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Nível
Observação e aquarela na Unisinos

Por Carolina Schaefer

Registrar o tempo e o lugar onde vivemos e por onde passamos. Observar, absorver e desenhar, contando a história que nos rodeia. Na pressa diária, talvez um arquiteto não consiga mensurar a importância de ver tudo que o envolve: novos prédios, construções antigas, casas solitas e com pequenos gramados na imensidão de um mar de pedras, ruínas e imóveis históricos.

A partir do entendimento que aprender a ver a arquitetura e representá-la é relevante, o curso de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos decidiu ofertar a atividade acadêmica optativa Desenho de Observação com Aquarela para os graduandos. Agora, os estudantes são estimulados à experimentação artística através de seu olhar crítico do ambiente que o cerca.

Achylles Costa Neto, professor da disciplina, comenta que o desenho de observação sempre acompanhou a grade curricular do curso, mas que havia a vontade da coordenação em desenvolver mais esta prática. Ele também ressalta a importância de sua bagagem como educador para ministrar a atividade. “Nestes 22 anos de docência na Unisinos na área de expressão gráfica (desenho analógico), trabalhamos com o desenho a mão livre e seu desbloqueio, fazendo com que o aluno perceba e desenvolva sua própria forma de expressão e acredite como ser a expressão verdadeira”.

Teoria e prática alinhadas

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Professor Achylles também administra grupo de desenho de observação chamado Croquis Urbanos, onde registram a capital gaúcha. Foto: Carolina Schaefer

O professor explica que nas primeiras semanas do semestre, as aulas são organizadas entre teoria e prática. “Nas demais é desenvolvido in loco: pré determinado, escolhida a cena para o desenho e a orientação de como fazer”, elucida. Os desenho são realizados no tempo da aula, embora acabamentos possam ser acrescentados depois.

“São desenhados em sketchbooks ou folhas avulsas fixadas em pranchetas. Por ser um objeto transportável, permite-nos desenhar em qualquer lugar e circunstância. No final de cada aula reunimos a produção de desenhos da turma para troca de experiências”, esclarece Achylles.

A reprodução visual da arquitetura desenvolve-se através da representação manual do croqui, traços realizados a mão com técnicas do grafite, nanquim e aquarela. Para o professor, a experiência da primeira turma da atividade acadêmica está sendo ótima. “Uma alegria! Os alunos estão curtindo”, finaliza.

Achylles também administra um grupo aberto e sem fins lucrativos de desenho de observação fora da Unisinos. O grupo se chama Croquis Urbanos, onde os participantes se encontram uma vez por mês para registrar e desenhar Porto Alegre. Para saber mais sobre o projeto, confira matéria produzida pelo portal Beta Redação, que é alimentado por alunos do curso de jornalismo da universidade. Clique aqui.

A arte como instrumento do pensamento libertário, criativo e crítico

Pedro Reichelt, estudante de Arquitetura e Urbanismo, se interessou pela atividade acadêmica pelo seu prazer em desenhar. Como entusiasta das artes plásticas, ele usa esta linguagem para expressar as primeiras ideias e fluir com as evoluções das propostas, afinal, o uso do croqui é uma oportunidade de descoberta e experimentação.

“A facilidade e a rapidez que o uso da técnica da aquarela permite, de forma lúdica e fluída, um convite a expressar a criança que vive em nós. Acredito que atualmente, na academia, é pouco usual as artes como instrumento do pensamento libertário, criativo e crítico. Os incentivos que se abrem para esses caminhos são muito importantes para a fomentação cultural da nossa comunidade”, comenta.

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Pedro Reichelt em atividade de observação do Centro Comunitário, no campus São Leopoldo. Foto: Carolina Schaefer

Reichelt fala que a experiência de participar do grupo está sendo muito linda. “Buscar a troca de experiências, técnicas e conhecimentos com o Professor Achylles e os colegas, é uma boa oportunidade para desenvolver habilidades do desenho e a liberdade do traço. O professor é outro entusiasta das artes e tem a sensibilidade de proporcionar o convite à liberdade da expressão dos desenhos à mão livre”, analisa.

“Poder sair da sala de aula e observar os usos das pessoas que transitam pelo campus é um convite à percepção espacial dos ambientes. Fazer isso durante o período de aula é ainda mais interessante para incentivar os estudantes ao uso dos espaços do campus e ao uso do desenho nos processos criativos”, destaca o estudante.

Para Reichelt o diferencial da atividade é a liberdade de curtir uma tarde de sol com a galera, desenhar, sentir o cantar dos pássaros e o vento que sopra nas árvores e às fazem dançar.

 

 

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