Uma palinha de graduação

Unisinos Conecta oportuniza o contato com a Universidade e facilita o processo de decisão de carreira

PÂMELA OLIVEIRA E CAROLINA SCHAEFER
14 de Setembro de 2016 - 14:04 | Atualizado: 16 de Setembro de 2016 - 10:34

O Unisinos Conecta é uma oportunidade para que estudantes de Ensino Médio possam sentir o ambiente acadêmico, esclarecer dúvidas sobre cursos, conhecer profissões e ampliar suas redes de relacionamentos. Com ações contínuas junto às escolas ao longo de todo o ano, a iniciativa contempla um grande evento na Universidade – que, nesta edição, ocorreu na quarta-feira, 14 de setembro, no Campus de São Leopoldo.

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“O Conecta é um momento único de interação”, afirmou o diretor da Unidade Acadêmica de Graduação, professor Gustavo Borba. “É uma chance para identificar alternativas de carreira, de aprofundar conhecimentos sobre aquelas que já são opção e de lançar luz a outras, até então não cogitadas. Ele vem para facilitar o processo de decisão dos alunos.”

Para experimentar um pouco do que os espera na graduação, participaram do evento estudantes de mais de 100 escolas de Porto Alegre e da Região Metropolitana, dos Vales do Rio dos Sinos e do Paranhana, da Serra e do Litoral. Quem também marcou presença no encontro foram o youtuber Felipe Castanhari, do Canal Nostalgia, e os integrantes do coletivo audiovisual 1quarto, para falar aos jovens sobre processo criativo e incentivá-los a terem novas ideias.

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Desenho coletivo: o perfil do professor

A Graduação em Pedagogia propôs um desenho coletivo para descrever o perfil do professor. “Queremos mostrar que esse profissional não é apenas aquele que cuida de crianças. Ele é isso também, claro, mas é a pessoa que ajuda a formar outras pessoas, que constrói a base estrutural da educação e que dialoga com diferentes áreas de conhecimento”, explicou Jonathan Vicente, estudante do curso na Unisinos, bolsista de iniciação científica, monitor de atividades acadêmicas e um dos responsáveis pela oficina.

Ao participar da atividade, Ana Carolina Possobon, 18 anos, aluna da E.E.E.M. Bernardo Petry (Vale Real), disse que um professor precisa ter senso crítico e saber equilibrar opinião com imparcialidade.

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Imagens, imaginações e sociabilidades

Aqueles que têm preferência pela área de Ciências Sociais encontraram na oficina Imagens, imaginações e sociabilidades uma forma de debater as relações humanas. Após a exibição dos documentários O pão e a rua e Não, e dos curta-metragens Tchau pai, fica com Deus e Re-visões, os participantes da oficina comentaram as cenas assistidas e conheceram um pouco mais sobre o curso.

Pensando em seguir carreira nas Ciências Sociais, Dominique Mello, 17 anos, e Natália Trindade, 16, ambas da EE.E.M. Emilio Sander (São Leopoldo), comentaram o porquê dessa escolha. “Muitas vezes, vivemos de olhos fechados no mundo, e um curso nessa área pode nos ajudar a pensar de forma diferente”, disse Dominique. “Temos professores que nos chamam a atenção, que mostram o que não se vê por aí e nos incentivam a aprofundar o que sabemos”, complementou Natália.

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Simulação de audiência arbitral

Com introdução do professor Guilherme Azevedo e coordenada por três alunos do curso, o Direito preparou uma simulação de audiência arbitral, que é o juízo especializado de um conflito e difere do processo jurídico convencional por uma série de particularidades, entre elas, a presença de pessoas com conhecimentos técnicos sobre a matéria em análise e a possibilidade de as partes escolherem quem fará o julgamento.

