Na última quarta-feira, 09 de maio de 2012, os alunos da Turma Nelson Rolihlahla Mandela, a primeira do Curso de Relações Internacionais da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), receberam, para sua Aula Magna, o Embaixador Paulo Antônio Pereira Pinto*, com sua explanação sobre o tema: China e Índia – A “soft power’ da imponência do Dragão e da elegância do Elefante. Além do Embaixador, também estiveram presentes o Reitor em exercício, Padre José Ivo Follman, o Embaixador Claudio Lyra, o Gerente de Cursos de Bacharelado Gustavo Fischer, a Coordenadora do Curso de Relações Internacionais Gabriela Mezzanotti, a Senhora Norma Beatriz Espíndola, da Assessoria de Cooperação e Relações Internacionais, o Coordenador do Curso de Jornalismo Edelberto Behs, a Professora Caroline Bonilla, o Professor José Alberto Baldissera, o Professor Marcos Aurélio Reis, o Professor Álvaro Augusto Stumpf a Senhora Mariela Espíndola Klee, Chefe de Gabinete da Secretaria de Desenvolvimento e da Promoção de Investimento do Estado do Rio Grande do Sul, a Senhora Daniela Fontoura, Coordenadora de Relações Internacionais da Prefeitura de Porto Alegre, bem como o Senhor Rodrigo Souza.

Em um primeiro momento, Marcos Tarasconi Vellinho, líder da Turma Nelson Mandela, discursou a respeito da escolha da personalidade e da história de vida de Nelson Rolihlahla Mandela, cujo título a Primeira Turma de Relações Internacionais assume o compromisso de, honrosamente, representar por meio de suas ações vinculadas com os princípios de coragem, igualdade, liberdade e esperança. Reiterando a posição de centralidade da defesa da dimensão humana, o Reitor em exercício, Padre José Ivo Follman, utilizou uma citação de Amartya Sem (Nobel de Economia), salientando a posição central das pessoas reais e seus anseios por crescimento e desenvolvimento “além fronteiras”. Para o Embaixador Paulo Pinto, o acesso à informação e à educação, em maior escala, permitiu visões distintas de bem-estar e inauguram entre China e Índia uma concorrência por pessoas, na figura de consumidores e de recursos naturais.

Confira o vídeo de apresentação da turma em: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UNXiv4DN_pc
Desta maneira, ambas utilizam de sua cultura como um instrumento de “soft power” para atrair e influir em diferentes territórios, por meio do Budismo, Taoísmo e Confucionismo ( “Confucius Institute”), como forma de levar parte de sua teoria milenar em prol da serenidade nos debates, tendo, como exemplo, o papel de Pequim e de Nova Déli como influentes dos Cinco Principais Princípios de Convivência Pacífica. Por este motivo, há a tentativa de se reciclar a imagem da China com um “Panda”, sinônimo de “amizade” encontrada entre África e América Latina, e, da Índia, com um “Tigre”, por sua diplomacia de não alinhamento.
A Turma Nelson Mandela obteve por meio da palestra de Paulo Pinto uma maior compreensão do “soft power” destes dois países, sendo que o conhecimento resultante vai ao encontro dos estudos aplicados, principalmente, na disciplina de Seminário de Temas Emergentes. Não esquecendo, portanto, da possibilidade remota de uma futura cooperação intitulada “Chíndia”, como bloco econômico (2020), os alunos encontram-se melhor preparados para se destacar em âmbito internacional no relacionamento com estes dois países imponentes e elegantes por essência.

