A léguas de distância

Oficina de Bombo Leguero entusiasmou crianças e adolescentes do PEI

CAROLINA SCHAEFER
11 de Maio de 2016 - 16:28 | Atualizado: 11 de Maio de 2016 - 18:05

“Se somarem todos os bombos juntos de Froilán, o mundo despertaria de seu sonho de vaidade, em defesa da origem e de nossa identidade”. A frase de Cesar de la Hoz representa a história do índio argentino e seu amor por um instrumento de percussão, que envolveu as crianças e adolescentes do PEI, na última sexta-feira, 6 de maio.

[TEXTO ALTERNATIVO DA IMAGEM

Promovido pelo Sesc Aldeia Capilé, a Oficina de Bombo Leguero foi realizada no Complexo Desportivo da Unisinos, com alunos do Programa de Esporte Integral. Crianças e adolescentes do PEI tiveram a oportunidade de conhecer o instrumento folclórico argentino, adotado pelos grupos tradicionalistas gaúchos.

No evento, além do índio Froilán Gonzáles, estavam presentes o músico Ernesto Fagundes e apreciadores do bombo leguero.

Um movimento cultural, diversas veias artísticas

O som envolvente do bombo leguero, que segundo a crença, é chamado assim por ser ouvido a léguas de distância, se misturou com os batuques do Baturidança.

Crianças que fazem parte dessa atividade prepararam um repertório para recepcionar o índio. Enquanto curiosos se aproximavam da quadra, as batidas tiravam os colegas da arquibancada para dançar e chamavam os convidados para tocar junto.

Para Ernesto Fagundes, o contato com a música e com eventos assim, é importante para a formação de jovens. “Eu acho que pra essa gurizada é saber das nossas origens. As origens do Rio Grande do Sul, que são latinas, negras e do índio”, comenta.

“Quando descobre o instrumento, abre teu coração”

A dedicação no preparo artesanal do bombo leguero acompanha Froilán González há mais de 55 anos. Pela primeira vez no Brasil, o índio compartilhou o dom de fazer um instrumento com as próprias mãos.

Autodidata, González explicou os passos na confecção do bombo leguero por todo mundo. Aprendeu até a técnica de pirogravura com o passar do tempo.

O prazer de doar um pouquinho da sua história foi recompensado com uma tarde em volta de amigos, de sua mulher e de crianças e adolescentes que serão o futuro da música.

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