Liberdade para dançar, criar e interpretar

Serviço de convivência e fortalecimento de vínculos com ênfase no artesanato e no teatro

MICHELLI MACHADO
17 de Fevereiro de 2017 - 10:53 | Atualizado: 17 de Fevereiro de 2017 - 11:40

Dançar, criar e interpretar são verbos capazes de transformar a realidade de muitos adolescentes. Por acreditar nisso, o Artecriando atende, dezenas de jovens de 12 a 17 anos, oferecendo atividades de dança, artesanato, teatro e formação cidadã. 

Catiucia Dias graduada em Dança e Educação Física, é a responsável pelas atividades de dança realizadas no Artecriando. “Trabalho no projeto há quatro anos. Estou desenvolvendo nas Oficinas a dança contemporânea. Temos várias ramificações dentro dessa modalidade. Escolhi a intervenção urbana e a dança teatro pelo perfil dos adolescentes que frequentam o projeto”, explica.

[Liberdade para dançar, criar e interpretar

“A Intervenção urbana é uma forma de trabalhar a dança com mais rapidez. A criação se torna mais rápida porque o corpo do adolescente é o instrumento que ele tem à disposição. Nesta modalidade a gente trabalha as questões motoras, mas o mais importante é a criatividade. Já na dança teatro, a gente trabalha mais as questões de grupo, em parte, e em conjunto. Em alguns momentos todos dançam iguaizinhos, em outros o adolescente faz interferência com o seu próprio jeito de dançar, com a sua motivação. Nesse tipo de atividade, os recursos do teatro são trazidos para dentro da dança”, enfatiza Catiucia.

Para a educadora, a dança perpassa questões que passam pelo corporal, desde a postura, até as formas de respiração. Por isso, os ensinamentos feitos nas oficinas vão muito além da dança.

A dança como um espaço de experimentação

Muitos adolescentes que escolhem a atividade de dança são pessoas tímidas, que vem para dança se aventurar. Ana Luiza, 14 anos, faz parte deste grupo. Há quase dois anos no projeto ela diz que procurou o Artecriando porque gostava muito de dançar. “Com as Oficinas de Dança eu consigo me expressar mais, me relacionar melhor com as pessoas, não sou mais tão tímida. Eu sempre gostei de dançar, mas era muito tímida, agora estou mais segura”, conta. 

Para a adolescente, o maior aprendizado que o projeto trouxe foi a construção de uma relação de afeto com os professores de teatro de dança. “A partir desses laços de amizade e admiração escolhi meu futuro profissional. Quero ser professora”, afirma.

Esta matéria foi realizada em meados de 2016, referente ao Balanço Social 2015.

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