Dicas para conferir antes de começar um empreendimento gastronômico

Professor Giulio Palmitessa fala sobre gastronomia, design e inovação

BETINA ALBÉ VEPPO - ESPECIAL

Mais que uma simples satisfação biológica, a comida também é uma experiência. Selecionar produtos, desbravar culturas, aprimorar técnicas, entre outros detalhes que tornam cada prato único. Até chegar à mesa, as equipes testam de tudo para encantar o consumidor e sair à frente da concorrência.  O professor Giulio Palmitessa, coordenador da Especialização em Food Design Innovation pontuou algumas dicas que você precisa ficar de olho na hora de mergulhar no negócio. Confira!

Reconheça oportunidades

A indústria gastronômica proporciona muitas experiências de conhecimento, tanto pessoal quanto profissional. Saber reconhecer tradições, culturas, formas de colher, harmonizar, servir, são sempre oportunidades que não devem ser desperdiçadas por ninguém que queira investir na área. “Preze pelo consumo enquanto aspecto cultural ou experiência. Entenda como compor o alimento correto através fatores nutricionais, harmonizações e paladares”, destaca o professor.

Cuide a procedência

Mais que estar atento à forma de servir um prato, é necessário cuidar com toda a cadeia de procedência do alimento, legislações, modo de preparo, para que não haja perigo de contaminação. Aspectos que parecem detalhes, mas fazem diferença no serviço final.

Aposte em segmentos diferenciados

Tendências estão se construindo a partir de comportamentos, salienta o professor. Acompanhar as mudanças de estilos de vida e consumo da sociedade é uma dica importante para quem deseja se manter competitivo na indústria gastronômica. Introduza ou se especialize em produtos que atendam a públicos diferenciados, com intolerância a glúten e lactose ou veganos e vegetarianos.

[ Ingredientes selecionados para preparação de pratos Crédito: Getty Images

Prefira produtos ‘km zero’

Segundo Giulio, uma das tendências da gastronomia para os próximos anos é a seleção de produtos chamados “km zero”. Isso quer dizer, produtos/alimentos que são fornecidos/vendidos perto do local de produção. A intenção é que se consuma produtos mais frescos, respeitando a sazonalidade do alimento, e ainda ausentando o transporte de interferir na aparência e no preço final.

Xô, estrangeirismo!

O professor destaca que muitos brasileiros têm a conhecida síndrome de achar que tudo o que vem de fora é melhor. “Tem muita coisa produzida aqui, no estado, no país, que é boa. Basta conhecer e aprender a apreciar. A cultura brasileira tem um potencial muito latente, e vem cada vez mais se tornando internacional”, enfatiza. Além disso, com o consumo de produtos internos, é possível mudar a cadeia de consumo e, inclusive, reduzir preços.

Agora vai

Para quem tem interesse no ramo gastronômico, boas receitas e paixão não bastam, é preciso também entender esse mercado em constante mudança. É necessário aprender também sobre gestão, negócios, indústria alimentícia, segurança alimentar, legislação, entre outros.

Com foco em desenvolver profissionais completos, surge uma especialização, que alia gastronomia e gestão e inovação de negócios. A Especialização em Food Design Innovation é um curso que tratará de temáticas como slow food, turismo gastronômico, práticas de degustação, packaging, gestão de marcas em contextos alimentares específicos (enogastronomia, cervejas artesanais, doces regionais), além do conceito de valorização do terroir brasileiro como cultura para inovação de produtos e serviços.

Segundo o coordenador, Giulio Palmitessa, o curso vai compreender o ciclo completo de vida do mundo da gastronomia, desde o desenvolvimento do penso até a entrega do serviço proposto. “É uma especialização que versa fortemente entender os aspectos da alimentação contemporânea, sustentabilidade do negócio, criação e inovação de produtos e serviços”, explica.

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