A TV de Luis Fernando Verissimo

Papo com Jorge Furtado embalou a noite de terça-feira na Semaníssima LFV

MICHELLI MACHADO

Uma atmosfera de cultura envolveu o Campus Unisinos Porto Alegre na noite dessa terça-feira, 25/9, e segue ao longo de toda a semana. Tudo isso por causa do Semaníssima LFV, evento em homenagem ao escritor, criado pela Universidade, que é guardiã do importante acervo com as obras do Verissimo.

Uma das atividades preparadas para comemorar o aniversário do escritor foi um bate-papo com o diretor e roteirista Jorge Furtado. Com o título o “A TV de LFV” Furtado, falou sobre cinema, televisão e os textos de Verissimo que já roteirizou.

[Jorge Furtado falou sobre seu trabalho adaptando roteiros de textos do Luis Fernando Veríssimo Crédito: Rodrigo W. Blum

Furtado iniciou sua fala com um breve histórico sobre sua relação com os textos de Verissimo. “Ele escreve com muito humor. Inteligente e profundo, ao mesmo tempo que é simples. É o meu autor preferido. O primeiro roteiro que eu fiz foi de um conto do Verissimo, O temporal na Duque”. Registrei em cartório antes de entregar para o professor”, lembrou.

O roteirista contou que Verissimo já escrevia esquetes de humor para diversos programas da Rede Globo, quando ele propôs usar os textos do cronista para criar o Comédia da Vida Privada. “O Comédia da Vida Privada foi a primeira série de humor e nós não nos demos conta disso, e trocávamos o elenco a cada episódio. Em 1994 e 1995, a série foi um grande sucesso, inclusive entre crianças de até 12 anos”, destacou.

[Jorge Furtado falou sobre seu trabalho adaptando roteiros de textos do Luis Fernando Veríssimo Crédito: Rodrigo W. Blum

Para Furtado, LFV tem o dom da dramaturgia do minimalismo, que transforma um acontecimento mínimo em uma história. “Os diálogos do Verissimo a gente lê ouvindo. O Comédia lançou a dramaturgia do dia a dia, das coisas simples. Foi uma importante série para TV e para o LFV ser reconhecido para além da literatura”, afirmou.

Sobre o humor produzido por Verissimo, o roteirista destaca: “Existe um humor que é preconceituoso. Um humor que o LFV nunca fez”. Furtado encerra sua fala lembrando do vastíssimo material produzido pelo escritor, seja como cronista ou cartunista. “A obra do Verissimo precisa ser conhecida e, felizmente, está aqui na Unisinos, preservada”, finalizou.

Estudantes da Universidade e público em geral participaram da conversa, que teve transmissão ao vivo. Se você perdeu esse bate-papo e quer conferir tudo o que rolou, assista abaixo.