Luz, câmera, ação

Espetáculo e exposições marcaram o encerramento do projeto Artecriando

BRUNA MATTANA
26 de Novembro de 2015 - 17:50 | Atualizado: 31 de Março de 2016 - 16:40

Uma noite de arte, música, dança e muita alegria. Assim foi o encerramento das atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos com ênfase no Teatro e no Artesanato – Artecriando. Nessa quarta-feira, 25 de novembro, jovens de 12 a 17 anos, atendidos pelo projeto, apresentaram os trabalhos realizados ao longo do ano.

[Espetáculo e exposições marcaram o encerramento do projeto Artecriando

A ocasião contou com o espetáculo “Sonho de uma noite de verão”, intervenções cênicas de teatro e dança e exposição das produções das oficinas de artesanato, com mandalas, máscaras e maquetes. 

Para a assistente social Izalmar Liziane Carvalho, o objetivo do Artecriando é contribuir na formação cidadã dos adolescentes, estimulando o autoconhecimento, o fortalecimento da autoestima e a autonomia para uma ação protagonista. “Isso ocorre através da articulação e relação das oficinas com a busca pela valorização das potencialidades pessoais”, destaca.

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Parceria com o município 

O serviço, que ocorre no Centro de Cidadania e Ação Social Unisinos – CCIAS, atende jovens em situação de vulnerabilidade social, residentes no município de São Leopoldo. Izalmar ressalta que, mais do que formar dançarinos ou atores profissionais, o projeto buscar contribuir para o processo de desenvolvimento dos jovens. “Hoje contamos com 35 participantes distribuídos nos turnos manhã e tarde, nas três oficinas”, conta. 

Ela enfatiza o trabalho em conjunto com a rede municipal, o Centro de Referência de Assistência Social - Cras, Conselho Tutelar e o Projeto de Atenção Ampliada à Saúde – PAAS. “Procuramos acompanhar as situações familiares de cada jovem, e auxiliá-los em parceria com essas entidades”. 

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Lugar de acolhida e alegria

Entusiasmado, José Carlos, mostra suas produções e fala sobre a importância do projeto, no qual participa há mais de um ano. “Aqui todo mundo é amigo, não tem brigas, além do que a gente aprende a reciclar e ajudar o meio ambiente”, conta o jovem que participa das oficinas de artesanato e teatro. 

Ele fala ainda sobre as atividades realizadas fora do centro, como visitas ao Rio dos Sinos, para conscientização ambiental, ao CIEE, onde são preparados para o mundo do trabalho, entre outros. “Tem três temas que tratamos ao longo do ano: meio-ambiente, relações étnico-raciais e redução da pobreza. Com isso, fazemos visitas e aprendemos muitas coisas novas”, sublinha o adolescente de 14 anos. 

Segundo Camille Vitória, 13 anos, no projeto eles têm a oportunidade de participar, sugerir mudanças e ajudar a construir o que será desenvolvido. “Todo o ano a gente procura dar sugestões, porque não queremos parar no tempo, a gente quer estar sempre progredindo”, salienta.

Para ela, que sonha em ser professora de dança, o projeto traz, acima de tudo, alegria e desperta novos sonhos. “Aqui é casa de muita gente. Eu tenho amigos que nas suas casas têm uma vida muito ruim e aqui a gente forma uma verdadeira família e quer que seja um lugar feliz”, completa.