Feminismo negro

Evento acontece nesta terça-feira, 24 de outubro, no Auditório Central

MICHELLI MACHADO

Nesta terça-feira, 24 de outubro, acontece, no Auditório Central, no Campus São Leopoldo, a conferência Educação das relações étnico-raciais e feminismo negro na universidade e comunidade. O tema será abordado pela palestrante Maria Nilza da Silva, professora da Universidade Estadual de Londrina e doutora em Sociologia.

Em sua apresentação, a pesquisadora irá falar sobre como o movimento surgiu. “Se conhece muito o feminismo, mas no Brasil, só no final da década de 70, início de 80, que o feminismo negro começou a ser debatido, com líderes como Sueli Carneiro e Matilde Riberio, mulheres negras que não se viam representadas no feminismo e criaram o movimento”, explica. 

[Boneca negra com turbante Crédito: Rodrigo W. Blum

A professora ainda destaca importantes dados sobre a diferença entre mulheres negras e brancas. “De 2003 até 2013, dez anos, houve um aumento de 54% no número de morte de mulheres negras, enquanto houve uma redução de 9% de homicídios de mulheres brancas, segundo o mapa da violência publicado em 2015 e divulgado pela ONU. Esses dados apontam a necessidade de trabalhar esse assunto de maneira distinta”, afirma. O evento é aberto a comunidade em geral e tem entrada franca.

SERVIÇO

Conferência: Educação das relações étnico-raciais e feminismo negro

Data: terça-feira, 24/10

Horário: 19h30 

Local: Auditório Central – Campus São Leopoldo