Governança do Tecnosinos quer capacitar 3.000 jovens nos próximos três anos

Projeto Talentos TI foi entregue ao prefeito de São Leopoldo nessa quinta-feira, 8

PEDRO BARBOSA - TECNOSINOS

A demanda por talentos na área de Tecnologia da Informação (TI) tem sido uma constante preocupação da Governança do Parque Tecnológico São Leopoldo – Tecnosinos, que é compartilhada entre a Unisinos, a Prefeitura de São Leopoldo, a Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo – ACIST-SL e o Polo de Informática de São Leopoldo.

A falta de talentos interfere diretamente na capacidade e crescimento das empresas do Parque, bem como atua como favor de atração na implantação de novas empresas. Neste sentido, a Governança do Tecnosinos, em parceria com o Senac São Leopoldo, elaborou o Programa 3.000 Talentos TI – São Leopoldo Cidade Tecnológica 2024. O documento foi entregue ao prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, nessa quinta-feira, 8, na prefeitura do município.

De acordo com a diretora de Inovação da Unisinos e Ceo do Tecnosinos, Susana Kakuta, estima-se que a uma taxa de crescimento médio histórico de 20% ao ano, haverá uma demanda latente para o preenchimento de 6.000 novos postos de trabalho no Parque nos próximos 3,5 anos. “O programa objetiva formar até 3 mil talentos de São Leopoldo. É uma forma de inserir jovens carentes no mundo da tecnologia e de dar uma resposta para esse desafio”, destaca Susana.

O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, destacou que o município vive um momento importante, de início de recuperação da economia na pandemia de Covid. “A partir dessa boa proposta, passamos a pensar na viabilidade para o segundo semestre. Vamos fazer nossa parte, enquanto poder público. Para nós, é importante que a rede pública esteja ancorada no projeto”.

Para o reitor da Unisinos, Pe. Marcelo Fernandes de Aquino, é preciso criar gatilhos para enfrentar a demanda pela formação de talentos, a fim de transformar o município em uma cidade tecnológica. “Temos tudo para transformar São Leopoldo em uma cidade boa para se morar, com conforto e paz para poder criar, pois é importante nessa questão tecnológica”.

O presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo – ACIST-SL, Siegfried Koelln, destacou a importância da formação de mão de obra qualificada no município. “Programas inteligentes e ambiciosos como este vão ser são uma porta de entrada para muita gente”.

Para o presidente do Polo de Informática de São Leopoldo, Oldemar Brahm, as empresas não estão mais se fixando em um único lugar, principalmente por dois motivos: impostos e falta de mão de obra qualificada. “Temos um parque tecnológico que emprega muita gente. Precisamos criar mecanismos que permitam que as empresas que ficam aqui não saiam. O que, além da formação de talentos, vai gerar mais ISS para o município. É todo um ecossistema que ajuda nesse contexto”.

O Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turístico e Tecnológico de São Leopoldo, Juliano Maciel, entende que é preciso fazer esforço para transformar o programa em realidade. “Acompanho a anos essa questão de qualificação de mão de obra. Não é somente um problema local. É mais amplo. Precisamos pensar em como aproximar toda essa tecnologia do cotidiano da cidade. Em como fazer com que a comunidade enxergue tudo que é produzido aqui”.

Susana explica que se faz urgente a articulação e união de esforços do poder público municipal, setor empresarial e ambiente acadêmico para ampliar oportunidades de formação de novos talentos, desde profissionais iniciantes nas carreiras tecnológicas até especialistas em linguagens de programação e uso intensivo de tecnologias avançadas como Inteligência Artificial, Internet das Coisas, entre outras. “A canalização de investimentos para este fim vai ampliar a capacidade de geração de emprego, arrecadação e renda para o município e irá tornar ainda mais consistente a meta de fazer do município de São Leopoldo referência como Cidade Tecnológica até 2024”, destaca.