Vestibular de Verão 2017/1

Confira todas as atividades da praça

MICHELLI MACHADO
19 de Novembro de 2016 - 11:08 | Atualizado: 21 de Novembro de 2016 - 09:11

A Unisinos amanheceu em ritmo de Vestibular. Corredores lotados e alunos apressados deixavam claro a expectativa dos candidatos. Um belo sábado de sol, mas com cara de inverno. Em pleno novembro, às 8h30 da manhã, o termômetro marcava apenas 11 graus, mas nem o friozinho desanimou quem veio disputar uma vaga.

[Vestibular Unisinos 2017

Prestar um concurso é sempre um momento tenso, por isso prepara a Praça do Vestibular. O espaço serve para os estudantes relaxarem, entre uma prova e outra, e para os acompanhantes passarem o dia, enquanto seus familiares fazem os testes.

Dentre as atrações oferecidas na praça estão a distribuição de mudas do projeto Pasec e o teste sensorial com sorvetes e chocolates, conduzido pelo curso de Engenharia de Alimentos. O espaço convivência conta com chimarrão, café, guloseimas e computadores, para quem quiser passar o tempo usando a internet. No local, os vestibulandos também podem encontrar os coordenadores dos cursos e tirar dúvidas sobre a profissão que escolheram.

Sorvetes e chocolates

Uma das atividades que mais chamou atenção na Praça do Vestibular foi o teste sensorial com sorvetes e chocolates. A atividade foi organizada pela professora Janice da Silva, coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos e por Natália Diehl da empresa Chocolates Prawer, de Gramado. 

“O curso de Engenharia de Alimentos preza por ter uma relação muito próxima com o setor industrial, envolver situações reais do segmento nas atividades acadêmicas do curso é algo muito importante”, frisa a coordenadora.  

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A graduanda do curso de Engenharia de Alimentos e funcionária da Prawer, Emanuela Borin, foi quem fez a ponte entre a Unisinos e a empresa. “Estou no quarto semestre do curso e há mais de um ano trabalho na Prawer. Logo que entrei na empresa falei sobre a possibilidade de fazer essa parceria de inovação, e eles toparam. Hoje a Unisinos me incentiva no trabalho e a Prawer na universidade. Estou muito feliz, amo essa parte de desenvolvimento de alimentos que meu trabalho possibilita”, declara Emanuela.  

“O curso de Engenharia de Alimentos da Unisinos tem uma estreita relação com o setor industrial. Neste particular, a Prawer é uma das empresas parceiras do nosso curso. Já estamos desenvolvendo ações conjuntas faz algum tempo e, neste momento, existe o interesse de divulgar a importância da atividade do engenheiro de alimentos na pesquisa e inovação do segmento ‘chocolates’, ‘sorvetes e gelados’”, explica Janice.  

Um dos sorvetes desenvolvidos e que pôde ser experimentado por quem passou pela Praça do Vestibular, neste sábado, teve parte do seu desenvolvimento na usina piloto de leite e derivados do curso de Engenharia de Alimentos da Unisinos. “A ação denominada ‘análise sensorial’ é uma ferramenta que integra as etapas do desenvolvimento de um novo produto”, revela a professora. 

As informações registradas pelos participantes poderão ser utilizadas para aperfeiçoamento e ajustes do processo tecnológico da Prawer. Durante a análise sensorial, dois sorvetes foram apresentados: um sem lactose, lançado em 2015, e um diet, em análise de formulação, ainda não lançado. O chocolate apresentado foi o caramelisè, uma receita inédita no Brasil, que mistura chocolate branco em uma massa caramelizada. 

A advogada Simone Vieria veio acompanhar a filha em seu primeiro vestibular. Cláudia Pereira disputa uma vaga para o curso de Biomedicina. “Ela está um pouco mais calma hoje, porque fez o Enem na semana passada, mas ela quer muito estudar nesta Universidade. Eu me formei aqui, há 18 anos, e sou apaixonada pela Unisinos”, conta. 

Simone aproveitou o tempo livre para participar da análise sensorial dos chocolates. “Estou impressionada com a possibilidade de experimentar um trabalho realizado em um dos cursos da Unisinos. É uma experiência muito interessante e inovadora”, declara.

 

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Reconhecimento nacional

A graduação de Engenharia de Alimentos foi eleita, por três vezes consecutivas, pelo Mec, como o melhor curso do Brasil, entre as Universidades particulares, o que mostra a excelência acadêmica e o reconhecimento nacional. Cada vez mais essa carreira ganha importância e o profissional da área trabalha diretamente com pesquisa e inovação no segmento de alimentos. 

Emanuela conta que seus professores sempre a incentivaram a trabalhar e que no primeiro semestre do curso já estava estagiando. “Logo que comecei a trabalhar me encantei pela profissão.  Teoria e prática são coisas bem diferentes e estar no mercado de trabalho faz toda a diferença para a minha carreira”, afirma.

Alguns dos produtos apresentados nesta ação sensorial atendem a públicos diferenciados como é o caso dos intolerantes à lactose e dos diabéticos. Os engenheiros de alimentos mostram com seu trabalho que é possível desenvolver ótimos produtos, que atendam às restrições de diferentes públicos e que sejam saborosos.

“O forte relacionamento que temos com as empresas amplia as atividades experimentais já desenvolvidas no curso, oportuniza desafios, de forma que os alunos vivam situações reais da engenharia, buscando soluções tecnológicas e desenvolvendo novos produtos. Além disso, as parcerias oportunizam estágios aos acadêmicos e consequentemente maior empregabilidade”, finaliza a coordenadora.