O professor Miguel Afonso Sellitto, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas (PPGEPS) da Unisinos, integra, pelo sexto ano consecutivo, o ranking internacional Stanford–Elsevier Top 2% Scientists. Na edição de 2026, o pesquisador alcançou a posição correspondente a 0,7%, conforme informado pelo professor, reforçando sua trajetória de produção científica e colaboração acadêmica.
Elaborado com base em dados da base Scopus, o levantamento identifica pesquisadores de destaque mundial a partir de indicadores bibliométricos, como citações e índice h. A avaliação considera diferentes dimensões do impacto da produção científica, embora esses indicadores não representem, isoladamente, uma medida da qualidade da pesquisa.
Para Sellitto, o reconhecimento reflete um trabalho construído coletivamente ao longo dos anos, com a participação de colegas, estudantes e instituições. “Recebo esse resultado com humildade e com a consciência de que a pesquisa científica é trabalho coletivo e cumulativo”, afirma.
No PPGEPS, suas pesquisas abrangem temas como manufatura avançada, cadeias de suprimentos, sustentabilidade, economia circular, complexidade e métodos quantitativos para avaliação de desempenho e apoio à decisão. A atuação também envolve a orientação de mestrandos e doutorandos, além da supervisão de estágios de pós-doutorado, contribuindo para a formação de novos pesquisadores.
A colaboração internacional é outro eixo de sua trajetória. Além das parcerias com pesquisadores do próprio Programa, Sellitto mantém intercâmbio acadêmico com a Università degli Studi di Modena e Reggio Emilia (UNIMORE) e a Università degli Studi di Firenze (UNIFI), na Itália, onde atuou como professor visitante. Também destaca colaborações com a Pontificia Universidad Católica de Valparaíso, no Chile, e a Universidad Nacional de Colombia (UNAL), campus Manizales.
Entre os desafios futuros da área, o professor aponta a necessidade de compreender os impactos da transformação digital, da inteligência artificial e das demandas por sustentabilidade sobre os processos produtivos e as cadeias de suprimentos. Para ele, o avanço da Engenharia de Produção e Sistemas depende de pesquisas rigorosas, interdisciplinares e conectadas a problemas concretos das organizações e da sociedade.