prevê possibilidades de atuação conjunta em áreas estratégicas, como inteligência artificial embarcada, telecomunicações e desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas. A proposta é fortalecer a conexão entre Universidade e mercado, incentivando a criação de projetos de inovação com potencial de impacto acadêmico e industrial.
Os representantes da Intelbras conheceram parte da estrutura tecnológica da Unisinos, incluindo os institutos voltados à pesquisa e ao desenvolvimento científico. A comitiva visitou o Instituto Tecnológico de Semicondutores, referência em estudos e aplicações na área de microeletrônica e inovação tecnológica, e o Instituto Tecnológico em Ensaios de Segurança Funcional. Conheceram também o projeto do Centro Innova, ambiente que será especializado em testes de integração e interoperabilidade de produtos e serviços. 
A visita reforça o papel da Unisinos como polo de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico no Rio Grande do Sul, além de ampliar o diálogo com empresas do setor que buscam investir em soluções inovadoras e no fortalecimento de projetos voltados ao futuro da tecnologia no país.
A Unisinos, em parceria com a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SICT – RS), lançará o processo seletivo para Curso de Especialização em Projetos de Circuitos Integrados Digitais. Essa iniciativa tem como objetivo a formação de projetistas de circuito integrado digitais com ênfase em verificação, setor estratégico para o avanço tecnológico do país.
Serão oferecidas 15 vagas com bolsas integrais para a etapa de capacitação teórica e prática do curso. Desses(as) 15 alunos(as), 7 serão selecionados(as) para realizar 6 meses de estágio em empresas do setor. Além disso, todos (as) os selecionados (as) receberão uma Bolsa Auxílio Capacitação, no valor de R$ 5.000,00 mensais enquanto estiverem vinculados ao curso.
A Etapa I do programa tem duração prevista de quatro meses e a Etapa II, tem duração prevista de seis meses. As atividades iniciarão em agosto presencialmente no campus de São Leopoldo.
Para se candidatar, os interessados deverão atender aos seguintes critérios:
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A pesquisadora Sabrina Nunes, do itt Chip, participou do curso Pesquisador Empreendedor, iniciativa do Tecnosinos em parceria com a Wylinka e com apoio da Finep. A formação teve como foco capacitar pesquisadores para transformar pesquisas acadêmicas em soluções aplicáveis ao mercado, promovendo a inovação e o empreendedorismo de base científica.
Durante 24 horas de imersão, Sabrina desenvolveu o projeto SensePress Health, uma tecnologia de sensoriamento inteligente e contínuo voltada à prevenção de úlceras por pressão. A solução propõe o monitoramento constante como forma de auxiliar na prevenção de lesões, contribuindo diretamente para a área da saúde e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
A participação no curso reforça o compromisso do itt Chip com a pesquisa aplicada e com a geração de soluções que extrapolam o ambiente acadêmico. Ao conectar ciência, tecnologia e empreendedorismo, iniciativas como o Pesquisador Empreendedor estimulam a criação de projetos com potencial de impacto social e de inserção no ecossistema de inovação.