Unisinos realizará estudo sobre a presença de Agrotóxicos em fitoterápicos

Atividade é resultado de uma parceria entre a UFSM e Centro Estadual de Vigilância em Saúde do RS

MATHEUS N. VARGAS

A Unisinos está participando do Estudo Multicêntrico para avaliação da relação entre a presença de agrotóxicos e micotoxinas em fitoterápicos como condicionantes ambientais em doenças crônicas em consumidores do RS. O Estudo faz parte do edital para projetos de pesquisa no âmbito do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS).

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Esse edital tem como finalidade de apoiar e fortalecer o desenvolvimento de projetos de pesquisa que busquem soluções para as prioridades de saúde e atendam as peculiaridades e as especificidades de cada Unidade Federativa (UF). A aproximação oferecida entre os sistemas estaduais de saúde, ciência e tecnologia e a comunidade científica permite maior interação entre os atores locais e o consequente fortalecimento da Política Estadual de Saúde (PES).

A decana da Escola de Saúde, Rochele Rossi, conta que ao longo da última década a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tem trabalhado na implantação da determinação de agrotóxicos e microtoxinas em fitoterápicos. “Esse é um dos pontos essenciais do controle de qualidade, uma vez que essas substâncias podem causar riscos à saúde do paciente e influenciar na qualidade do tratamento, por serem capazes de modificar o efeito dos fitoterápicos, incluindo a sua segurança e eficácia, ao alterarem a composição das plantas medicinais”.

A decana explica que as plantas medicinais são as espécies vegetais utilizadas com propósitos terapêuticos. “Depois de submetidas aos processos de coleta, estabilização e secagem, se convertem em droga vegetal que contém as substâncias, ou classes de substâncias químicas, que são responsáveis pela ação terapêutica”.

Rochele afirma que a partir dos inéditos dados gerados sobre a qualidade dos fitoterápicos comercializados no RS, a universidade estará cumprindo a missão de construir e difundir conhecimento, contribuindo com a formação de pessoas capazes de inovar, além de contribuir com o desenvolvimento da sociedade e especialmente com a saúde da população gaúcha.

“Por se tratar de um estudo multicêntrico e transdisciplinar, com base nos resultados obtidos, também estará cumprindo sua missão ao disponibilizar, a curto e médio prazo, informações sobre os riscos à saúde baseadas na contaminação de fitoterápicos com agrotóxicos e micotoxinas, promovendo assim a adoção de medidas eficazes e efetivas para a melhoria da qualidade de vida da população”, finaliza a professora.