
Realizado em parceria com o Governo do Estado, curso oferece 15 bolsas integrais e busca formar profissionais para atuar no setor de microeletrônica
Bernardo de Almeida - CODE
No dia 10 de agosto, a Unisinos recebeu a primeira turma do curso de Especialização em Projeto de Circuitos Integrados Digitais, que disponibiliza 15 vagas com bolsas integrais para a etapa de capacitação teórica e prática em microeletrônica. A iniciativa tem como objetivo formar projetistas de circuitos integrados digitais, com ênfase em verificação, para atuar no setor e contribuir para suprir a escassez de profissionais especializados.
Serão 10 meses, separados em duas etapas. A primeira será voltada para a parte teórica, durante quatro meses. Confira quais serão os tópicos a serem estudados nesta primeira parte:
Na segunda etapa, nos seis meses seguintes, os estudantes poderão realizar estágio em empresas do setor de desenvolvimento de hardware, como Ensilica, AEL, Chipus e HT-Micron, entre outras.
A ação é realizada em parceria com a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Governo do Rio Grande do Sul (SICT), por meio do programa Semicondutores RS, criado para transformar o Estado em um polo nacional e latino-americano em design de circuitos integrados, fabricação e encapsulamento de chips eletrônicos.

Teoria e prática em projetos de circuitos
A solenidade iniciou com o professor Sandro Bisnfeld Ferreira, coordenador do curso, que apresentou os objetivos da especialização e os conteúdos que serão desenvolvidos ao longo da formação. Além disso, relembrou o curso de especialização em Encapsulamento de Semicondutores, realizado no ano passado, também por meio da parceria entre o Governo do Estado e a Unisinos.
“A proposta é promover uma formação que combine conhecimento teórico, atividades práticas e experiência profissional. Para isso, universidade, Governo do Estado, empresas e profissionais especializados trabalham de forma conjunta na construção do curso”, afirmou Sandro. “A iniciativa busca preparar novos profissionais para atuar no setor de semicondutores e, ao mesmo tempo, fortalecer a cadeia de desenvolvimento tecnológico no Rio Grande do Sul”, destacou.
Após a apresentação, o diretor do Departamento de Conhecimento para a Inovação, da SICT, Guilherme Freitas Camboim, destacou as parcerias com instituições de ensino e os investimentos realizados no Rio Grande do Sul como parte do programa Semicondutores RS.
O programa foi criado em 2023 e, desde então, recebeu investimentos de aproximadamente US$ 12 milhões, distribuídos em diferentes frentes. Entre os principais eixos estão a formação e qualificação de profissionais, o desenvolvimento de pesquisa aplicada e a transferência de tecnologia, o estímulo ao empreendedorismo e à inovação, a atração de investimentos e a ampliação da cooperação com instituições de outros estados e países.
“O curso recebeu uma procura significativa, inclusive de pessoas de outros estados e de países próximos. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do Governo do Estado para fortalecer o setor de semicondutores, área considerada estratégica diante das transformações tecnológicas e geopolíticas internacionais”, declarou Guilherme.
Estudantes de diferentes regiões
Na parte final do evento, o projetista de circuitos analógicos e de sinal misto da empresa Ensilica, Daniel Barcellos, realizou uma palestra sobre o desenvolvimento de tecnologias e apresentou detalhes relacionados ao processo de produção de semicondutores.

Dos 15 estudantes contemplados com a bolsa, sete poderão realizar um estágio em empresas do setor ao final do curso. Um dos destaques da especialização é a presença de alunos de diferentes regiões e de outros países. A primeira turma reúne estudantes da Colômbia, Chile, São Paulo, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Um dos alunos que ganharam a bolsa, Kelvin Clóvis, mestrando em Engenharia da Computação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), revelou as suas expectativas para a formação. “Espero adquirir muito conhecimento em verificação. Sempre quis atuar na área, e acredito que o curso vai ser uma oportunidade importante para aprofundar meus conhecimentos, aprender novas ferramentas e entender melhor como funciona o mercado de semicondutores”, afirmou. “Também espero aproveitar a experiência prática e o contato com profissionais e empresas do setor”, completou.
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Iniciativa de Miguel Camargo Lunardi é voltada para pesquisas e testes de novas aplicações no campus de São Leopoldo da Unisinos
Por Bernardo Maria de Almeida - CODE
O estudante de Engenharia da Computação da Unisinos e bolsista do Centro Innova, Miguel Camargo Lunardi, desenvolveu um projeto voltado à criação de uma infraestrutura completa de rede 5G privada open source, que usa redes fechadas ou conexões criptografadas criadas com softwares cujo código-fonte é público. Além de disponibilizar uma rede experimental, a iniciativa incorpora um sistema de monitoramento capaz de acompanhar o tráfego de dados em tempo real, fornecendo informações que contribuem para a otimização do desempenho da rede e para a expansão de suas aplicações.
