Projeto Silo Verde ganha espaço na Expointer

Iniciativa com foco em inovação e sustentabilidade é apresentada na feira

MICHELLI MACHADO
02 de Setembro de 2015 - 16:06 | Atualizado: 03 de Setembro de 2015 - 14:12

Quando a ideia surgiu, Manolo Machado, tecnólogo em Inspeção de Produtos Petroquímicos e aluno no curso de Processos Gerenciais da Unisinos, não imaginava que o projeto tomaria forma tão rapidamente. Manolo, que trabalhou por quatro anos na área e hoje participa de um grupo de pesquisa junto ao Programa de Pós-graduação em Administração, conta que o silo verde é um projeto que vem sendo desenvolvido ao longo de sua carreira. “Tinha conhecimento da necessidade na questão de armazenagem e tinha também um viés familiar, já que minha família é de agricultores e esse déficit de armazenagem é notório. Em se falando de ração e grãos, o silo verde vai ajudar muito”, explica.

[TEXTO ALTERNATIVO DA IMAGEM

O projeto é 100% sustentável, construído a partir de garrafas pet como matéria-prima. O silo verde é focado em agricultores de médio e pequeno porte e agricultores familiares, e serve para armazenagem de soja e milho, entre outros grãos, além de rações para animais. O volume varia em torno de 1.500 e 2.000 sacas de 60 quilos. Os silos menores comportam 9 toneladas, enquanto os maiores têm capacidade para até 14 toneladas. O tamanho médio dos silos é de 3m de diâmetro por 4,7m de altura. O protótipo apresentado na feira segue uma escala fidedigna, proporcionalmente, ao produto real. 

A consciência ecológica e a necessidade de fazer algo para melhorar o meio ambiente passaram a fazer parte dos critérios para criação do projeto. “Eu queria tornar esse sistema de armazenagem mais barato, mais prático, mais acessível, e ainda ajudar ao meio ambiente. Então, durante meus estudos, vislumbrei que um produto que a gente podia utilizar era o pet, que além de abundante no mercado é um problema para o meio ambiente. Cada silo usa entre 5 e 6 mil garrafas”, enfatiza.

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Visando ao cuidado ambiental, o Silo Verde transforma um problema para o meio ambiente e para a sociedade em uma solução para o agronegócio e para o agricultor. “Esse é o foco da empresa”, diz Manolo, que explica como o projeto vai melhorar a vida dos agricultores. “A armazenagem traz muitos benefícios para o agricultor, que ganha do início ao fim. Ele paga mais barato na ração ao comprar a granel, ele ganha na ergonomia de trabalho porque não precisa movimentar sacos de um lado para o outro, ele ganha em sanidade, porque não vai ter pragas, como ratos, roendo os sacos de ração e o espaço físico diminui, porque não precisa de galpão para armazenar.”

Desde a ideia inicial até a concretização do projeto, foram dois anos e meio. Para Manolo, ver esse projeto tornar-se realidade é uma experiência incrível. “É muito bom, é como se fosse ver nascer um filho, que tu acompanhou desde a concepção, passo a passo, onde cada passo é importante, porque sem um não se chega no outro”, explica. 

Em 2014, o projeto venceu o Prêmio Roser, de empreendedorismo, inovação e sustentabilidade. Essa iniciativa da Unisinos e do Tecnosinos, em parceria com a Prefeitura de São Leopoldo, apoia soluções inovadoras. A partir dessa premiação, a empresa Silo Verde ganhou espaço no Parque Tecnológico da Unisinos e hoje é uma das incubada do Tecnosinos. 

Manolo conta como o projeto tem se tornado realidade. “Temos algumas parceiras muito boas, como a Endeavor, que é a uma das maiores organizações de empreendedorismo de alto impacto do Brasil e do mundo. Temos relação com empresas parceiras, dentro do próprio Tecnosinos, para suprir a nossa carência de desenvolvimento. Tudo é um processo de parceira, uma soma de forças. Estar dentro do Tecnosinos é muito bom”, afirma. 

O primeiro silo verde disponibilizado em uma propriedade rural tem previsão para ser entregue em 2016. “Não imaginava estar na Expointer no primeiro ano do projeto. Essa oportunidade surgiu através da Endeavor e do pessoal da empresa Chip Inside. A intenção aqui é justamente essa, apresentar o produto e formar uma rede de contatos para difusão e permeabilizar o produto no próximo ano”, destaca Manolo, e complementa: “Em tudo o que fazemos, nosso sobrenome é Unisinos”.