China e Nepal no GMAP

Mestrandos colaboram em pesquisas de parceiros do grupo

BETINA ALBÉ VEPPO
21 de Agosto de 2015 - 13:21 | Atualizado: 21 de Agosto de 2015 - 13:51

Todos os semestres, diversos estudantes estrangeiros vêm ao campus. Desde junho, o GMAP - Grupo de Pesquisa em Modelagem para Aprendizagem - acolhe dois: Benodit Shrestha, do Nepal, e Rui Wang, da China. Eles estudam da Universidade de Lancaster, na Inglaterra, e estão cumprindo um período sanduíche na Unisinos. No GMAP, atuam em pesquisas que aplicam soluções a problemas complexos por meio de técnicas de modelagem. “Eu resolvi mudar de ambiente no estágio e estou gostando muito. Nós recebemos bastante suporte para nosso estudo, suprimentos, e os colegas são legais. Esta experiência tem transformado o meu jeito de perceber a minha área”, diz Ben, como é conhecido entre os amigos.

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Graduado em Negócios e Tecnologia da Informação, Ben, de 23 anos, auxilia nas pesquisas realizadas para o Sebrae, cuja intenção é aumentar a competitividade no mercado. Um projeto foi desenvolvido e identificou-se que uma das formas de uma empresa atingir essa meta é aumentar a produtividade, ou seja, melhorar dentro da fábrica. E, para aprimorar os processos dentro da fábrica, utilizou-se um conjunto de ferramentas e elaborou-se um método para a aplicação dessas ferramentas. Para isso, o grupo trabalhou com o apoio da teoria de lean manufacturing – um campo da Engenharia de Produção – comumente conhecido como Sistema Toyota de Produção. “Estamos estudando uma parte desse processo e auxiliando a empresa a melhorar a sua produtividade e eficiência, evitando desperdícios, superprodução, inventários desnecessários etc.”, explica Ben.

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O nepalês é responsável por unir as dificuldades da empresa às ferramentas para a solução desses problemas. E, a partir disso, será criada uma matriz que irá relacioná-las, para aumentar a produtividade e, consequentemente, a competitividade. Quem desconhece o sistema Toyota, vai saber o que utilizar a partir daquilo que está ocorrendo na empresa. O projeto é coordenado pelos professores: Daniel Lacerda, Aline Dresch e Douglas Veit.

Rui, de 24 anos e graduada em Contabilidade, faz parte das pesquisas para a Samarco. Sob coordenação dos professores Luis Felipe Riehs, Luis Henrique Rodrigues e Isabel Morandi, com base na teoria de pensamento sistêmico, simulam sistemas dinâmicos, de maneira a entender as forças que moldam o futuro, para que a empresa possa agir nessas estruturas. Assim, é possível avaliar o impacto das decisões no tempo e no espaço.

Do período de três meses em solo brasileiro, os dois concordam que o aspecto mais desafiante da experiência é o idioma. Ben diz que a comida é muito boa. “10/10”, brinca. “A parte mais difícil é o português, com certeza. Eu não sei falar, e há muita gente que, também, não sabe inglês”. Rui destaca a gentileza dos brasileiros, mas afirma que a saudade de casa é enorme. “A comida, por exemplo, em Lancaster, é horrível. Aqui é boa. Mas nada é como na China. Além de familiares e amigos, dos quais estou morrendo de saudades !” Os dois se despedem no início de setembro, quando voltam à Inglaterra para finalizar o mestrado, que termina no final do ano.