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Quando a aula é em um concerto

IMG_1798_1A formação integral do aluno tanto é parte da missão da Unisinos quanto um dos objetivos mais desafiadores para os professores. Conseguir conceber essa formação integral para, então, promovê-la é um desafio diário. No curso de Administração – Gestão para a Inovação e Liderança, graças à grade flexível do curso e ao suporte da coordenação para atividades diversificadas, pode-se exercitar diferentes modos de pensar em formação integral e experenciá-la.

Na oficina de Comportamento Organizacional e Mudança, atividade do quinto semestre do curso, discutem-se as diferenças entre grupos e equipes, buscando exemplos além dos esportes como uma equipe em uma sala de cirurgia, ou uma orquestra. Entretanto, muitos alunos nunca tiveram a oportunidade de assistir uma orquestra ao vivo e alguns nem mesmo em gravações.

Assim, a oportunidade de assistir a uma apresentação de orquestra apresentava dois ganhos: a experiência cultural e a possibilidade de refletir sobre conceitos vistos em aula. Com esses objetivos, as duas turmas de quinto semestre de Administração – Gestão para a Inovação e Liderança assistiram o Réquiem de Mozart na Igreja da Anunciação (Campus Unisinos Porto Alegre), apresentada pela OSPA e acompanhada de coral e solistas. *

O relato da experiência é feito por alguns alunos:

Vitória Lufiego: “A metáfora do líder da orquestra é sempre usada para representar como líderes empresariais devem ser e se portar. Foi muito bom ver na prática como isto funciona. O maestro Manfredo Schmidt pode não parecer um típico gestor, mas com certeza trabalha como um. Quando o maestro fica em sua posição e levanta o bastão, os músicos respondem prontamente ao seu comando. Outro movimento e todos eles param de tocar. Para mim, esta é a imagem de uma liderança extremamente forte, porém ao mesmo tempo sutil em seus atos. Apenas olhando como os músicos sentam, em fileiras preestabelecidas, seguindo uma hierarquia rígida, e o modo que afinam seus instrumentos antes de tocar, é possível entender que todos estes rituais implicam em um elevado grau de estrutura.”

IMG_1794_3Guilherme Fusquine: “Já havia tido a oportunidade de assistir a orquestra sinfônica em outras ocasiões, mas sem dúvidas foi uma grande oportunidade assistir a esse espetáculo trazendo o olhar crítico proporcionado pela aula de comportamento organizacional. Entender como a relação entre os membros, que possuem a clareza das vantagens do trabalho em equipe comparado ao individual e também a consciência de que o fracasso individual geraria o fracasso do todo, são alguns dos aprendizados que podemos levar para dentro do ambiente organizacional.”

Laura Vaz Kreuz: “A equipe, formada pelo coro, solistas, orquestra e maestro, realizou com muito louvor a obra de Mozart, Requiem. No entanto, não é sobre a beleza ou sobre a graça do espetáculo que quero comentar. Quero aproveitar a oportunidade para relacionar a performance com conceitos de equipe, dando, assim, um olhar administrativo e comportamental à análise. Para tanto, é essencial alinhar o conceito de equipe adotado neste comentário. Uma equipe se diferencia de um grupo principalmente pelo fato de que suas habilidades não são meramente complementares. O que destaca uma equipe é que suas performances, uma vez juntas, vão resultar em algo maior que a simples soma de todos os esforços. É evidente que, na apresentação, a união das vozes e dos instrumentos simultaneamente geram um efeito sem igual e que não seria alcançado de maneira individual. Esta sinergia, característica de equipes, é praticamente palpável para o público que os assiste. Outra coisa que fica evidente é a colaboração que um membro tem com o outro, bem como o senso de uma identidade do grupo, que transcende o individual. Há muito mais fatores que caracterizam uma equipe que podem ser vistos na prática na OSPA. Por exemplo, a questão da liderança do maestro; o objetivo em comum; os ensaios incansáveis para que o resultado seja o melhor possível – o que resulta em interações constantes da equipe. Não fosse uma equipe, dificilmente o resultado final teria ocorrido – o completo deslumbre do público.

Marcelo Kehl Schmitt: “Cada setor de uma empresa precisa de um gestor, assim como uma orquestra precisa de um maestro, porque ambos caracterizam uma equipe, e toda equipe precisa de alguma forma de liderança. Cada organização tem o seu ritmo e a sua dinâmica, exatamente como um grupo musical, e é isso que os torna únicos. Cada colaborador tem a sua função e o seu papel, assim como cada músico integrante de uma orquestra. Cada membro das equipes citadas acima é fundamental, e a relação de interdependência está sempre presente. O engajamento e o comprometimento com a meta da empresa devem ser tão altos quanto o treinamento diário para atingir a execução musical perfeita. No fim das contas, tudo é em busca de um bom resultado, a orquestra esforçando-se ao máximo para extrair das partituras a melhor interpretação possível, e a empresa para extrair de seu planejamento estratégico a melhor performance a seu alcance. A reflexão que fica em relação às equipes acima é referente a o que move, ou deveria mover, cada um de seus integrantes: o salário recebido ao final de cada mês/apresentação, ou o reconhecimento e o aplauso ao final de cada meta/espetáculo?”

* Introdução pela professora Débora Azevedo.
Fotos: Arquivo Pessoal

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