Rede experimental reúne infraestrutura e monitoramento
O sistema foi desenvolvido com o uso de componentes de rádio, um celular convencional e chips reprogramáveis, permitindo a realização de testes em diferentes configurações. A infraestrutura integra todos os elementos necessários para o funcionamento de uma rede 5G e conta com uma plataforma de monitoramento que possibilita acompanhar aspectos como dispositivos conectados, comportamento do tráfego de dados e desempenho dos microsserviços, contribuindo para uma operação mais segura e eficiente.
"Com os dados coletados, conseguimos entender melhor o comportamento da rede, identificar possíveis falhas e avaliar oportunidades de otimização. A ideia é transformar essas informações em conhecimento para aperfeiçoar a infraestrutura e ampliar as possibilidades de uso da tecnologia 5G", explica Miguel, que lidera o projeto há cerca de um ano. Atualmente, os testes são realizados no Instituto Tecnológico de Semicondutores (itt Chip).
Campus será ambiente de testes para novas aplicações
A expectativa é que o projeto avance significativamente nos próximos três anos. A proposta é transformar o campus de São Leopoldo da Unisinos em um ambiente de experimentação para tecnologias baseadas em redes 5G, utilizando antenas, novos setups, veículos autônomos, drones e outros dispositivos conectados. Com isso, será possível validar diferentes aplicações em um cenário real, além de avaliar continuamente o desempenho da infraestrutura.
"Nosso objetivo é consolidar uma plataforma de pesquisa que permita testar novas aplicações do 5G em diferentes contextos. O campus oferece um ambiente ideal para integrar equipamentos, validar soluções e impulsionar o desenvolvimento de tecnologias que poderão ser utilizadas em diversas áreas", observa Miguel.
O itt Chip (Instituto Tecnológico em Semicondutores da Unisinos) teve uma participação de destaque no Semicon LAC 2026, realizado entre os dias 17 e 19 de junho no Tecnopuc, em Porto Alegre. O evento, que reuniu as principais lideranças do setor na América Latina, serviu como palco para o instituto reafirmar sua excelência técnica e sua relevância na cadeia global de semicondutores.
A comitiva de especialistas do itt Chip foi peça-chave na programação técnica do painel internacional. O Dr. Celso Peter representou o instituto nos Painéis 3 e 5, contribuindo com debates profundos sobre a cadeia de fornecedores, o avanço da pesquisa científica e os mecanismos de transferência tecnológica para a indústria. Já Sandro Binsfeld participou do Painel 6, onde discutiu a consolidação do ecossistema de semicondutores no Rio Grande do Sul e as estratégias urgentes para a formação e o desenvolvimento de novos talentos na área.
Além da forte presença nos debates, o itt Chip abriu suas portas para uma comitiva internacional do evento. Os participantes do Semicon LAC 2026 realizaram uma visita imersiva guiada pelos laboratórios e instalações de ponta do instituto, localizados na Unisinos em São Leopoldo, conhecendo de perto a infraestrutura de pesquisa e o potencial de desenvolvimento tecnológico da instituição.
Com essa atuação robusta, o itt Chip demonstra não apenas sua capacidade técnica de ponta, mas sua liderança ativa na articulação entre a academia, o mercado e o desenvolvimento de semicondutores na América Latina.
Autor: Bernardo de Almeida - CODE
A Unisinos recebeu na tarde de terça-feira, dia 19 de maio, representantes da Intelbras, empresa dedicada ao desenvolvimento de soluções e equipamentos tecnológicos com foco em segurança, comunicação, redes e energia. O objetivo da visita era o alinhamento de futuras parcerias e projetos de desenvolvimento tecnológico. O encontro, realizado no Portal da Inovação, no campus São Leopoldo, marcou o início das conversas entre a Universidade e a companhia catarinense, que buscam aproximar a pesquisa acadêmica das demandas do setor tecnológico.
Segundo Rodrigo Marques de Figueiredo, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, que participou da reunião, parcerias como essa fortalecem o ecossistema de inovação. “Elas permitem a troca de conhecimento e a construção de soluções tecnológicas voltadas às necessidades do futuro”, salientou.
A iniciativa ainda está em fase inicial, mas já prevê possibilidades de atuação conjunta em áreas estratégicas, como inteligência artificial embarcada, telecomunicações e desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas. A proposta é fortalecer a conexão entre Universidade e mercado, incentivando a criação de projetos de inovação com potencial de impacto acadêmico e industrial.
