Ensino Jurídico no Brasil: Presente e Futuro

No dia do advogado, curso de Direito promoveu evento para debater o tema

MICHELLI MACHADO

Na noite da última sexta-feira, 11/8, aconteceu uma palestra no Auditório Maurício Berni, promovida pelo curso de Direito da Unisinos. O evento, alusivo ao dia do advogado, teve como inspiração questões relativas ao ensino jurídico no Brasil.

Para abrilhantar o debate sobre o tema, foi convidado para esse encontro o advogado Marisvaldo Cortez Amado, que já foi conselheiro federal da OAB, e hoje é presidente da Comissão Nacional de Ensino Jurídico da OAB. 

Sobre o tema da palestra que marcou o dia do advogado, o coordenador do curso de Direito Tomás Machado afirmou que a escolha se deu devido a grande preocupação com a qualidade do ensino prestado. “Buscamos formar um profissional diferenciado, global e que esteja ciente do protagonismo social que ocupa”, destacou.

[Palestra sobre direito no auditório Maurício Berni Crédito: Janaina Costa

Para Tomás, o desafio do ensino jurídico é formar advogados capazes de resolver problemas com qualidade profissional e ética. “É importante esse tipo de diálogo porque somos uma Escola de Direito com uma qualificação técnica institucional muito forte”, explicou o coordenador. 

O palestrante falou do presente e do futuro do ensino jurídico no país. “A importância em debater o ensino jurídico no Brasil, neste momento, se dá porque estamos passando por um período de conturbações, em nível de regulação do ensino superior”, afirmou.  

[Palestra sobre direito no auditório Maurício Berni Crédito: Janaina Costa

Marisvaldo lembrou em sua fala, que o Direito no Brasil está completando 190 anos da autorização dos primeiros cursos. “O direito tem sido alvo de tentativas de grupos empresarias que buscam ampliar a educação a distância e modificar, de modo considerável e prejudicial, as diretrizes curriculares nacionais, o que trará prejuízo para o sistema educacional”, ponderou.

O presidente da Comissão Nacional de Ensino Jurídico da OAB destacou ainda a preocupação da Ordem dos Advogados com o ensino jurídico no país e com a falta de ética e de respeito às normas. “A extensão deve ser realizada como elemento que propicia a formação completa dos estudantes”, finalizou.