O Start Unisinos 2026 movimentou o campus Porto Alegre no dia 2 de junho com uma programação voltada à apresentação dos cursos de graduação e das vivências universitárias. Com mais de 600 participantes de 16 escolas da Capital e Região Metropolitana, o evento ofereceu, ao longo da manhã, para alunos de ensino médio, oficinas, desafios e atividades práticas, distribuídos em diferentes espaços da Universidade.
A experiência começava logo na entrada da Torre Educacional. Após o credenciamento, os participantes recebiam um crachá, que funcionava como um passaporte do evento. A cada atividade realizada, um adesivo era acrescentado e, ao completar o percurso, os estudantes podiam trocar os registros por brindes. O espaço também contava com uma área de alimentação, com barraquinha de cachorro-quente e bebidas.
No primeiro andar, uma das atrações foi a oficina de dança K-pop. A atividade reuniu estudantes interessados em conhecer e praticar alguns dos passos característicos do estilo musical sul-coreano. No Espaço Craque do Futuro, participantes podiam tirar fotos para a criação de figurinhas personalizadas inspiradas no tradicional álbum da Copa do Mundo.

Ainda no primeiro andar, o Mercado de Profissões convidava os participantes a refletirem sobre seus interesses acadêmicos e profissionais. A proposta consistia em selecionar cursos de interesse e explorar possibilidades de formação. Já no espaço do Unilínguas, os estudantes tiveram contato com experiências relacionadas à internacionalização, intercâmbios e viagens de estudo. As atividades incluíam a experimentação do Hanbok – a vestimenta tradicional coreana –, testes de proficiência em inglês e ações interativas relacionadas aos idiomas japonês, francês, espanhol e alemão.

No andar B, estavam concentradas diversas oficinas dos cursos de graduação. A proposta era proporcionar aos visitantes uma vivência prática das áreas de atuação de cada profissão. No curso de Jornalismo, a atividade “Repórter em Cena” permitia que os estudantes participassem de um miniboletim ao vivo de televisão, simulando a rotina de um jornalista. Já nas oficinas de Enfermagem e Fisioterapia, os participantes acompanharam demonstrações, em bonecos de simulação, de primeiros atendimentos em situações esportivas, incluindo técnicas de imobilização de torções e procedimentos de reanimação cardiorrespiratória.
No espaço do curso de Realização Audiovisual, a proposta era reproduzir a dinâmica de um set de filmagem, com os estudantes divididos entre funções como câmera, iluminação, som e atuação. “Estou achando coisas que antes não me despertavam interesse e agora eu descobri que gosto também. Isso ajuda muito na hora de escolher o curso”, disse Maria Eduarda Campos, do Escola Estadual de Ensino Médio Presidente Kennedy, de Cachoeirinha.


O segundo andar reuniu atividades ligadas a diferentes áreas do conhecimento. Em Arquitetura e Urbanismo, os participantes experimentaram técnicas de modelagem em 3D. No curso de Publicidade e Propaganda, a oficina “Hackeando a mente do consumidor” apresentou conceitos relacionados ao comportamento de consumo e à criação de peças publicitárias. Já em Psicologia, testes e dinâmicas abordavam aspectos do processo cognitivo e da atuação profissional na área. No terceiro andar, a oficina de Moda propôs a criação de croquis com buquês de flores, estimulando a criatividade e a expressão visual.
No oitavo andar, estudantes participaram da atividade “Brasil em cada detalhe”, desenvolvida pelo curso de Design, que desafiava os participantes a criar embalagens para produtos brasileiros sem recorrer a representações estereotipadas. “Fiz essa oficina, porque Design é o curso que quero fazer futuramente. Isso me ajudou a ter certeza da profissão que quero seguir. Conversar com os professores foi bem legal também”, comenta Martina Rangel do Colégio Pastor Dohms, de Porto Alegre.

O mesmo espaço também recebeu uma atividade voltada aos educadores que acompanhavam as escolas visitantes. Com o tema “Humanos & IA: como fazer conexões responsáveis”, a proposta promoveu reflexões sobre o uso da inteligência artificial generativa em contextos educacionais e seu impacto nos processos de ensino e aprendizagem. No Lab Sonora, o curso de Jornalismo apresentou a oficina “Futebol em Debate”, dedicada ao jornalismo esportivo. Os participantes puderam conhecer etapas da produção radiofônica, desde a elaboração de roteiros até a gravação de conteúdos e a realização de debates sobre esporte.
Já no Teatro Unisinos, o curso de Direito promoveu um júri simulado baseado em arbitragem. Divididos entre demandantes, demandados e árbitros, os estudantes participaram da análise de um caso prático, exercitando argumentação, negociação e tomada de decisões.

Além das oficinas, os visitantes também tiveram a oportunidade de participar de tours guiados pelo campus, conhecendo laboratórios, salas de aula e outros espaços que fazem parte da rotina universitária. “O objetivo desse evento é aproximar os jovens com a universidade e oferecer possibilidades para um futuro profissional mais seguro e assertivo”, observa a publicitária Patrícia da Silva, analista de marketing da Unisinos e uma das organizadoras do Start.
