Representantes da Unisinos participam de curso no acelerador de partículas Sirius

Realizada em Campinas (SP), formação reuniu pesquisadores e estudantes de todo o país em uma das principais infraestruturas científicas da América Latina para capacitação em técnicas avançadas de luz síncrotron

Crédito: Divulgação

Entre os dias 13 e 24 de julho, a bióloga Jenifer dos Santos Cruz e a geóloga Bruna Poatskievick Pierezan, ambas pesquisadoras do itt Oceaneon, e a aluna da graduação em Geologia Joana Neukamp participaram da 9ª edição da Escola Ricardo Rodrigues de Luz Síncrotron (ER2LS), realizada na cidade de Campinas (SP). A ER2LS é um evento que busca impulsionar a formação e o treinamento em técnicas de luz síncrotron, um tipo de radiação eletromagnética de altíssimo brilho e amplo espectro, gerada quando elétrons são acelerados a velocidades próximas à da luz e desviados por campos magnéticos, permitindo análises de alta precisão em diferentes áreas da pesquisa científica. 
 
Infraestrutura de referência 

O curso é articulado pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), organização vinculada ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O LNLS é responsável pela operação do acelerador de partículas Sirius, a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo. 

Durante o evento, as representantes da Unisinos participaram de aulas teóricas e práticas ministradas por pesquisadores experientes, além de visitas técnicas que possibilitaram conhecer o Sirius e compreender como seus equipamentos e técnicas podem contribuir para o desenvolvimento de pesquisas em diferentes áreas do conhecimento. 

Unisinos em ambientes de excelência científica 

Além das atividades do curso, Joana teve a oportunidade de apresentar um trabalho de sua autoria na sessão de pôsteres da escola, espaço destinado à divulgação de pesquisas científicas e à troca de conhecimentos com especialistas da área. O projeto, desenvolvido no itt Oceaneon, no campus de São Leopoldo da Unisinos, investiga conchas fósseis da Amazônia com idades entre 12 e 14 milhões de anos, buscando compreender as condições climáticas desse período do tempo geológico. 

“Receber contribuições de pesquisadores de diferentes instituições agrega muito ao projeto. Como futura geóloga, essa experiência ampliou minha visão sobre o potencial do Sirius para as geociências e trouxe novos insights para o desenvolvimento do meu TCC, que também é com material proveniente do Mioceno da Amazônia”, afirma a estudante. 

Para Joana, dela e das pesquisadoras reforça a inserção da Unisinos em ambientes de excelência científica e amplia as oportunidades de formação e desenvolvimento de pesquisas em colaboração com instituições de referência nacional. “Acredito que a nossa presença no evento representa um passo importante para fortalecer a aproximação do itt Oceaneon e da Unisinos com uma das mais modernas infraestruturas científicas da América Latina, criando oportunidades para futuras parcerias e para o desenvolvimento de novas pesquisas”, destaca. 

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