Virtudes socioambientais e as razões capitalistas em empreendimentos capitalistas e de economia social
Resumo
Em função dos seus princípios fundadores, os empreendimentos de Economia Social apresentariam um conjunto de ações ambientalmente mais sustentáveis do que seus equivalentes capitalistas? Ou a crescente importância política, social e legal da temática de sustentabilidade socioambiental teria impresso um marco positivo no meio empresarial? Essas perguntas guiaram o estudo de caso no qual foram comparadas as formas de uso de bens naturais, notadamente a água e os solos, contrastando dois empreendimentos de economia social – uma cooperativa de arroz ecológico em Tapes (RS) e uma rede de produção de algodão em consórcios agroecológicos em Tauá (CE) – com empreendimentos capitalistas dos mesmos ramos de produção agrícola e nos mesmos locais. A pesquisa, realizada por meio de entrevistas, observações de campo, levantamentos bibliográficos e documentais, demonstrou que as ações virtuosas ambientalmente divergem por tipo de empreendimento e não por tipo de produto cultivado, sendo os empreendimentos de economia social, naqueles casos estudados, efetivamente mais virtuosos do que os empreendimentos capitalistas.
Palavras-chave: economia social, economia solidária, sustentabilidade socioambiental, ação coletiva, agricultura.
ISSN 2177-6229
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