No dia 12 de maio, a sala de aula da disciplina de Aritmética, do curso de Matemática da Unisinos, se transformou em um espaço de imersão cultural e científica com a realização da exposição “Galeria dos Números Notáveis”.
Organizado pela professora Patrícia Picolo Gil Noga, em conjunto com estudantes da graduação, o evento apresentou os resultados dos trabalhos de horas práticas desenvolvidos ao longo da disciplina. Em formato de galeria de arte, a mostra teve como proposta traduzir conceitos e propriedades matemáticas em uma linguagem visual, dinâmica e acessível, aproximando o público de temas muitas vezes vistos como abstratos.
Segundo Patrícia, a proposta surgiu como uma forma de integrar as horas práticas da disciplina de Aritmética com metodologias criativas voltadas à formação docente. “A ideia era desafiar os futuros professores a trabalhar alguns conteúdos do Ensino Básico de forma criativa e inovadora”, explicou a professora.
Durante a exposição, visitantes puderam participar de atividades interativas e conhecer curiosidades sobre diferentes classificações numéricas, como números perfeitos, amigos, felizes, infelizes, sociáveis, narcisistas, deficientes, abundantes, figurados, números de Fibonacci e até os chamados números vampiros.
A professora destacou que os próprios estudantes tiveram papel ativo em todas as etapas de construção da mostra. “Quando sugeri o formato da Galeria dos Números Notáveis, os alunos abraçaram a ideia. Eles se mobilizaram na criação do convite, se organizaram em grupos e se empenharam na pesquisa e produção de materiais didáticos e atividades interativas”, relatou Patrícia.

A iniciativa buscou unir rigor acadêmico e criatividade pedagógica, incentivando novas formas de apresentar conteúdos matemáticos e estimulando a participação do público. A exposição atraiu mais de 50 visitantes, entre professores e estudantes de outras disciplinas que passaram pelo local ao longo da atividade.
Patrícia explica que, além de consolidar as horas práticas de Aritmética, a experiência reforçou a matemática como uma ciência viva, criativa e conectada à comunidade acadêmica. A proposta, segundo a professora, também evidenciou o potencial de metodologias que aproximam teoria, experimentação e linguagem visual no processo de aprendizagem.
Para Patrícia, um dos diferenciais da exposição foi a possibilidade de transformar os materiais produzidos em recursos pedagógicos para futuras práticas docentes. “Essas atividades foram pensadas também como recursos que estarão disponíveis no Laboratório do Ensino de Educação Matemática (Lema) para que eles e outros colegas utilizem em suas futuras práticas docentes”, afirmou.
