Pesquisa de testes rápidos para detecção da Covid-19 desenvolvida na Unisinos é contemplada no Edital Emergencial da Fapergs

Iniciativa é fruto da parceria entre a Escola de Saúde da Universidade e o itt Chip

RHAVINE FALCÃO

Pesquisa desenvolvida por um grupo de profissionais da Escola de Saúde e do Instituto Tecnológico de Semicondutores – itt Chip foi contemplada em Edital Emergencial 06/2020, da Fapergs. O Edital busca dar uma resposta à crise provocada pela pandeia do novo coronavírus.

Crédito: Getty

O trabalho realizado na Universidade visa desenvolver um dispositivo de testes rápidos para detectar a Covid-19. Existem muitas opções de testes rápidos pelo mundo, mas esse projeto possibilita a realização por biologia molecular. O teste busca a identificação do material genético que pode ser a presença do novo coronavírus ou outros microrganismos. A professora da Escola de Saúde, Priscila Lora explica que esse é o grande diferencial em relação aos que já existem.

“Isso se diferencia da maior parte dos testes do mercado, pois usualmente os testes buscam a presença de anticorpos que são o resultado da resposta imunológica do indivíduo, processo mais lento, leva em torno de 15 a 20 dias após a infecção. Enquanto que a detecção da presença do vírus por meio do teste que está sendo desenvolvido poderá ser imediata”, afirma.

Os recursos adquiridos neste Edital da Fapergs vão possibilitar o desenvolvimento de um protótipo do produto e a realização dos primeiros testes de funcionalidade. “Esse é o primeiro passo para que seja possível no futuro disponibilizar o teste de detecção viral produzido inteiramente no Brasil, com funcionamento rápido e portátil. Isso terá um impacto no aumento do número de exames realizados e em um maior controle da transmissão, além da independência de insumos importados”, afirma Priscila.

O projeto conta com a parceria de uma equipe qualificada e multidisciplinar coordenada pela professora Priscila e tem relação com os trabalhos de conclusão dos alunos Samuel Maraschin, mestrando do curso de Engenharia Elétrica e Natasha de Moraes, graduanda do curso de Biomedicina. A descoberta servirá para detecção do novo coronavírus e também de outros agentes infecciosos.