Três professores do PPG em Direito da Unisinos estão entre os brasileiros mais citados no Google Acadêmico

RHAVINE FALCÃO

Três professores da Escola de Direito da Unisinos estão entre os brasileiros mais citados em publicações acadêmicas cadastradas no Google Acadêmico (Scholar). Os professores, do Programa de Pós-Graduação (PPG), que constam na lista são: Lenio Streck, Leonel Severo Rocha e Roger Raupp Rios. O levantamento, publicado pela AD Scientific Index, apresenta os 10 mil cientistas mais citados da América Latina.

Para o decano da Escola, Miguel Wedy, o reconhecimento dos professores evidencia a profundidade e a qualidade do PPG com mais de vinte anos de história. “Bem como o impacto poderoso dos seus professores e suas pesquisas no cotidiano do direito, não apenas em matéria de produção acadêmica, mas de repercussão na afirmação dos direitos das pessoas. O trabalho dos professores repercute e impacta o direito e a vida das pessoas”, completa.

O coordenador do PPG em Direito, Anderson Vichinkeski Teixeira, conta que o Google Acadêmico utiliza a mais ampla base de dados para a formação dos seus indicadores de impacto. “Nesse sentido, pode ser considerado o indicador de impacto acadêmico de produções científicas mais democrático e fiel à realidade. A área do Direito tem cada vez mais valorizado o Google H como um indicador de referência para diferenciar as produções e, por consequência, os professores e respectivos impactos das suas pesquisas”, diz.

Crédito: Divulgação Professor Lenio Streck da Escola de Direito Unisinos

O ranking ainda conta com categorias específicas que integram as grandes áreas do conhecimento. Dentro das categorias, o professor Lenio, ficou em primeiro lugar no ranking da América Latina nas pesquisas em Filosofia do Direito e sexto na grande categoria História, Filosofia e Teologia. Além disso, na área do Direito, está entre os três mais citados no Brasil, com apenas um ponto de diferença para os dois primeiros. Lenio conta que está há 25 anos na Unisinos e que a colocação no ranking é resultado de um trabalho em equipe.

“Possuo um grupo de pesquisa que caminha ao meu lado. O Dasein – Núcleo de Estudos Hermenêuticos, não somente é composto por orientandos e bolsistas, mas também gente de pós-doc e egressos que ficam vinculados e fazem pesquisas e tarefas. Tenho sempre uma pessoa que gerencia meu gabinete. Hoje há dezenas de dissertações e teses que usam como matriz teórica a Crítica Hermenêutica do Direito, criada por mim no âmbito de minhas pesquisas na Unisinos. Também junto aos Tribunais o meu nome aparece como um dos teóricos mais citados. Tudo isso mostra a pujança do PPG em Direito que, junto com Leonel Rocha, Mauricio Berni e Bolzan de Moraes, fundamos há tantos anos. Reparto com minha equipe esse ranking!”, ressalta.

Anderson explica que os professores são, respectivamente, três dos mais citados juristas brasileiros no Google H. “O professor Lenio reveza semestralmente, a cada atualização da base Google Acadêmico, a posição de primeiro ou segundo colocado geral no Direito. O professor Leonel é, no âmbito da Sociologia do Direito, o jurista brasileiro mais citado. Já o professor Roger tem também o posto de jurista brasileiro mais citado quando se trata de direitos humanos e proteção de comunidades LGBTIA+”, afirma.

Leonel também está há 25 anos na Unisinos, ele conta que realiza publicações anualmente em revistas indexadas e meios de divulgação variados. Na área de Teoria do Direito, Sociologia do Direito e Sistemas Sociais e Direito, Leonel tem sempre ocupado as primeiras posições. “Do ponto de vista teórico tenho contribuído para a construção de uma Teoria do Direito sistêmica apta a refletir sobre 'A Diferenciação na América Latina e a temática da Constitucionalização Digital'. Esse reconhecimento permite constatar que o Doutorado e Mestrado em Direito da Unisinos, suas pesquisas, em geral, possui impacto e rigor científico com padrão internacional de qualidade”, pontua.

Crédito: Divulgação Professor Leonel Severo Rocha da Escola de Direito Unisinos

O curso de Direito completará 55 anos neste mês. Miguel acredita que o resultado do ranking denota o que é o Direito na Unisinos. “Com seus mais de cinquenta anos de tradição, já formou milhares de profissionais na área, advogados, professores, juízes, membros do MP e delegados. E, fundamentalmente, é uma Escola que produz boa parte do Direito que é discutido nos tribunais nos dias de hoje”, destaca.

Para Roger, a construção de uma trajetória acadêmica e seu reconhecimento são, por definição, atividades e resultados coletivos, onde o aprendizado e o amadurecimento dependem do engajamento de grupos de reflexão e de pesquisa, sem jamais esquecer a dimensão pública e a função do social que o conhecimento universitário deve ter. “A participação como docente e pesquisador em uma instituição universitária séria e prestigiada é, para tanto, muito importante e necessária nessa caminhada. Que continuemos a construir este ambiente em que todos - pessoal, coletiva e institucionalmente -, somos desafiados a cumprir nossa tarefa. Fico contente por encontrar espaço e iniciativas coletivas no PPGD/Unisinos, onde o Direito da Antidiscriminação, tema central dos trabalhos em que estou envolvido, tem sido acolhido e estimulado”, enfatiza.

Crédito: Divulgação  Professor Roger Raupp Rios da Escola de Direito Unisinos

A metodologia utilizada no levantamento leva em consideração a performance científica individual em três indicadores de referência: "h", o "i10" e as citações registradas no Google Scholar. Para Lenio, o índice i10 é o mais difícil de ser alcançado. “Somente alcança quem é citado no mínimo dez vezes no mesmo texto. Outro detalhe é que o ranking não depende de nenhum movimento seu: apenas o de escrever textos e livros”, explica.

Os índices são fundamentados na quantidade de artigos publicados e número de citações feitas nos últimos cinco anos. Na lista, foram analisadas 11.940 universidades em 195 países. “Assim, verifica-se um amplo reconhecimento das pesquisas do PPGD/Unisinos não apenas por indicadores institucionais, como a nota da Capes, mas sim pelo próprio meio, pelos próprios pares, que prestigiam nossos professores com aquilo que de mais relevante tem para um pesquisador: ser lembrado, logo, ser citado”, finaliza Anderson.

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