25/10/2016 e 26/10/2016
Instituto Humanitas Unisinos - IHU
São Leopoldo

Programação

  1. 9h Abertura
  2. 9h30min Conferência de abertura – A liberdade vigiada: novos arranjos tecnológicos de comando e controle
    []Conferencista: Prof. Dr. Pedro Rezende – Universidade de Brasília – UnB
    Local: Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros - IHU

    Entrevista: O emergente Hegemon. A guerra de "4a. geração" e a implantação do regime dominante de vigilantismo global. Entrevista especial com Pedro Rezende.
  3. 10h30min Debate
  4. 11h Comunicações (apresentação de trabalhos)
  5. 14h Conferência – Rumo à desinstitucionalição punitiva
    []Conferencista: Profa. Dra. Marcela Gutiérrez – Universidad Externado de Colombia – Colômbia
    Local: Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros - IHU
  6. 15h Debate
  7. 15h30min Conferência – Ontologia Subalterna dos Direitos Humanos
    []Conferencista: Profa. Dra. Bethania Assy – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio
    Local: Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros - IHU
  8. 16h30min Debate
  9. 17h Comunicações (apresentação de trabalhos)
  10. 19h30min Lançamento e apresentação livro “Testemunhas de uma barbárie: uma perspectiva da injustiça a partir das vítimas do estado de exceção, Brasil 1964-1988”

    RUIZ, Castor Mari Martín Bartolomé; VIOLA, S. E. A. (Org.). Testemunhas de uma barbárie: uma perspectiva da injustiça a partir das vítimas do estado de exceção, Brasil 1964-1988. São Leopoldo: Editora Casa Leiria, 2016. Livro eletrônico.

    Acesse aqui a versão em HTML.

    Acesse aqui a versão em PDF.

  11. 20h Conferência – Governamentalização privada dos espaços públicos
    []Conferencista: Prof. Dr. Vinicius Nicastro Honesko – Universidade Federal do Paraná – UFPR
    Local: Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros - IHU

Apresentação

O presente evento, VII Colóquio da Cátedra Unesco – Unisinos de Direitos Humanos e Violência, Governo e Governança e V Colóquio Internacional IHU, propõe dar sequência aos eventos realizados em anos anteriores.

As sociedades contemporâneas têm hipertrofiado o problema da segurança e a sensação de insegurança. Com certa facilidade, problemas específicos como violência social, pandemias, crises econômicas, avalanches de refugiados, crises ecológicas etc. hipertrofiam-se a ponto de transformar-se em ameaças generalizadas que amedrontam de forma geral e difusa a vida humana.

Nesse contexto, identifica-se uma tendência a exacerbar o medo com objetivo de instrumentalizá-lo na forma de tecnologia política para gestão das populações. Pessoas amedrontadas são mais facilmente conduzidas e governadas, já que, abdicando de sua autonomia, aceitam ser protegidas através de dispositivos de controle e vigilância social que, supostamente, oferecem mais segurança ante potenciais ameaças.

De outro lado, assistimos a um acelerado desenvolvimento de novas tecnologias que têm propiciado a criação de uma infinidade de dispositivos e técnicas de vigilância e controle social cada vez mais sofisticados. As novas tecnologias que permitem, por exemplo, um alargamento da comunicação e da informação, também alimentam o surgimento de novos recursos de vigilância e controle do comportamento das pessoas. É constatável um incremento exponencial destes dispositivos de controle social nos diversos âmbitos da vida humana: no trabalho, no trânsito, no telefone, no computador, na rua, no hospital, no mercado, no aeroporto etc. Todos os espaços públicos e privados estão atravessados, cada vez mais, por dispositivos de vigilância e controle.

Esta dupla combinação de sociedades que incentivam o medo como tecnologia política de controle social, aliadas às novas e sofisticadas possibilidades tecnológicas de vigilância e controle capilar da vida, desenham um horizonte problemático em que direitos humanos fundamentais ficam em questão em nome da segurança.

Como contraponto, os direitos humanos são um discurso que possibilita criarmos um pensamento crítico a partir do qual analisamos a pertinência ou não de determinadas tecnologias de vigilância e controle social.

Vídeos

Confira aqui os vídeos das conferências.

Fotos

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Publicações

[] Cidadania vigiada. A hipertrofia do medo e os dispositivos de controle. Revista IHU On-Line n. 495.

[] Livro Testemunhas de uma barbárie: uma perspectiva da injustiça a partir das vítimas do estado de exceção, Brasil 1964-1988.

Objetivo geral

  • Estudar e debater os efeitos dos dispositivos de vigilância e controle sobre a cidadania, sendo os direitos humanos o critério ético que permite julgar a pertinência ou a ilegitimidade dos dispositivos.

Objetivos específicos

  • – Estudar os dispositivos de vigilância e controle que as atuais sociedades implementam na lógica do Estado de direito.
  • – Analisar os paradoxos, para a cidadania, dos dispositivos que, ao vigiar intensamente, oferecem segurança, mas também operam como controladores e normatizadores dos comportamentos.
  • – Mostrar, criticamente, os desdobramentos da vigilância e controle social que oferecem segurança, sobre a liberdade e autonomia dos sujeitos.
  • – Debater os impasses que os dispositivos de vigilância e controle provocam nos direitos humanos.

Apresentação de Trabalhos

Acesse aqui a convocatória com as normas e prazos.

Confira aqui a lista de trabalhos aprovados.

Certificado

Os certificados estarão disponíveis a partir de 10/11/2016 no portal http://www.minha.unisinos.br, acessando o menu Certificados. É imprescindível a assinatura na ata para registrar a presença.

Público-alvo

Professores/as, estudantes universitários/as e comunidade em geral.

Comissão Organizadora

Prof. Dr. Castor Ruiz – UNISINOS
Profa. Dra. Cleusa Maria Andreatta – UNISINOS
Prof. MS Gilberto Antonio Faggion – UNISINOS
Prof. Dr. Inácio Neutzling – UNISINOS
MS Jéferson Ferreira Rodrigues – UNISINOS
Prof. Dr. Lucas Henrique Luz – UNISINOS
Porfa. Dra. Marilene Maia – UNISINOS
Profa. Dra. Susana M. Rocca – UNISINOS

Realização

Realização

  • Unisinos
  • Instituto HumanitasUnisinos

Apoio

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes

Este evento já ocorreu

Profissionais: R$ 60,00 Alunos: R$ 40,00