Postado em 22 - maio - 2012 0 Comentário

Nesta semana, dia 23/05, às 11h, na Sala 306, no âmbito do Projeto Saber Fazer, teremos a palestra “A Carreira Diplomática”, que será proferida pelo Embaixador Claudio Lyra.

CLAUDIO MARIA HENRIQUE DO COUTO LYRA – Curriculo abreviado

Nascido em 1940. Efetuou o Curso de Preparação à Carreira de Diplomata do Instituto Rio Branco, em que se formou em 1965. Concluiu o Curso de Altos Estudos no Instituto Rio Branco, em 1982.

Carreira Diplomática

Nomeado Terceiro-Secretário em 1965. Promovido a Segundo Secretário em 1967, Primeiro Secretário em 1973, Conselheiro em 1978, Ministro de Segunda Classe em 1985 e a Ministro de Primeira Classe (Embaixador) em 1999.

Na Secretaria de Estado das Relações Exteriores

Desempenhou diversas funções de assessoria  nas áreas da Europa Ocidental, África, Cerimonial, Comunicações e América do Sul, entre 1965 e 1979; Chefiou a Divisão responsável pela metade meridional da América do Sul, entre 1979 e 1987, e foi Chefe Substituto do Departamento das Américas entre 1984 e 1987. Chefiou o Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Estado do Rio Grande do Sul (ERESUL) de 2006 a 2010 (outubro).

No Exterior

Serviu, como Segundo e Primeiro Secretário, nas Embaixadas do Brasil em Londres, La Paz e Lisboa, entre 1968 e 1976; Foi Ministro-Conselheiro, na Embaixada em Montevidéu de 1987 a 1995; Desempenhou os cargos de Embaixador do Brasil em Georgetown, de 1995 a 2001, cumulativamente, em Kingstown (São Vicente e Granadinas), de 1997 a 2001, e em Manila, Filipinas, de 2001 a 2005.

Postado em 22 - maio - 2012 0 Comentário

Na última quarta-feira, 09 de maio de 2012, os alunos da Turma Nelson Rolihlahla Mandela, a primeira do Curso de Relações Internacionais da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), receberam, para sua Aula Magna, o Embaixador Paulo Antônio Pereira Pinto*, com sua explanação sobre o tema: China e Índia – A “soft power’ da imponência do Dragão e da elegância do Elefante. Além do Embaixador, também estiveram presentes o Reitor em exercício, Padre José Ivo Follman, o Embaixador Claudio Lyra, o Gerente de Cursos de Bacharelado Gustavo Fischer, a Coordenadora do Curso de Relações Internacionais Gabriela Mezzanotti, a Senhora Norma Beatriz Espíndola, da Assessoria de Cooperação e Relações Internacionais, o Coordenador do Curso de Jornalismo Edelberto Behs, a Professora Caroline Bonilla, o Professor José Alberto Baldissera, o Professor Marcos Aurélio Reis, o Professor Álvaro Augusto Stumpf a Senhora Mariela Espíndola Klee, Chefe de Gabinete da Secretaria de Desenvolvimento e da Promoção de Investimento do Estado do Rio Grande do Sul, a Senhora Daniela Fontoura, Coordenadora de Relações Internacionais da Prefeitura de Porto Alegre, bem como o Senhor Rodrigo Souza.

Em um primeiro momento, Marcos Tarasconi Vellinho, líder da Turma Nelson Mandela, discursou a respeito da escolha da personalidade e da história de vida de Nelson Rolihlahla Mandela, cujo título a Primeira Turma de Relações Internacionais assume o compromisso de, honrosamente, representar por meio de suas ações vinculadas com os princípios de coragem, igualdade, liberdade e esperança. Reiterando a posição de centralidade da defesa da dimensão humana, o Reitor em exercício, Padre José Ivo Follman, utilizou uma citação de Amartya Sem (Nobel de Economia), salientando a posição central das pessoas reais e seus anseios por crescimento e desenvolvimento “além fronteiras”. Para o Embaixador Paulo Pinto, o acesso à informação e à educação, em maior escala, permitiu visões distintas de bem-estar e inauguram entre China e Índia uma concorrência por pessoas, na figura de consumidores e de recursos naturais.

