
Estudo desenvolvido por pesquisadores da Unisinos compara diferentes processos de processamento e os efeitos na qualidade dos cereais
Por Beatriz Schleiniger – CODE
Uma pesquisa desenvolvida por pesquisadores do Instituto Tecnológico em Alimentos para a Saúde (itt Nutrifor), da Unisinos, foi publicada na edição 138 da revista Grãos Brasil. O artigo, de autoria de Valmor Ziegler, Aline Felten Bondam, Marcele Carniel e Cristiano Dietrich Ferreira, apresenta os resultados de um estudo sobre diferentes formas de secagem do arroz e os efeitos desse processo na qualidade dos grãos.
Durante 120 dias, os pesquisadores acompanharam e compararam dois métodos de secagem: o sistema intermitente tradicional e o de múltipla intermitência. De forma geral, foi observado melhores resultados com a múltipla intermitência, tanto no aproveitamento dos grãos após o processamento quanto na preservação de características, como germinação e vigor.
Segundo Valmor Ziegler, um dos principais fatores observados foi a temperatura dos grãos durante a secagem. No método tradicional, a temperatura chegou a 39°C; já a múltipla intermitência registrou 34°C. “A secagem por múltipla intermitência foi mais eficiente na preservação da qualidade do arroz, tanto sob o ponto de vista industrial quanto fisiológico”, explica.
Na prática, os resultados mostram que a forma como o arroz é seco pode fazer diferença no aproveitamento dos grãos e na manutenção de sua qualidade. A pesquisa também identificou resultados positivos na germinação e no vigor dos grãos ao longo do período de armazenamento. Para Ziegler, o estudo demonstra o potencial do método para contribuir com a qualidade do arroz durante o armazenamento e o processamento. “A múltipla intermitência proporcionou maior rendimento de grãos inteiros, maior germinação e maior vigor, demonstrando potencial para melhorar a qualidade do arroz durante o armazenamento e processamento”, destaca.

Pesquisa aplicada à área de alimentos
O itt Nutrifor é um instituto tecnológico da Unisinos que atua com pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de alimentos. O trabalho da organização busca aproximar o conhecimento produzido na Universidade de necessidades encontradas no setor, desenvolvendo e avaliando produtos, processos e tecnologias.
Confira o artigo publicado na revista Grãos Brasil: Clique aqui