Lições de gestão com La Casa de Papel

EDUARDO HERMANN

Se você é fã de séries de TV, é bem provável que já tenha assistido ou pelo menos ouvido falar em La Casa de Papel, uma produção espanhola do catálogo da Netflix muito assistida no mundo todo, inclusive no Brasil. Mas talvez não tenha percebido que, além de entretenimento, a série apresenta valiosas lições de gestão.

Essa é a visão de Emanuelle Nava Smaniotto, coordenadora do curso de Administração da Escola de Gestão e Negócios da Unisinos e Giovanni Machado, professor nos cursos de MBA da Unisinos. Além da área em que lecionam, os dois têm em comum o fato de serem fãs da série espanhola, e por isso conduziram, na quinta-feira (16), o debate La Casa de Papel e o seu legado para a gestão nos dias de hoje dentro da programação do Conecta+.

Crédito: Divulgação

A série conta a história de nove ladrões, liderados por um personagem chamado de Professor, que planeja um grande golpe na Casa da Moeda da Espanha. Sem entrar em spoilers, os docentes traçaram paralelos entre a maneira como o Professor monta e gerencia sua equipe e as demandas da gestão de empresas.

O conjunto de perfis presentes na equipe reunida pelo personagem foi uma das questões analisadas. "Um líder tem que ter a noção de quais perfis são importantes e alinhá-los com seu objetivo. É o que o Professor faz ao selecionar os membros de sua equipe", destacou Emanuelle.

Machado acrescentou que o objetivo era um só, embora a equipe seja heterogênea e interdisciplinar. "É um elemento bem bacana da série, faz com que a gente entenda de uma forma lúdica como é possível trabalhar pelo mesmo objetivo tendo pessoas com conhecimentos diferentes", comentou o professor.

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Apesar de terem sido selecionados especialistas em determinadas habilidades (uso de armas, explosivos, informática, persuasão, etc.), a capacitação da equipe é outro ponto a ser destacado em La Casa de Papel. "O Professor passa boa parte do tempo explicando o plano, como as coisas devem seguir, os passos do dia a dia e o que pode dar errado", pontua Machado.

Para ele, essa é uma lacuna em muitas empresas, que não se preocupam em investir na capacitação de seus profissionais, o que acaba gerando o chamado turnover, ou rotatividade de pessoal. Emanuelle concorda. "O turnover é desagradável e gera gastos. É preciso entender que todo indivíduo tem uma curva de aprendizado, e muitas vezes o conhecimento que a organização precisa pode ser estimulado internamente", opinou.

Por fim, outra lição de gestão do protagonista da série é a delegação de tarefas. Na opinião dos professores da Unisinos, o líder do grupo de ladrões teve a inteligência de delegar tarefas individuais vinculando-as a metas e objetivos claros, e com muito tato na gestão de pessoas.

Se você quiser saber mais sobre boas práticas de gestão empresarial ou está apenas em busca de uma boa série para se entreter, assista La Casa de Papel.

A programação do Conecta+ encerra nesta sexta-feira, 17 de julho. Acesse o site do evento e saiba mais.