Egressa da Unisinos vence concurso internacional de oratória em coreano

Como prêmio, Cris Motta recebeu uma bolsa de estudos

PÂMELA OLIVEIRA
21 de Outubro de 2015 - 13:27 | Atualizado: 21 de Outubro de 2015 - 14:09

Diplomada em Realização Audiovisual em setembro passado e estudante do Unilínguas, Cris Aldreyn Feiten Motta foi a vencedora, na categoria iniciante, do concurso de oratória em coreano organizado pela Fundação King Sejong no início de outubro. Cris competiu com outros 78 inscritos e recebeu como prêmio uma bolsa de seis meses de estudos em tempo integral no instituto de línguas da Ewha Womans University (Coreia do Sul), além de um notebook.

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No concurso, participaram apenas alunos indicados pelo King Sejong Institute, um de cada unidade. A primeira etapa consistiu no envio, para os organizadores, de discurso em vídeo de até cinco minutos, com tema relacionado à cultura coreana. “O prazo final de inscrição (30 de junho) coincidiu com a semana em que defendi meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), o que foi bastante intenso”, lembra Cris. “Quase um mês depois, recebi a notícia de que havia sido uma das nove pessoas selecionadas e que iria disputar a competição final em Seul.”

Durante o primeiro mês de preparação, Cris elaborou o novo discurso sob orientação da professora Heeyeon Jung. O segundo mês foi dedicado ao processo de memorização e aos ensaios junto a familiares, amigos e colegas do Unilínguas. Em 4 de outubro, a estudante embarcou para Seul, com todas as despesas pagas pela Fundação King Sejong; três dias depois, apresentou-se para uma plateia de 200 pessoas, em uma transmissão do canal de TV coreano Arirang.

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O concurso integrou um evento cultural realizado anualmente pela Fundação King Sejong, que oferece aos melhores alunos de cada instituto a chance de visitar e conhecer mais sobre a Coreia do Sul. “Foi muito enriquecedor encontrar tantas pessoas interessadas pela língua e cultura coreana, vindas de lugares tão diferentes e com algo tão peculiar em comum. Apesar de estudar o idioma há três anos, ainda me considero iniciante, e esse contato com outros alunos de diferentes níveis foi um grande incentivo para continuar persistindo nos estudos”, anima-se.

Heeyeon também comemora: “Como professora, não há nada melhor do que ver a conquista de uma estudante, e também é um prazer ter uma aluna entusiasmada assim. Eu imaginei que ela teria chance de vencer a competição se fosse bem preparada, porque a Cris queria participar e tem muito boa pronúncia do idioma coreano. Na preparação, ela trabalhou e se esforçou bastante, mais do que pedi. Ela merece”.

Confira o discurso:

 

Dedicação que tem história

No Unilínguas, Cris estuda com a irmã mais nova, Thaís Layne Feiten Motta, desde que as aulas começaram, em 2012. “Nós duas já tínhamos interesse pela Coreia, seu idioma e indústria cultural há algum tempo, então, durante o primeiro Fórum Brasil-Coreia, questionamos quando o Unilínguas começaria a oferecer aulas de coreano, já que a parceria com as universidades e empresas do país estava cada vez mais forte. Ao recebermos a notícia no Fórum seguinte, ficamos muito contentes e fomos umas das primeiras a fazer a inscrição”, relata.

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Antes mesmo de as aulas começarem, Cris tentou aprender o alfabeto coreano por conta própria. Segundo ela, o primeiro desafio foi dominar a estrutura, que é oposta à da língua portuguesa (sujeito, objeto e verbo em vez de sujeito, verbo, objeto), além de se familiarizar com diversas partículas. Agora, o mais difícil é utilizar corretamente os diferentes níveis de hierarquia no discurso. “Dependendo da pessoa com quem se fala, deve-se alterar o modo de conjugação dos verbos, e isso se torna ainda mais complicado quando a conversa se dá entre várias pessoas”, explica.

Entre 2013 e 2014, por meio da mobilidade acadêmica da Unisinos, Cris teve a oportunidade de passar dois semestres em intercâmbio na Coreia do Sul. Como estudante da Universidade Sungkyunkwan, cursou disciplinas em inglês e aprimorou o coreano na convivência com amigos e colegas. “Posso dizer que me adaptei muito bem ao clima, à rotina, aos costumes e, principalmente, à culinária do país, que é bastante apimentada, com menos sal e menos baseada em pratos com carne, como estamos acostumados aqui no Sul” considera.

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Para quem está começando a aprender coreano agora, ela dá a dica: “Eu diria que, mais do que nunca, é possível encontrar recursos que facilitam o aprendizado. Seja por meio de aulas presenciais, como as do Unilíguas, de aulas virtuais, de blogs ou mesmo apenas tendo contato com produtos culturais coreanos, oportunidades não faltam. Enquanto estive na Coreia, também descobri que muitos coreanos se interessam em aprender português e sonham em visitar o Brasil. A troca de experiências e conhecimento entre pessoas de ambos os lados seria muito interessante”.

 

Coreano no Unilínguas

O curso regular de coreano é ofertado gratuitamente pelo Unilínguas, em parceria com o King Sejong Institute, da Coreia do Sul. As aulas trabalham a sequência gramatical e visam ao aperfeiçoamento na compreensão e produção oral e escrita. O curso também trata de aspectos culturais importantes para o aprendizado do idioma. Saiba mais no site.