Estudantes da Escola Politécnica são destaques em competição nacional

O trabalho garantiu o grupo na fase internacional

MATHEUS N. VARGAS

Os estudantes Carolina Kelsch - Engenharia Eletrônica, Fernanda Silva - Engenharia Elétrica, Márcia Santos - Engenharia da Computação, Mateus Melchiades - Ciência da Computação e Vitória Zilli - Engenharia Eletrônica, mentorados pelos professores Armando Keller, Lucio Prade e o mestrando do PPG em Engenharia Elétrica Samuel Maraschin, conquistaram a segunda colocação em um campeonato nacional da Sociedade Brasileira de Microeletrônica, o IoT Student Contest. Agora, os alunos estão se preparando para a etapa internacional e falam sobre as suas expectativas.

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Vitória explica que a competição é dívida em três fases: proposta, elaboração do protótipo e desenvolvimento do produto. “No mês de agosto, fechamos a segunda etapa e estamos nos planejando para começar a terceira, agora teremos que enfrentar todos os desafios que vem de passar de um simples protótipo para um produto: temos que certificar oficialmente que nosso sistema funciona, deixar ele com uma cara de algo finalizado e preparar um plano de negócios. Como estamos passando por um período incomum, de crise sanitária, organizar o trabalho da equipe de forma remota foi um desafio a mais, mas no final conseguimos através de reuniões online semanais alinhar nossos objetivos e tarefas”.

A futura engenheira eletrônica conta que o trabalho da equipe levou em consideração os alarmantes números referentes aos acidentes de trânsito. “A chamada de socorro, em caso de acidentes, depende dos envolvidos ou de algum terceiro, nosso projeto, o qual batizamos de S3A – Sistema de Alerta Automático de Acidentes, tem o objetivo de diminuir o tempo de chamada de socorro ao detectar a ocorrência de uma batida através da utilização de um sensor acelerômetro e giroscópio”.

Segundo a estudante, no caso de uma detecção, o sistema entrará em contato com o serviço de emergência adequado e com contatos de emergência previamente cadastrados pelo usuário. “Caso ocorra um acidente, mas o motorista esteja em boas condições, ele poderá cancelar a chamada de socorro através de um botão disponibilizado no dispositivo”, afirma.

Vitória conta que sempre é bom ser reconhecido pelo trabalho realizado, principalmente quando é algo que não é feito por obrigação, mas sim por entusiasmo. “Ficamos extremamente satisfeitos com o resultado que conseguimos até aqui e o acreditamos que o reconhecimento é um produto de todas as horas de trabalho e dedicação que todos colocamos no projeto. Pudemos aprender muito durante o processo de desenvolvimento e nos sentimos cada vez mais motivados a seguirmos para essa última etapa”.

O resultado da etapa anterior inspirou o grupo a continuar com ainda mais determinação, e por isso estão constantemente discutindo novas ideias para implementar no produto final. “Estamos ansiosos para pôr em prática tudo que criamos até agora e ainda mais, esperamos seguir além da competição com o nosso entrosamento e diversidade de habilidades para lançar algo não só relevante para a sociedade, mas também um reflexo da nossa dedicação. Essa, também, é mais uma oportunidade para levar o nome da universidade para fora da região”, afirma a entusiasmada Vitória.

Para o mentor do grupo e coordenador do curso de Engenharia Elétrica, Lucio Prade, a importância desse tipo de iniciativa, é justamente que o aluno possa trabalhar em equipes heterogêneas, onde cada um dos alunos é de um curso e tem habilidades diferentes, assim como irão encontrar no mercado de trabalho. “Tanto para os alunos como para a Unisinos, esse reconhecimento destaca que a formação que eles vêm tendo, não só a técnica, mas a integral como propõe a graduação PRO, permite que eles concorram de igual para igual com qualquer profissional, tendo vantagens com a experiência prática que vivenciam desde a sala de aula até situações como nessas competições”, encerra o professor.