Para a atividade, um grupo de voluntários apreciou um caso real, sem saber o resultado de antemão – e, coincidentemente, chegou à mesma decisão dos árbitros que julgaram o conflito verdadeiro. A situação era a seguinte: ao participar de um programa de perguntas e respostas, uma mulher teria percebido um erro de formulação na pergunta que valia, justamente, R$1 milhão. Sentindo-se lesionada, a participante pedira uma indenização no valor de R$500 mil, metade do prêmio final. Na simulação, coube aos alunos as tarefas de apresentar argumentos de ambas as partes e decidir a resolução do problema.

Eduarda Silveira, 16 anos, veio da E.E.E.M. Olindo Flores (São Leopoldo) e atuou como representante da requerente. A aluna, que sempre gostou de liderar grupos e quer ser juíza, falou sobre a importância de se colocar no lugar do outro e tentar defendê-lo: “É isso que vai definir resultados e dizer o que acontecerá na vida daquela pessoa”.

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Vivenciar etapas do processo tecnológico na fabricação de chocolates funcionais

Depois de 11 anos, Virgínia Dias voltou à universidade para participar da dinâmica que explicava a produção de chocolate. Egressa do curso de Engenharia de Alimentos, ela foi responsável pelo desenvolvimento do primeiro chocolate funcional do Brasil, em 2006.

Através da oficina Vivenciando etapas do processo tecnológico na fabricação de chocolates funcionais, os estudantes do ensino médio puderam analisar as micro etapas na produção de chocolate em barra da linha Senses, da empresa Chocolife. Virgínia, que mora e toca o negócio em São Paulo, esteve presente durante o evento para tirar dúvidas sobre o mercado de chocolates funcionais e para relatar a importância da visão integrada entre tecnologia, engenharia e saúde no desenvolvimento de produtos alimentícios.

“Nós da engenharia de alimentos precisamos ter consciência que temos condição de formular produtos com excelente qualidade. Com ingredientes que vão trazer benefícios para a saúde do consumidor”, finaliza Virgínia.

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Manipulação de Gel e Sabonetes

Quem passou pelo totem da Farmácia sentiu no ar uma mistura de fragrâncias. Na oficina de Manipulação de Gel e Sabonete, estudantes puderam criar sabonetes em gel, misturando os perfumes e cores de sua preferência.

Eduarda Worst Fagundes, da E.E.E.M Felipe Marx, de Taquara. Ela participou da dinâmica e tirou dúvidas sobre o curso que pretende cursar. “É maravilhoso estar aqui. Estava nervosa para vir, já que estou dividida entre Farmácia e Fisioterapia”, conta.

Para Juliana Lopes Ferrão, graduanda de Farmácia, o evento oportuniza os universitários a colocar os conhecimentos em prática. “É muito bom participar. Os alunos são curiosos e o curso é bem interessante. Dá certo”, finaliza.

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Oficina de Robótica

Há quem vem para o Conecta com objetivos em mente. Marry Mattei, aluna do Colégio Estadual Marechal Rondon, de Canoas, já sabe o que vai fazer na graduação. A menina determinada, que já fez curso técnico em automação, quer cursar Engenharia Elétrica.

Por isso, ela foi direto à oficina de Robótica, oferecida pelas Engenharias de Controle e Automação, Computação, Elétrica e Eletrônica. “É legal ver o quanto mais tu pode construir, o que mais tu pode pensar. Aqui é a oportunidade disso”, comenta.

Na atividade, alunos conseguem tirar dúvidas sobre o processo de construção de robôs e ver eles em ação numa pequena arena montada. Robôs que se movimentam por sensores foram a sensação da oficina.

Light Painting

Os cursos de Comunicação Digital e Fotografia se juntaram para proporcionar momentos de descontração entre os alunos. Em uma sala escura, era possível criar fotos com a técnica de light painting. A oficina, traduzida como pintura de luz, possibilita que se criem desenhos pelos rastros de luminosidade.

Maria Eduarda Reis, do Colégio Sinodal de Tramandaí, disse que o evento ajuda na futura escolha da graduação. “A oficina foi muito interessante. Só tinha visto a técnica por fotos na internet, poder realizar aqui, foi muito legal”, comentou.

Manoella Neto, da mesma escola, contou que essa oficina foi a melhor que ela experimentou no Conecta.

 

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