Estudantes conquistam Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental

“Águas que agonizam” foi realizada por dez estudantes de Jornalismo na disciplina de Beta Geral

LORENZO PANASSOLO

Quando misturamos força de vontade, conhecimento e oportunidade para criar matérias criativas, os alunos tornam-se protagonistas das suas formações profissionais. Espaços como a Beta Redação – ambiente acadêmico e experimental do curso de Jornalismo que estimula os estudantes a produzir e publicar conteúdos de seis temáticas diferentes – é um exemplo disso.

E foi na disciplina de Beta Geral que dez alunos produziram a matéria “Águas que agonizam”, vencedora da 5º edição do Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental, na categoria Jornalismo Universitário. A premiação tem como objetivo destacar a produção de conteúdos com a temática da sustentabilidade e meio ambiente.

“Ganhar esse prêmio foi inesperado, pois desde o início, não levamos muita fé no nosso trabalho. Isso serve de exemplo para valorizarmos mais nossas produções acadêmicas e acreditarmos no nosso potencial. Ficamos extremamente felizes em receber esse prêmio. Acredito que é o primeiro da Unisinos dessa categoria, o que nos deixa mais entusiasmados ainda”, afirmou a estudante de Jornalismo, Jéssica Beltrame.

[Aliança para inovação Porto Alegre Crédito: Glauco Arnt

Águas que agonizam” retrata a realidade das bacias hidrográficas gaúchas, visto que o Rio Grande do Sul é o estado que mais aparece em índices de águas superficiais poluídas do Brasil. A ideia do tema para a matéria especial surgiu através do dia do rio (24 de novembro) e contou com a produção dos alunos: Amanda Büneker, Anderson Huber, Ariane Laureano, Arthur Isoppo, Artur Colombo, Denis Machado, Igor Mallmann, Jéssica Beltrame, Leonardo Ozório e Lidiane Menezes.

Os professores e editores da Beta Geral, Cybeli Moraes e Felipe Boff, auxiliaram os alunos no decorrer da matéria. De acordo com Cybeli, o uso de datas comemorativas (efemérides) para pautas – como foi o caso da “Águas que agonizam” – está sendo incentivada constantemente pela Universidade, por serem espaços de conscientização e debate sobre diferentes assuntos. E desde o ano passado, a disciplina está voltada para a construção de reportagens com os temas de: sustentabilidade, meio ambiente, educação e saúde.

“A opção por trabalhar esses temas na Beta Geral é em função da imprensa ter poucos espaços fixos para trabalhar esses assuntos atualmente. Em especial, a temática da sustentabilidade e do meio ambiente perdeu lugar em todos os veículos de comunicação nos últimos anos. Por isso é muito importante a Beta Geral realizar atividades e coberturas como essa no ambiente universitário”, afirmou a professora.

[Aliança para inovação Porto Alegre Crédito: Acervo pessoal

Entenda a construção da matéria

Pensada e produzida como uma reportagem multimídia – uma das exigências dos professores da Beta Redação – “Águas que agonizam” traz conteúdos em formato de imagens, vídeos e infográficos sobre as Bacias dos Rios Ijuí, Sinos, Gravataí e Camaquã. Segundo o estudante e editor da matéria, Arthur Isoppo, algumas decisões do grupo foram fundamentais para o resultado final.

“Busquei conversar com o grupo para identificar quais eram as maiores aptidões individuais, e como cada um poderia contribuir para a melhor produção possível. Então, nós tínhamos colegas que já estavam acostumados a realizar edição de vídeo, fotos ou produção de materiais gráficos. Essa foi a primeira forma de divisão de trabalho escolhida. Depois, como na matéria estamos tratando de uma região de grande extensão territorial, buscamos dividir também a pauta levando em consideração a proximidade dos rios com o local em que moravam, a fim de facilitar o acesso no momento da produção”, afirmou.

Outro aspecto muito importante, segundo Arthur, foi a utilização dos infográficos para facilitar a compreensão de dados e destacar aspectos que poderiam passar despercebidos se fossem apresentados textualmente. “Essa estratégia acabou levando também algumas curiosidades sobre a importância das bacias hidrográficas para suas regiões a serem trazidas como infográficos, justamente para ganharem maior destaque na diagramação”, finalizou.