Confira o vídeo de apresentação da turma em: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UNXiv4DN_pc

Desta maneira, ambas utilizam de sua cultura como um instrumento de “soft power” para atrair e influir em diferentes territórios, por meio do Budismo, Taoísmo e Confucionismo ( “Confucius Institute”), como forma de levar parte de sua teoria milenar em prol da serenidade nos debates, tendo, como exemplo, o papel de Pequim e de Nova Déli como influentes dos Cinco Principais Princípios de Convivência Pacífica. Por este motivo, há a tentativa de se reciclar a imagem da China com um “Panda”, sinônimo de “amizade” encontrada entre África e América Latina, e, da Índia, com um “Tigre”, por sua diplomacia de não alinhamento.

A Turma Nelson Mandela obteve por meio da palestra de Paulo Pinto uma maior compreensão do “soft power” destes dois países, sendo que o conhecimento resultante vai ao encontro dos estudos aplicados, principalmente, na disciplina de Seminário de Temas Emergentes. Não esquecendo, portanto, da possibilidade remota de uma futura cooperação intitulada “Chíndia”, como bloco econômico (2020), os alunos encontram-se melhor preparados para se destacar em âmbito internacional no relacionamento com estes dois países imponentes e elegantes por essência.

*Paulo Antônio Pereira Pinto hoje é chefe do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) no RS (Eresul), mas antes serviu como embaixador no Azerbaijão e como Cônsul-Geral na Índia, China, Cingapura, Gabão e Moçambique. Como viveu 20 anos na Ásia Oriental, participou de eventos importantes que envolveram o Brasil, como o caso do menino Iruan. 

A palestra na visão dos alunos…

“A Aula Magna, que ocorreu no último dia 09/05, tinha como principais objetivos a apresentação da Primeira Turma de Relações Internacionais da Unisinos e a palestra do Embaixador Paulo Pinto sobre o “soft power” da China e da Índia no mundo atual. O palestrante informou-nos de como a China e a Índia vem criando laços consigo mesmas e com o resto do mundo, apesar de suas divergências, e que, num futuro próximo, a consolidação destas duas potências emergentes é muito provável, principalmente, da chinesa.” Ádria Becker

“Foi uma Aula Magna descritiva, com base em uma perspectiva mais introdutória sobre o tema proposto. Entretanto, deu-me uma noção de como é a relação entre estes dois países no cenário internacional.” Alexandre Lembert

“A Aula Magna ajudou a aprofundar a visão da relação entre a China e a Índia e no que os dois países influenciam no sistema internacional. Foi proveitosa para um maior aprendizado sobre este assunto e serviu como exemplo das teorias vistas em aula.” Bárbara Busatto

“A Aula Magna contribuiu para que todas as pessoas presentes aprofundassem seus conhecimentos sobre China e Índia. Além disso, foi importante para que se apresentasse o motivo da escolha do nome da turma e para que se obtivesse o primeiro contato com um Embaixador, aprendendo sobre suas realidades e necessidades quanto ao campo de trabalho.” Bruna Görgen

“Um aprofundamento definiria muito bem como foi encarada essa Aula Magna por toda a turma. Desde o seu início, com a abertura realizada pela equipe cerimonial, chegou aquele “friozinho na barriga” do que viria a ser o nosso dia, uma oficialização de um sonho, de um momento de nominação da turma Nelson Rohlilahla Mandela. Com uma palestra genial e com presenças ilustres, foi um dia para se lembrar ao fechar os olhos e sonhar com as estrelas.” Thiago Iessim

“A Aula Magna do curso de Relações Internacionais contou com a presença do Embaixador Paulo Antônio Pereira Pinto e a palestra feita era chamada “China e Índia – A “Soft Power” da Imponência do Dragão e da Elegância do Elefante”. A aula trouxe uma análise sobre a importância desses dois países no Sistema Internacional atualmente e, além disso, a forma como estão utilizando sua cultura para aumentar o seu poder de influência. A questão foi muito bem apresentada pelo Embaixador, trazendo suas perspectivas sobre o futuro dessas duas potências.” Alexandra C. Marcolina

“Uma perspectiva otimista, talvez, idealista, ou, realmente, o caminho que estamos seguindo? Após análise e reflexão sobre a palestra, não estou convencido de que um mundo onde não temos mais a divisão entre oriente e ocidente seja possível; pelo menos, em um futuro próximo, ou um mundo no qual a palavra “aliança” seja substituída por cooperação. Entretanto este é, ou deveria ser de fato, o nosso objetivo.” Henrique M. Roth

