Unisinos apresenta resultados da primeira turma da Residência em TIC 55

A iniciativa capacitou 50 participantes a criarem projetos ligados à tecnologia para soluções sociais

Crédito: Fábio Florisbal Goulart

Na manhã de terça-feira, 24/2, o auditório da Biblioteca Unisinos, no campus de São Leopoldo, recebeu a apresentação dos projetos da primeira turma do programa Residência em TIC 55. A iniciativa tem como objetivo formar profissionais qualificados em computação avançada e contribuir para a reconstrução das cidades atingidas pelas enchentes de 2024.

O programa de Residência em TIC é uma parceria da Unisinos com a Brisa, Softex e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de contar com o apoio do parque tecnológico da Unisinos (Tecnosinos).

Durante os últimos seis meses, os 50 participantes selecionados em edital passaram por uma etapa de nivelamento em computação básica. Além disso, eles treinaram diferentes habilidades relacionadas à análise e desenvolvimento de sistemas.

O evento contou com a organização do coordenador local do Programa em São Leopoldo, Maurício Ferreira, professor da Unisinos. A banca avaliadora foi composta pelos orientadores dos projetos Alessandro Ott Reinhardt, especialista em Big Data; Izabel Cristina da Rosa dos Santos, empreendedora; Paulo Foina, representante da BRISA e coordenador pedagógico do TIC 55, além de representantes das empresas e instituições parceiras.

Crédito: Fábio Florisbal Goulart

Transformação por meio da educação tecnológica

Os projetos apresentados atravessaram diferentes áreas, como a automação, a eletrônica e a educação. Para Paulo Foina, a criação de iniciativas como essa ajudam na formação tecnológica de qualidade no país. “A Brisa se importa com o desenvolvimento tecnológico brasileiro e, para isso, precisamos de profissionais qualificados, tanto para as indústrias quanto para os institutos de pesquisa”, destacou.

O bolsista do curso de Matemática da Unisinos, Ivan Santos Vieira Junior, explica que a residência surgiu como uma oportunidade de se reinventar como profissional. “Na minha formação, essa vivência reforça que a união entre educação, ciência e tecnologia é fundamental para preparar profissionais capazes de atuar em ambientes educacionais inovadores”, exemplificou.

Crédito: Fábio Florisbal Goulart

O projeto desenvolvido pela equipe de Ivan propôs reduzir a complexidade de processos de benchmarking, executados, tradicionalmente, de forma manual e repetitiva. Para isso, foi usada uma ferramenta tecnológica voltada à automação da coleta e análise comparativa de dados de diferentes plataformas digitais, utilizando recursos de Inteligência Artificial.

A solução que o grupo trouxe buscou integrar conceitos de lógica, estruturação de dados e análise quantitativa com tecnologias computacionais modernas. Para Ivan, o uso da matemática também pode ajudar muitas empresas. “Sob a perspectiva educacional, o projeto também evidencia a importância da matemática na resolução de problemas reais, reforçando sua interdisciplinaridade”, explicou.

Para a estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Rafaela Brietzke de Lima, essa oportunidade marca a união entre a valorização da mulher no espaço de trabalho com o crescimento tecnológico especializado. “Estar em um programa que valoriza as mulheres ajuda a abrir portas para que mais de nós possamos entrar no mercado e mostrar nosso potencial através da especialização”, destacou Rafaela.

Crédito: Fábio Florisbal Goulart

A equipe de Rafaela desenvolveu o “ChronoTracker”, feito a partir da proposta elaborada pela Sinosbyte, empresa localizada na Tecnosinos, de otimizar a gestão de projetos e a produtividade interna. O principal objetivo da equipe foi criar um sistema que centralizasse as informações da empresa em um único local. Para isso, foram reunidos os dados de clientes, cronogramas de atividades e a gestão de horas em uma única interface. “Isso ajuda na praticidade do dia a dia, melhora os processos internos e oferece uma visão clara sobre como os recursos e o tempo estão sendo alocados em cada projeto”, explicou a estudante.

A área da educação também foi contemplada pelo TIC 55. O Observatório da Cultura Infantil (Obeci) foi a empresa convidada para participar. Criada em 2007 pelo professor da graduação em Pedagogia da Unisinos Paulo Fochi, a Obeci se dedica a estudos, pesquisa e formação de professores da educação infantil e ensino fundamental. A problemática estabelecida pela entidade demandava a criação de um sistema mais seguro e prático para gerenciar os registros pedagógicos dos professores.

Para o participante do grupo responsável pela Obeci, Lucas Schlupp, a tecnologia se torna uma ferramenta fundamental para encurtar caminhos de acesso à informação de forma segura e prática. Em seu projeto, a equipe buscou sanar questões ligadas a múltiplas ferramentas usadas online pelos professores, que colocavam em risco algumas informações e imagens de crianças. Paulo Fochi explica que a tecnologia, quando conectada à educação, se torna um agente motivador. “Se bem situada, ela pode registrar processos pedagógicos, facilitar a comunicação e mapear iniciativas”, completou.

O nosso website usa cookies para ajudar a melhorar a sua experiência de utilização.

Aceitar