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Aluna da Unisinos é finalista em prêmio Nacional de jornalismo

A estudante de Jornalismo Júlia Ramona, 20 anos, que cursa o 5º semestre da graduação na Unisinos é finalista do Prêmio de Jornalismo Medtronic 2015 na categoria telejornalismo. A premiação é voltada para produções ligadas à medicina, está na sua 4ª edição e contempla reportagens televisuais, radiofônicas, impressas e digitais.

A reportagem “Telemedicina”, de Júlia, foi produzida no ano passado para a 11ª série da Rede Prosa, uma rede de cooperação criada entre TVs universitárias ligadas ao Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), que trouxe como um de seus temas, nesta edição, os impactos tecnológicos na relação dos seres humanos.

Júlia explica que a partir deste tema a ideia para a reportagem surgiu durante a cobertura da TV Unisinos, onde era estagiária, no Fórum Brasil-Coreia 2015, sediado pela Unisinos. “No evento, um dos painéis compartilhou a experiência de um hospital privado de Porto Alegre, o Hospital Mãe de Deus, que utiliza a telemedicina. Uma tecnologia que traz uma série de benefícios, entre eles a antecipação e o aperfeiçoamento do diagnóstico em casos complexos, como o do AVC. O ​Gestor do Serviço de​ T​elemedicina, Luciano Eifler, foi quem palestrou e, posteriormente, foi peça chave na produção da reportagem”, disse.

​A estudante conta que a produção não foi um processo fácil e que, por se tratar de uma reportagem com gravações em um hospital, o primeiro passo foi entrar em contato com a assessoria do Mãe de Deus e conseguir autorização para gravar no local destinado a cuidar de pacientes que sofreram AVC. ​ “A segunda dificuldade foi ​a de ​que não seria viável ter como fonte um case/paciente, já que, até aquele momento, a telemedicina era utilizada apenas em casos de emergência. Pensei até que isto poderia comprometer a matéria, pois não teríamos como, na prática real, mostrar como a tecnologia está a favor dos seres humanos na área da saúde​, mas por fim consegui um conteúdo muito rico em informações e imagens​”, lembra.

Além disso, a estudante ressalta que foi bastante complicado conciliar agenda com os médicos e que isso demandou algumas tentativas. Júlia ressalta que para desenvolver um roteiro de perguntas foi necessário muita pesquisa, para que tivesse o maior domínio possível sobre o assunto, ainda mais​, ​por se tratar de uma pauta pouco conhecida. “Matérias relacionadas e até mesmo o site do hospital contribuíram. É claro, estive o tempo todo em contato com o doutor Luciano Eifler, que foi de extrema recepção e atenção”, destaca.

Além de doutores especializados na telemedicina e no AVC, a equipe optou por questionar também um sociólogo sobre o impacto desta tecnologia na vida das pessoas. “A decisão foi tomada pois é evidente que a telemedicina não substitui o atendimento presencial, o olhar, o toque do médico, e nem está aí para isso. Mas sabemos que a tecnologia já mudou em muito nossas vidas. Por isso, recorri aos professores da casa e​, assim, conversei com o professor​ e ​coordenador do curso de ciência sociais, José Luiz Bica​ de Mélo. Que também contribuiu muito para o material final”, lembra.

Sobre a participação no prêmio
Júlia Ramona destaca que a indicação de inscrever a reportagem ao prêmio Medtronic 2015 partiu de uma colega de estágio que viu seu material e entendeu que cabia na proposta da premiação. “Os estudantes de Jornalismo da universidade, e também os professores, estão sempre trocando informações e compartilhando publicações sobre prêmios e editais que incentivam experiências ​inovadoras​ na área da comunicação e dão visibilidade e reconhecimento aos conteúdos produzidos​, ​ ainda​ ​durante a vida acadêmica. Assim, foi através desta colega de estágio que fiquei sabendo sobre o prêmio e fiz a inscrição”, ressalta a estudante.

A finalista destaca o resultado só foi possível graças ao auxílio por parte da editora-chefe da TV Unisinos, Vanessa Ioris, e também pela curadora da série da Rede Prosa, a diretora de programação da UCSTV, Adriana Antunes. Júlia conta que as duas sugeriam outros vídeos de inspirações para o roteiro e também editaram o texto, definindo a matéria como didática e objetiva.

“Estou extremamente contente por estar na final. No ​​jornalismo é muito difícil receber ​o devido ​reconhecimento sobre os trabalhos desenvolvidos​, até ​mesmo ​em uma redação. Sinceramente, não esperava estar entre os finalistas, afinal, a matéria vencedora na categoria telejornalismo, da edição​ de 2014, foi ​da ​TV Globo​, exibida no programa​ Bem Estar ​. N​este ano, as outras duas matérias ​finalistas do prêmio também são de grandes emissoras​. ​Mas em tempos que o bom jornalismo está sendo colocado em dúvida, todo e qualquer reconhecimento​​ é sempre bem-vindo. E eu já tive o meu, somente, por estar entre os três finalistas”, conclui Júlia Ramona.

Na final, concorrendo com a reportagem “Telemedicina”, da estudante da Unisinos, estão “Nova técnica, tratamento mais barato”, da RBSTV Passo Fundo, de Eder Calegari, e “Aparelho auxilia oftalmologista a diagnosticarem doenças com mais precisão”, da Rede Record, por Eduardo Pacheco. Os vencedores das categorias premiadas serão conhecidos no dia 15 de abril, sexta-feira, em uma cerimônia que terá início às 11h na sede da Medtronic, em São Paulo.

Confira a reportagem finalista de Júlia Ramona:

Texto: Laíse Feijó/Repórter Unicos
Foto: Reprodução Youtube

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