Alunos da Unisinos realizam telemonitoramento em São Leopoldo

O trabalho envolve os cursos de Enfermagem, Fisioterapia e Medicina da Escola de Saúde

MATHEUS N. VARGAS

A partir dessa segunda-feira (18), estudantes da Escola de Saúde, orientados por professores, realizarão o telemonitoramento de pacientes crônicos em São Leopoldo. Os alunos farão as ligações do Atendimento da Universidade. A atividade resulta de uma parceria entre a Escola de Saúde, Telessaúde-RS e a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAD).

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A coordenadora do curso de Medicina, Claudia Stadtlober, explica que os alunos farão contato com os pacientes através dos dados fornecidos pela SEMSAD. “Principalmente nesse momento de pandemia, vamos dar um cuidado especial para eles, porque eles são pacientes que, em função de já apresentarem uma outra doença são mais vulneráveis para qualquer tipo de incidência. O objetivo é poder acompanhá-los”.

O projeto de telemonitoramento oportunizará aos alunos, o desenvolvimento de competências para implementar cuidados utilizando a tecnologia. É isso que conta a coordenadora do curso de Enfermagem, Vania Schneider. “O projeto terá o diálogo interprofissional como premissa para o planejamento do cuidado, na medida que alunos e professores de diferentes cursos da Escola de Saúde trabalharão de forma colaborativa e interdependente com a Rede de Saúde do município”.

A professora do curso de Medicina e coordenadora da Comissão de Residências Médicas (Coreme), Cyntia Molina, afirma que o trabalho unirá os tripés da Unisinos: em relação ao ensino, ele se tornará um novo campo de prática na formação de profissionais na área de saúde. Em relação à pesquisa, ele pode ter agregado vários projetos que usem ferramentas de telessaúde no cuidado de pacientes. Como extensão, atua diretamente na população de São Leopoldo e já temos claro que ferramentas de telessaúde e telemedicina são uma boa forma de construção de redes de diferentes níveis de atenção e que ajudam de maneira geral, seja através do telefone, teleconsulta ou divulgação de vídeos.

“O projeto vai ajudar a formar e qualificar alunos e professores, além de apoiar diretamente a população, criando evidências e novos conhecimentos na área”, conclui Cyntia.