*Paulo Antônio Pereira Pinto hoje é chefe do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) no RS (Eresul), mas antes serviu como embaixador no Azerbaijão e como Cônsul-Geral na Índia, China, Cingapura, Gabão e Moçambique. Como viveu 20 anos na Ásia Oriental, participou de eventos importantes que envolveram o Brasil, como o caso do menino Iruan.
A palestra na visão dos alunos…
“A Aula Magna, que ocorreu no último dia 09/05, tinha como principais objetivos a apresentação da Primeira Turma de Relações Internacionais da Unisinos e a palestra do Embaixador Paulo Pinto sobre o “soft power” da China e da Índia no mundo atual. O palestrante informou-nos de como a China e a Índia vem criando laços consigo mesmas e com o resto do mundo, apesar de suas divergências, e que, num futuro próximo, a consolidação destas duas potências emergentes é muito provável, principalmente, da chinesa.” Ádria Becker
“Foi uma Aula Magna descritiva, com base em uma perspectiva mais introdutória sobre o tema proposto. Entretanto, deu-me uma noção de como é a relação entre estes dois países no cenário internacional.” Alexandre Lembert
“A Aula Magna ajudou a aprofundar a visão da relação entre a China e a Índia e no que os dois países influenciam no sistema internacional. Foi proveitosa para um maior aprendizado sobre este assunto e serviu como exemplo das teorias vistas em aula.” Bárbara Busatto
“A Aula Magna contribuiu para que todas as pessoas presentes aprofundassem seus conhecimentos sobre China e Índia. Além disso, foi importante para que se apresentasse o motivo da escolha do nome da turma e para que se obtivesse o primeiro contato com um Embaixador, aprendendo sobre suas realidades e necessidades quanto ao campo de trabalho.” Bruna Görgen
“Um aprofundamento definiria muito bem como foi encarada essa Aula Magna por toda a turma. Desde o seu início, com a abertura realizada pela equipe cerimonial, chegou aquele “friozinho na barriga” do que viria a ser o nosso dia, uma oficialização de um sonho, de um momento de nominação da turma Nelson Rohlilahla Mandela. Com uma palestra genial e com presenças ilustres, foi um dia para se lembrar ao fechar os olhos e sonhar com as estrelas.” Thiago Iessim
“A Aula Magna do curso de Relações Internacionais contou com a presença do Embaixador Paulo Antônio Pereira Pinto e a palestra feita era chamada “China e Índia – A “Soft Power” da Imponência do Dragão e da Elegância do Elefante”. A aula trouxe uma análise sobre a importância desses dois países no Sistema Internacional atualmente e, além disso, a forma como estão utilizando sua cultura para aumentar o seu poder de influência. A questão foi muito bem apresentada pelo Embaixador, trazendo suas perspectivas sobre o futuro dessas duas potências.” Alexandra C. Marcolina
“Uma perspectiva otimista, talvez, idealista, ou, realmente, o caminho que estamos seguindo? Após análise e reflexão sobre a palestra, não estou convencido de que um mundo onde não temos mais a divisão entre oriente e ocidente seja possível; pelo menos, em um futuro próximo, ou um mundo no qual a palavra “aliança” seja substituída por cooperação. Entretanto este é, ou deveria ser de fato, o nosso objetivo.” Henrique M. Roth
“A Aula Magna, realizada no dia 09 de maio de 2012, foi muito importante para nós da primeira turma de Relações Internacionais. Nós nos apresentamos, oficialmente, para a Universidade como turma Nelson Mandela. Também, naquela noite, o Embaixador Paulo Antônio Pereira Pinto ministrou sua palestra que discorria sobre China e Índia, explicando a ascensão de ambos no Sistema Internacional e na economia mundial como potências importantes na atualidade. Ele também abordou o que se espera desses países num futuro próximo, suas diferenças e uma possível cooperação entre eles. No final da aula, tivemos um coquetel com doces e salgados chineses e indianos.” Nicole Spier
“A Aula Magna do curso de Relações Internacionais oportunizou novos olhares e resoluções através da experiência e conhecimento trazidos pelo Embaixador Paulo Antônio Pereira Pinto. Em “China e Índia – A “soft power” da Imponência do Dragão e da Elegância do Elefante”, foram apresentados dois países emergentes cujas práticas e saberes milenares conduziram à exportação de autênticos setores orientais no espaço internacional. O impacto crescente dessas duas potências serve como inspiração para a busca da soft power em outros países e para a formação de novas normas internacionais que facilitem o respeito entre culturas diversas. Segundo o Embaixador, China e Índia atentam para a originalidade de suas propostas e para a preservação de suas culturas. Entretanto, não deixam de compartilhar certos valores atuando de modo cooperativo. A natural competição econômica, no entanto, não termina, mas, sim, continua em termos pacíficos e simbólicos, mostrando traços favoráveis do dragão e do elefante, assim como suas formas de atrair e influenciar “novos e velhos amigos” no mundo. Em vista do exposto, creio que cabe ao Brasil aprender com as experiências de tais representantes orientais, adequando suas próprias perspectivas e histórico na busca de uma soft power de exportação mais desenvolvida, capaz de realçar seu papel na comunidade internacional em tempos em que países em desenvolvimento se encontram no cerne, e não mais na periferia de negociações internacionais.” Letícia Diehl Tomkowski, Aluna da disciplina de Direito Internacional Público, do Curso de Direito da Unisinos