Antropólogo colombiano Santiago Uribe apresenta experiências positivas do projeto Cidades Resilientes

A iniciativa tirou Medellín do mapa das cidades mais violentas do mundo

Crédito: Camila Kehl

O Auditório da Unitec recebeu na manhã desta quarta-feira, 14/6, Santiago Uribe, antropólogo colombiano que coordenou o Cidades Resilientes, iniciativa que tirou Medellín do mapa das cidades mais violentas do mundo. O especialista apresentou aos estudantes do curso de Administração – Gestão para Inovação e Liderança (GIL) as experiências positivas do projeto para a redução da desigualdade social e violência. A palestra foi organizada pelo movimento colaborativo Pacto Alegre, que une instituições de ensino como a Unisinos, gestores públicos e iniciativa privada.

A inovação social e a criatividade foram as bases para a realização do trabalho que propôs o fim da desigualdade na cidade colombiana. De acordo com Uribe, primeiro foi preciso compreender o ecossistema de violência: ao cruzarem os dados de segurança pública, escolaridade, emprego, renda per capita e indicadores de qualidade de vida, o resultado mostrou-se revelador. “Percebemos que o problema não era a violência e sim a iniquidade”, pontuou.

Para resolver o impasse, foram realizadas ações voltadas para o desenvolvimento social, educação, mobilidade e segurança. Centros de primeira infância, instituições educacionais, bibliotecas, sistema de transporte integrado e um distrito de inovação são algumas das iniciativas que impulsionaram a mudança local. Se na década de 1990 Medellín registrava 6349 homicídios por ano, em 2022 o número caiu para 319, graças às medidas adotadas pelo projeto. “As cidades que promovem proteção, oportunidades e intercâmbios entre as pessoas são as mais inovadoras”, afirmou o antropólogo.

Ao final do encontro, Uribe destacou a necessidade de Porto Alegre implementar um sistema de mobilidade mais robusto e integrado que chegue nas periferias. O especialista também propôs aos estudantes um olhar para os territórios locais, ressaltando a importância de uma visão coletiva para a resolução dos desafios das cidades.

A passagem pela Unisinos fez parte do roteiro do antropólogo colombiano que contou com uma série de palestras, encontros com autoridades e lideranças comunitárias, além de uma visita na comunidade do Morro da Cruz, em Porto Alegre.

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