Centro de Estudos Internacionais em Educação

Grupo desenvolve atividades junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação

MICHELLI MACHADO
27 de Maio de 2017 - 10:26 | Atualizado: 30 de Maio de 2017 - 11:22

O Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisinos conta com um Centro de Estudos Internacionais em Educação, que é coordenado pelo professor Danilo Streck. A ideia de ter esse espaço para internacionalização existe há aproximadamente quatro anos, mas foi a partir de 2015 que essa atividade se concretizou em um Centro. “Em boa medida, a iniciativa está vinculada com um seminário em inglês, que é ofertado há vários semestres e onde o tema da internacionalização sempre está muito presente”, explica o professor.

O Centro tem caráter acadêmico e atua a partir de uma área específica, a educação. Além disso, existe uma sintonia entre o grupo e a Unidade de Negócios e Relações Internacionais, assim como outros setores da universidade que têm uma visão mais ampla sobre intercâmbio e convênios. O grupo se reúne semanalmente e durante os encontros são discutidas a programação e a organização dos projetos. Uma novidade para 2017 é que o centro agora conta com um site. Acesse unisinos.br/ciei e saiba mais sobre as atividades realizadas no Centro de Estudos Internacionais em Educação.

Confira abaixo a entrevista como o professor Danilo: 

[ Professores e representantes de escolas falam no Café Conecta Crédito: Roberto Caloni

Quais temáticas são discutidas no Centro de Estudos Internacionais em Educação?

Danilo Streck: O Centro não faz ofertas regulares de disciplinas ou seminários. Claro, que através dele, podem ser promovidos temas específicos, como aconteceu no semestre passado com uma disciplina onde foram estudados textos de diferentes regiões do mundo sobre internacionalização.  Dentre algumas atividades que estamos desenvolvendo estão as seguintes: a organização de um banco de dados sobre internacionalização, num projeto com duas universidades argentinas e uma de São Paulo; diálogos internacionais, convidando professores e pesquisadores estrangeiros presentes na universidade e estudantes de outros países a compartilharem suas experiências; encontros com doutorandos que voltam de doutorados sanduíche e outros que se preparam para sair; planejamento de atividades e projetos, como uma Escola de Altos Estudos sobre “Estudos comparados e internacionais em educação: fundamentos, concepções e métodos.”

Como as questões de intercâmbio são tratadas pelo grupo?

Danilo Streck: No Centro entendemos o intercâmbio de uma forma ampliada, ou seja, para além da mobilidade de professores e estudantes. O objetivo geral é fomentar e qualificar a inserção internacional do Programa de Pós-Graduação em Educação, o que tem a ver com o perfil de produção científica que se faz e como essa produção se integre no contexto internacional. O que se aprende de outras experiências? O que temos a contribuir no atual cenário internacional? Trata-se, também, de criar condições para podermos ter um intercâmbio de duas mãos, com pesquisadores e alunos nossos saindo e pesquisadores e alunos de instituições estrangeiras vindo para estágios ou estudos semelhantes conosco. Estamos muito longe disso, mas é um horizonte para a integração qualificada. Isso tem a ver com o currículo, com as competências linguística, enfim, com uma cultura de quem se sente parte responsável pelo que acontece no mundo. Isso não significa menosprezo para a realidade local ou regional. Pelo contrário, permite ter um olhar mais largo e profundo de nossos problemas e encontrar parceiros que discutem temáticas semelhantes em outras partes do mundo.

Qual a importância dos alunos do PPG participarem destes encontros?

Danilo Streck: Os alunos têm um papel central na criação e no desenvolvimento do Centro e, afinal, são a própria razão de ser do Centro. Desde o início estão envolvidos bolsistas de iniciação científica, mestrandos e doutorandos, que contribuem com seu tempo e seu conhecimento para o projeto. Por exemplo, não tendo condições de ter um serviço de apoio profissional, foi organizado um serviço de “plantão” por estudantes voluntários. Também os horários de conversação em inglês e espanhol são uma oferta espontânea dos estudantes para seus colegas. Nesse sentido, há oportunidades para muitas outras ofertas, por exemplo, um trabalho de português para estudantes estrangeiros, ou conversação e leitura em outras línguas, como francês e alemão. O pressuposto para essas ofertas é que a internacionalização não poderá prescindir da competência linguística. É muito cedo para a avaliar o impacto do Centro na vida acadêmica, mas é de se supor que, tendo um lugar próprio, o tema da internacionalização possa fazer parte com mais intensidade do imaginário acadêmico e das práticas de ensino e pesquisa.