Discutir a violência sexual é enfrentar o problema

Curso de extensão aborda exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes

BETINA ALBÉ VEPPO
06 de Fevereiro de 2015 - 15:45 | Atualizado: 06 de Fevereiro de 2015 - 16:42

A violência sexual é considerada uma das formas mais graves de violação contra a criança e o adolescente. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, até o mês de novembro 2014, foram registradas 88.091 denúncias direcionadas a crianças e adolescentes, destas 25% informam casos de violência sexual. Dessas, 84% são denúncias de abuso sexual, 24% de exploração sexual. Esse tipo de violência, principalmente entre crianças até 9 anos de idade, é o segundo mais comum, ficando um pouco atrás de negligência e abandono. Apesar dos números alarmantes, ainda é um delito pouco denunciado.

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Jaluza Schneider, coordenadora do curso de extensão sobre a temática, aponta que a violência sexual de menores independe do gênero, classe social, idade, etnia ou religião. “Apesar dos maiores índices de denúncias de meninas vítimas, percebe-se um aumento de notificações de meninos vítimas, caracterizando a violência sexual como fenômeno generalizado”, observa. A psicóloga salienta que o abuso e a exploração sexual de menores refletem em consequências negativas importantes para o desenvolvimento da criança e adolescentes, afetando aspectos psicológicos, físicos e sociais. Os dados apontam que grande parte dos agressores pertence à rede de convívio das crianças e adolescentes. Podem ser eles os pais, familiares ou amigos.

Pensando na relevância do tema, a Unisinos abre inscrições para a segunda edição do curso de extensão: “Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes: teoria e intervenção”, que visa promover o melhor entendimento sobre o assunto, as consequências, formas de intervir e prevenir tais casos. Para saber mais informações, clique aqui.