Os representantes da Intelbras conheceram parte da estrutura tecnológica da Unisinos, incluindo os institutos voltados à pesquisa e ao desenvolvimento científico. A comitiva visitou o Instituto Tecnológico de Semicondutores, referência em estudos e aplicações na área de microeletrônica e inovação tecnológica, e o Instituto Tecnológico em Ensaios de Segurança Funcional. Conheceram também o projeto do Centro Innova, ambiente que será especializado em testes de integração e interoperabilidade de produtos e serviços. 
A visita reforça o papel da Unisinos como polo de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico no Rio Grande do Sul, além de ampliar o diálogo com empresas do setor que buscam investir em soluções inovadoras e no fortalecimento de projetos voltados ao futuro da tecnologia no país.
A Unisinos, em parceria com a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SICT – RS), lançará o processo seletivo para Curso de Especialização em Projetos de Circuitos Integrados Digitais. Essa iniciativa tem como objetivo a formação de projetistas de circuito integrado digitais com ênfase em verificação, setor estratégico para o avanço tecnológico do país.
Serão oferecidas 15 vagas com bolsas integrais para a etapa de capacitação teórica e prática do curso. Desses(as) 15 alunos(as), 7 serão selecionados(as) para realizar 6 meses de estágio em empresas do setor. Além disso, todos (as) os selecionados (as) receberão uma Bolsa Auxílio Capacitação, no valor de R$ 5.000,00 mensais enquanto estiverem vinculados ao curso.
A Etapa I do programa tem duração prevista de quatro meses e a Etapa II, tem duração prevista de seis meses. As atividades iniciarão em agosto presencialmente no campus de São Leopoldo.
Para se candidatar, os interessados deverão atender aos seguintes critérios:
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A pesquisadora Sabrina Nunes, do itt Chip, participou do curso Pesquisador Empreendedor, iniciativa do Tecnosinos em parceria com a Wylinka e com apoio da Finep. A formação teve como foco capacitar pesquisadores para transformar pesquisas acadêmicas em soluções aplicáveis ao mercado, promovendo a inovação e o empreendedorismo de base científica.
Durante 24 horas de imersão, Sabrina desenvolveu o projeto SensePress Health, uma tecnologia de sensoriamento inteligente e contínuo voltada à prevenção de úlceras por pressão. A solução propõe o monitoramento constante como forma de auxiliar na prevenção de lesões, contribuindo diretamente para a área da saúde e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
A participação no curso reforça o compromisso do itt Chip com a pesquisa aplicada e com a geração de soluções que extrapolam o ambiente acadêmico. Ao conectar ciência, tecnologia e empreendedorismo, iniciativas como o Pesquisador Empreendedor estimulam a criação de projetos com potencial de impacto social e de inserção no ecossistema de inovação.
Trinta alunos concluíram, na última quinta-feira, 13, o curso de especialização em Encapsulamento de Semicondutores, promovido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) e pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). A formação integra o programa Semicondutores RS, iniciativa do governo do Estado que busca fortalecer a competitividade do setor por meio de incentivo à inovação, qualificação profissional e atração de novos investimentos.
O evento de encerramento, realizado no auditório da Biblioteca da Unisinos, em São Leopoldo, contou com uma job fair que se estendeu ao longo de dois dias (quarta, 12, e quinta-feira, 13, pela manhã), reunindo empresas do setor interessadas em conhecer os talentos formados pelo programa. A feira possibilitou conexões diretas entre os estudantes e organizações que atuam na cadeia de semicondutores, reforçando o papel estratégico da formação na geração de oportunidades.
No período da tarde, também na quinta-feira, a programação seguiu com duas palestras que ampliaram a visão dos alunos sobre os desafios e perspectivas da indústria. Guilherme Camboim, diretor do Departamento de Conhecimento e Inovação da SICT-RS, apresentou detalhes sobre o programa de encapsulamento de semicondutores do Estado. Em seguida, Juan Pablo Martinez Brito, representante do CEITEC, abordou o tema “Desafios da Produção de Semicondutores no Brasil”, destacando o cenário nacional e os caminhos para ampliar a autonomia tecnológica do país.
Lançado em 2023 pelo governo Eduardo Leite, o Semicondutores RS reúne um conjunto de medidas voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva, incluindo incentivos fiscais, investimentos estratégicos e formações específicas como a concluída nesta semana. A iniciativa reforça o compromisso do Estado em consolidar o Rio Grande do Sul como referência nacional na área de microeletrônica e tecnologias avançadas.