De olhos no mundo: estudantes do Unilínguas participam de intercâmbio para Boston

Experiências no exterior é ponto diferencial no mercado de trabalho

BELISA LAZZAROTTO E BETINA ALBÉ VEPPO
04 de Fevereiro de 2015 - 16:49 | Atualizado: 28 de Março de 2015 - 23:15

Estudos apontam que estudantes brasileiros nunca fizeram tantos intercâmbios como hoje. A pesquisa Mercado de Educação Internacional e Intercâmbio do Brasil, realizada pela Belta – sigla em inglês para Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais – revelou crescimento de aproximadamente 600% neste mercado durante os últimos dez anos. E esses números só tendem a crescer.

[Intercambistas do Unilínguas em Boston

O Brasil está entre os maiores exportadores de intercambistas do mundo. Essa estimativa decorre da mudança de perfil do profissional que se exige no mercado de trabalho. O cenário competitivo busca por profissionais interessados em participar de atividades extracurriculares. Conhecimento de um idioma estrangeiro é uma dessas demandas.

“Aprender em outro país é uma experiência completamente diferente da sala de aula, uma vez que, além de aperfeiçoar a fluência no idioma, compreende-se a cultura local”, destaca a professora Fabiana Fuhr, acompanhante de alunos de inglês do Unilínguas no intercâmbio para Boston, em janeiro. Os doze estudantes viveram por um mês na capital do estado de Massachusetts, onde puderam conhecer mais sobre a cultura local e aperfeiçoar a fluência no idioma.

[Nathalia Becker

A aluna da graduação em Educação Física Nathalia Becker conta que foi sua primeira experiência de intercâmbio. Para ela, atividades extracurriculares são importantes, porque sempre se aprende algo novo. “Fui falando 'o básico do básico’, fiquei sozinha em uma casa e tive que ‘me virar nos 30’, mas deu tudo certo”, diz. Nathália foi aos Estados Unidos para, além de aprofundar o idioma e vivenciar novas experiências, realizar um de seus sonhos: assistir a uma partida da NBA, a principal liga nacional de basquete americano. Ela foi a um jogo do Boston Celtics, que saiu vencedor.

O professor Ernani Ott, do PPG em Ciências Contábeis, também foi um dos que participou do intercâmbio. Ernani, que nunca havia participado de um intercâmbio de curto prazo, revela que a experiência do convívio 24 horas com o idioma foi a principal motivação para a realização do intercâmbio. “Um mês com aulas todos os dias realmente proporciona melhoras no aprendizado, especialmente se já se tem alguma base. Nas aulas, os alunos são incitados a falar em vários momentos e, na casa da família hospedeira, a convivência com nativos também é uma boa oportunidade para adquirir mais fluência no idioma”, destaca.

[Ernani Ott

Nas aulas, os intercambistas da Unisinos também tiveram contato com diferentes nacionalidades. Ao total, havia estudantes de 40 países na escola. Para a professora Fabiana, o convívio com outros colegas possibilitou aos alunos deixar a vergonha de se expressar de lado. “Acredito que eles irão voltar mais confiantes”, avalia. “A experiência de entender além dos costumes americanos, outras culturas, pelo convívio com estudantes de vários países do mundo, também foi muito importante para eles”.

A coordenadora pedagógica do Unilínguas, Ruth Barkemeyer, revela que o feedback dos alunos em relação aos intercâmbios é sempre positivo. “Todos voltam encantados”, comenta. Para ela, essas experiências são muito importantes para o aprendizado do aluno. “Temos interesse em manter os programas de intercâmbio, para lugares variados e de diferentes nacionalidades”, conclui.