Diretora de Avaliação da Capes fala sobre a pós-graduação no Brasil

Evento ocorreu dentro da programação do Conexão Pesquisa 2019

VANESSA IORIS - FUNPET

Dados sobre o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), desafios e perspectivas para a área da pesquisa no país. Esses foram os assuntos abordados durante a palestra “Avaliação multidimensional da Capes e o futuro da pós-graduação no Brasil”, conduzida pela diretora de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Sônia Nair Báo. O evento ocorreu nesta quinta-feira, 17/10, no Labtics, no campus em São Leopoldo, como parte da programação do Conexão Pesquisa 2019.

[Diretora da Capes visita a Unisinos Crédito: Rodrigo W. Blum

“A Capes está pensando no tamanho do SNPG e no aprimoramento dessa avaliação. Então, é de fundamental importância que os programas de pós-graduação da Unisinos estejam se debruçando sobre essas diretrizes. Nós temos 26 programas no total e devemos estar alinhados com as políticas nacionais estabelecidas. E esses dados servem para nos planejarmos. Precisamos nos perguntar para onde estamos andando, como nos organizamos e como vamos nos desenvolver ainda mais”, afirmou a diretora da Unidade Acadêmica de Pesquisa e Pós-Graduação da Unisinos, Dorotea Kersch.

[Diretora da Capes visita a Unisinos Crédito: Rodrigo W. Blum

Para um público de cerca de 50 pessoas, entre professores e coordenadores da Pós-Graduação da Unisinos, Sônia abordou a dimensão do SNPG e trouxe os resultados da política de expansão da pós-graduação no país. A palestrante também comentou que o Brasil ocupa o 13º lugar na entrega de produção científica. “Essa posição não é ruim. O que a gente tem que mirar agora é na qualidade da nossa produção, porque nós estamos na 66ª colocação em fator de impacto. E isso é em relação a 70 países em que essa análise foi feita”, enfatizou.

A diretora de Avaliação da Capes destacou, ainda, que a comunidade científica tem força e capacidade de se movimentar para garantir a evolução da pós-graduação no Brasil. “Precisamos continuar tendo uma pesquisa básica, sólida, e temos a necessidade de ter mais foco. O país precisa definir quais são as áreas prioritárias, porque isso nunca foi estabelecido. Temos também que contar com investimento em pesquisa, tanto do público quanto do privado. As empresas precisam investir nas instituições de ensino, já que elas geram o conhecimento para elas utilizarem”, finalizou.