Unisinos promove diálogos sobre cultura, arte e sociedade no Festival Fronteiras 

Crédito: Rodrigo W. Blum

A Unisinos marcou presença no Festival Fronteiras 2026, realizado nos dias 15 e 16 de maio, em Porto Alegre, promovendo diálogos sobre cultura, educação, arte, literatura, longevidade e comunicação. O evento reuniu alguns dos principais pensadores e nomes da cultura contemporânea, fortalecendo o debate sobre temas relevantes para a sociedade. 

Durante os dois dias de programação, a Universidade participou de painéis, entrevistas e lançamentos de livros, reafirmando seu compromisso com o pensamento crítico, a produção cultural e o diálogo com a sociedade. 

Confira os diálogos promovidos pela Unisinos: 

  • 400 anos das Missões: raízes da terra – reitor pe. Sérgio Mariucci, o artista plástico Xadalu e o representante do Departamento de Memória e Patrimônio, Eduardo Hahn; 
  • Lançamento do livro Meridiana – decana da Escola de Artes e Economia Criativa, Laura Dalla Zen, e Eliana Alves; 
  • Lançamento do livro Bom dia, inverno – pró-reitor Acadêmico e de Relações Internacionais, Gustavo Borba, e Tamara Klink; 
  • Lançamento do livro A Partilha e outras peças teatrais – coordenadora do curso de Produção Fonográfica, Carol Govari, e Miguel Falabella; 
  • Lançamento do livro Dança de Enganos – diretor de Marketing e Relacionamento, Gustavo Bittencourt, e Milton Hatoum; 
  • Novos corres na cultura – lançamento do Instituto Unisinos de Arte e Cultura, com Carol Govari, a produtora cultural do Instituto Alice Castiel, Juliana Bublitz (GZH) e Luana Costa (Imperadores do Samba); 
  • Lançamento do livro A revolução da longevidade – coordenador do curso de Medicina, Antônio Weston, e Alexandre Kalache; 
  • Ver o invisível: uma entrevista com Caco Barcellos – coordenador do curso de Jornalismo, Daniel Feix, e Caco Barcellos. 

Em seu painel, 400 anos das Missões: raízes da terra, o reitor da Unisinos, Pe. Sérgio Mariucci, destacou que a celebração dos 400 anos das Missões carrega um legado fundamental para a formação do Rio Grande do Sul e evidencia aspectos ainda atuais do modelo desenvolvido nas reduções jesuítico-guaranis. “O plano de ensino naquele período já previa a formação profissional, além de atividades integradas ao currículo como música, teatro, valorização de idiomas”. No encontro entre jesuítas e guaranis houve uma soma de saberes, pois os Guaranis já cultivavam uma forte tradição musical, assim como ritos e uma espiritualidade muito integrada ao mundo em que habitavam. Os guaranis se apropriaram daquilo que os jesuítas traziam como novidade, criando algo próprio. Houve uma civilização guaranítica, por isso a forte reação contra o Tratado de Madri e a frase que ficou famosa: “Essa terra tem dono”. Eram cidades criadas com influência dos jesuítas mas, de propriedade dos Guaranis, afirmou. 

Crédito: Rodrigo W. Blum

Lançamento do Instituto Unisinos de Arte e Cultura 

A Universidade também deu um novo passo em sua atuação cultural com o lançamento do Instituto Unisinos de Arte e Cultura, iniciativa que busca potencializar a promoção da arte e da cultura e ampliar a relação da instituição com os territórios em que está inserida. 

A proposta parte do entendimento de que arte e cultura, quando assumidas como eixos estruturantes da experiência universitária, são capazes de fortalecer vínculos entre universidade, território e sociedade, além de ampliar repertórios culturais e sociais. 

O lançamento oficial aconteceu durante o Festival Fronteiras, reforçando a relação da Unisinos com Porto Alegre, cidade em que mantém um de seus campi e importante atuação acadêmica e cultural. Desde 2023, a Universidade é parceira acadêmica do evento, contribuindo na curadoria de convidados, na mediação de diálogos e em lançamentos de livros. Nas edições de 2025 e 2026, realizadas no Centro Histórico da capital gaúcha, a parceria se consolidou ainda mais, reafirmando o compromisso da Unisinos com a cultura, o pensamento crítico e o diálogo com a cidade. 

Para Laura Dalla Zen, o Instituto nasce com a proposta de consolidar a arte e a cultura como dimensões centrais da vida universitária. “Os colaboradores e o público em geral podem esperar um movimento cultural contínuo e estruturante, que cria espaços de experimentação, reflexão e difusão cultural, integrando ensino, pesquisa e extensão. Mais do que uma programação de eventos, trata-se de uma proposta de ativação cultural permanente, voltada ao diálogo entre universidade, arte e sociedade, à promoção da diversidade cultural e à construção de novos imaginários para a cultura gaúcha”, destacou. 

Crédito: Rodrigo W. Blum

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