Imersão na cultura asiática

Prática de taekwondo e apresentação de covers foram algumas das atrações do Festival da Coreia

PÂMELA OLIVEIRA

A Onda Hallyu atingiu a Unisinos. Se você não sabe o que isso significa, fique tranquilo. Não se trata de um desastre natural — ainda que trate, sim, de um fenômeno de grande proporção. Hallyu é o nome que se dá à popularização da cultura da Coreia do Sul, um movimento que também atende pelo título de Onda Coreana.

[Festival da Coreia 2018 Crédito: Rodrigo W. Blum

E essa onda ganhou força na Universidade na quinta-feira, 29 de novembro. Nesse dia, o Campus São Leopoldo foi sede do Festival da Coreia, um evento promovido pelo Instituto King Sejong de São Leopoldo, pelo Centro Cultural Coreano e pelo Centro Educacional Coreano, com o apoio da Graduação em Letras da Unisinos.

No festival, teve um pedacinho do país asiático para cada gosto: degustação gastronômica, apresentação e workshop de k-pop, experimentação de taekwondo, informações sobre intercâmbios, declamação de poesia — em coreano, claro — e exposição cultural.

[Festival da Coreia 2018 Crédito: Rodrigo W. Blum

A coordenadora da Graduação em Letras, Adila Beatriz Naud de Moura, comentou que o propósito do evento foi divulgar o país. “Tudo que está acontecendo aqui diz respeito a um desejo da Coreia do Sul de se evidenciar. A Universidade participa disso através do Instituto King Sejong, que está sediado no Unilínguas e tem uma relação forte com o curso de Letras”, disse a professora, que também acrescentou: “A língua não vem sozinha, ela vem vestida pela cultura, pela culinária, pelo modo de pensar e se relacionar das pessoas”.

Tamires Antunes, aluna do Instituto King Sejong, trabalha meio-período no Centro Cultural Coreano e participou do festival para falar sobre a indumentária do país. “O vestuário é chamado de hanbok, tanto o feminino quanto o masculino, e tem essa característica da seda, do colorido e dos muitos acessórios com representações simbólicas”, falou a estudante.

[Festival da Coreia 2018 Crédito: Rodrigo W. Blum

Entre a apresentação de um e outro chapéu, Tamires contou que, antigamente, quanto mais detalhada a roupa, maior o status social da pessoa que a vestia. Isso porque muitos bordados eram importados da China — e era preciso dinheiro para isso. “Nas regiões mais tradicionais da Coreia, você ainda encontra essa vestimenta nas pessoas mais antigas, mas quase não vê ela na rua. Ela só é bastante usada ainda em cerimônias”, concluiu.

Mas não foi a roupa que chamou a atenção de Daniela Coelho e Betina Selau para o país. Foi a música. “Eu comecei a gostar [da Coreia] quando conheci o k-pop”, disse Daniela. O mesmo aconteceu com Betina: “Fui procurar sobre a cultura por causa das músicas, daí comecei a assistir dorama [drama asiático, também conhecido por k-drama]”. Nessa quinta-feira, as duas vieram de Porto Alegre para participar do festival. Juntas, elas apresentaram um cover da música Baby don’t stop, do grupo NCT U.

[Festival da Coreia 2018 Crédito: Rodrigo W. Blum

Enquanto isso, na cozinha

Acontecia uma aula de culinária coreana. Os nomes tteokbokki, hotteok e bindaetteok dizem alguma coisa para você? Estes foram os três pratos que os participantes prepararam.

“Sou aluna de coreano do Unilínguas e estou ajudando a coordenar as atividades”, foi como se identificou Paola Rosa, que circulava entre as mesas enquanto a professora orientava sobre os ingredientes. “Eu morei na Coreia do Sul pelo Ciência sem Fronteiras e, quando voltei, decidi estudar o idioma, para não esquecer o que eu aprendi. A cultura coreana é bem diferente da nossa”, destacou a ajudante.

[Festival da Coreia 2018 Crédito: Rodrigo W. Blum

Essa diferença entre os países também é clara no sabor da comida. “Gosto bastante da culinária asiática como um todo”, afirmou Enzo Testa, um dos participantes do workshop. “Minha esposa me falou do curso de Gastronomia [graduação], eu pesquisei, achei a Unisinos Lab e vi que tinha essa atividade disponível. Sou formado em Direito e resolvi fazer a oficina porque a área da Gastronomia me atrai bastante, me faz muito feliz.”

Confira mais imagens do evento:

Festival da Coreia 2018

Festival da Coreia 2018