Plantas do Campus São Leopoldo

Revista lança edição especial comemorativa aos 50 anos da Universidade

MICHELLI MACHADO

Em comemoração aos 50 anos da Universidade, que será celebrado em 31/07/2019, o Instituto Anchietano da Unisinos produziu uma edição especial da Revista Pesquisas, Botânica número 72. A publicação lançou o catálogo Plantas do Campus Unisinos São Leopoldo - Árvores e arbustos com valor alimentício, econômico, medicinal e ornamental, com foco em toda biodiversidade da flora do local.

“Inicialmente tínhamos em mente fazer apenas um material ilustrativo mostrando o quão diversa é a flora do campus. Com o decorrer do trabalho, decidimos optar pelo formato de catálogo que fosse acessível tanto à comunidade científica, quanto a comunidade geral”, explica uma das autoras do material, Maria Salete Marchioretto.

A pesquisadora conta que a publicação foi produzida com o objetivo de identificar e divulgar as espécies com valor alimentício, econômico, medicinal e ornamental. Para tanto, foi criado um catálogo com as principais características morfológicas e valores, fotografando seu hábito, detalhes das folhas, flores e frutos. “Dessa maneira despertamos o interesse das pessoas pela Botânica e valorizamos o campus. O levantamento inicial possui mais de 250 espécies, nessa primeira edição foram contempladas 81 espécies”, afirma Marchioretto.

[Aliança para inovação Porto Alegre Crédito: Instituto Anchietano de Pesquisa

Um espaço para ficar perto da natureza

Segundo a autora, é muito importante para alunos, funcionários e comunidade em geral, poder frequentar um ambiente arborizado, harmonioso e de beleza ímpar, como o Campus Unisinos São Leopoldo. “Não se tem como apontar uma área com maior variedade de espécies com exatidão, pois a florística é muito bem distribuída, mas como o campus é composto por várias ‘manchas’ de vegetação fora da área contemplada pelo catálogo, certamente essas possuem uma maior variedade de espécies”, aponta Marchioretto.

No entanto, entre as plantas de importante valor alimentício, econômico, medicinal e ornamental mapeadas pelo catálogo a pesquisadora destaca: Schinus terebinthifolia Raddi – aroeira; Bixa orellana L. – urucum; Carica papaya L. – mamão (alimentício); Cedrela fissilis Vell. – cedro; Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit – leucena; Handroanthus serratifolius (Vahl) S.Grose – ipê-amarelo (econômico); Ginkgo biloba L. – ginko; Hibiscus rosa-sinensis L. – hibisco; Punica granatum L. – romã (medicinal) e Magnolia grandiflora L. – magnólia; Lagerstroemia indica L. – extremosa; Bougainvillea spectabilis Willd. – três-marias (ornamental).

Para preservar essas plantas a autora enfatiza que é necessário o manejo responsável, podas corretas, respeitar o espaço das plantas e evitar a retirada desnecessária de flores, folhas e galhos. “Precisamos tratar as plantas com amor e carinho, porque também são seres vivos. Não havendo grandes intervenções humanas, a tendência ecológica é de que haverá uma maior biodiversidade nos próximos anos. Espaço para isso ainda há”, finaliza.