Alunos da Unisinos visitam ocupações de São Leopoldo

Atividades fazem parte do plano de aula dos estudantes

MATHEUS N. VARGAS

No dia 17/8, professores e alunos dos cursos de graduação em Serviço Social e especialização em Direitos Humanos e Políticas Públicas realizaram visitas às comunidades que estão lutando pelo direito à moradia. Essas ações fazem parte do cronograma de atividades dos cursos. As ocupações visitadas foram Steigleder, Container e Tancredo Neves.

Crédito: Divulgação

Segundo a professora Rosângela Almeida, uma das responsáveis pela atividade, a saída de campo é uma metodologia usada para aproximar os alunos da realidade de violação de direitos vivenciadas pela população em situação de vulnerabilidade e risco social. “Esta saída de campo está vinculada à disciplina de Direitos Humanos, Questão Social e Políticas Públicas, ministradas por mim e pelo professor Rogério Lopes”, destacou.

A professora também explicou que o intuito da saída com os alunos foi analisar as expressões da questão social vivenciadas pelas comunidades que estão em luta pela moradia e, pensar formas de enfrentamento e o papel das políticas públicas. “Aproximar-se e apoiar a continuidade da missão em defesa do direito humano à moradia digna nas ocupações urbanas da cidade de São Leopoldo”, enfatizou.

Para a estudante do curso de Serviço Social Natiele Quevedo, essa atividade foi de extrema importância. “Tivemos um contato na prática com coisas que até então só havíamos visto na teoria. Posso afirmar que agora estou mais preparada para trabalhar na área”, reforçou.

A aluna do curso de especialização em Direitos Humanos e Políticas Públicas Lívia Graciele também destacou a importância de ver as coisas como elas realmente são. “Esse contato com a realidade é muito importante para a nossa formação, não podemos focar apenas no campo teórico”, ressaltou.

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Para a professora Rosângela, essas saídas de campo são fundamentais para a formação profissional dos alunos, pois facilitam a interface entre os conteúdos ministrados nas disciplinas do curso e a realidade vivida por quem sofre e luta contra a violação dos direitos humanos. A professora acredita que, assim como para os alunos, é igualmente importante para a Unisinos que ocorra essa aproximação.

Segundo a pesquisadora, a Universidade tem muitos saberes e conhecimentos que podem auxiliar no apoio, na organização e na busca pelos direitos dessas populações. “A população de dificuldade social é a que mais precisa da democratização dessas informações. Temos vários projetos sociais e produções que trabalham, estudam e publicam dados sobre as violações de direitos humanos”, comentou.