“A Aula Magna, realizada no dia 09 de maio de 2012, foi muito importante para nós da primeira turma de Relações Internacionais. Nós nos apresentamos, oficialmente, para a Universidade como turma Nelson Mandela. Também, naquela noite, o Embaixador Paulo Antônio Pereira Pinto ministrou sua palestra que discorria sobre China e Índia, explicando a ascensão de ambos no Sistema Internacional e na economia mundial como potências importantes na atualidade. Ele também abordou o que se espera desses países num futuro próximo, suas diferenças e uma possível cooperação entre eles. No final da aula, tivemos um coquetel com doces e salgados chineses e indianos.” Nicole Spier

“A Aula Magna do curso de Relações Internacionais oportunizou novos olhares e resoluções através da experiência e conhecimento trazidos pelo Embaixador Paulo Antônio Pereira Pinto. Em “China e Índia – A “soft power” da Imponência do Dragão e da Elegância do Elefante”, foram apresentados dois países emergentes cujas práticas e  saberes milenares conduziram à exportação de autênticos setores orientais no espaço internacional. O impacto crescente dessas duas potências serve como inspiração para a busca da soft power em outros países e para a formação de novas normas internacionais que facilitem o respeito entre culturas diversas. Segundo o Embaixador, China e Índia atentam para a originalidade de suas propostas e para a preservação de suas culturas. Entretanto, não deixam de compartilhar certos valores atuando de modo cooperativo. A natural competição econômica, no entanto, não termina, mas, sim, continua em termos pacíficos e simbólicos, mostrando traços favoráveis do dragão e do elefante, assim como suas formas de atrair e influenciar “novos e velhos amigos” no mundo. Em vista do exposto, creio que cabe ao Brasil aprender com as experiências de tais representantes orientais, adequando suas próprias perspectivas e histórico na busca de uma soft power de exportação mais desenvolvida, capaz de realçar seu papel na comunidade internacional em tempos em que países em desenvolvimento se encontram no cerne, e não mais na periferia de negociações internacionais.” Letícia Diehl Tomkowski, Aluna da disciplina de Direito Internacional Público, do Curso de Direito da Unisinos

Postado em 20 - maio - 2012 0 Comentário

No no dia 05/06, às 11h30min, na Sala Santander, no âmbito do Projeto Saber Fazer em Relações Internacionais, teremos a palestra “Geopolítica e Relações Internacionais”, que será proferida pelo professor Armando Barroso Magno.

ARMANDO ROSA BARROSO MAGNO – Currículo resumido

FORMAÇÃO

- Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras – 1980

- Bacharel em Educação Física pela      Escola de Educação Física do Exército – 1984

- Especialista em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo – 1988

- Mestre em Aplicações Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais – 1990

- Especialista em Técnicas de Ensino pelo Centro de Estudos de Pessoal do Exército – 1993

- Doutor em Planejamento e Estudos Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército – 1997

- Especialista em Altos Estudos de Política e Estratégia pela Escola Superior de Guerra – 2006.


Postado em 20 - maio - 2012 0 Comentário

Many delegations, at the Information Technology Agreement (ITA) Committee meeting on 15 May 2012, signalled they would be starting informal bilateral and plurilateral consultations on what products to add to the ITA coverage.

The United States, also on behalf of other co-sponsors (Canada, Japan, Korea, Chinese Taipei and Singapore), introduced a concept paper calling for launching negotiations to expand the ITA (G/IT/W/36). It welcomed Malaysia and Costa Rica as the latest co-sponsors of the paper. The United States said that many stakeholders have been calling for expanding the product coverage of the ITA, and that it looked forward to discussing with other participants what product categories should be added to the current list.

World Trade Organization Headquarters in Geneva

Co-sponsors Canada, Chinese Taipei, Japan, Korea and Costa Rica also spoke in support of the concept paper. Australia, Israel, Peru and New Zealand spoke in favour of the paper.

The European Union welcomed and endorsed the concept paper, but said more precision was needed in the area of non-tariff measures. To ensure transparency, it said participants in the upcoming bilateral and plurilateral talks should provide progress reports at the next Committee meeting. The European Union also said it would no longer insist on a review of the ITA based on its proposal tabled in 2008, which linked ITA expansion with negotiations on non-tariff barriers.

El Salvador, also on behalf of Guatemala, Honduras and the Dominican Republic, stressed the need for transparency, inclusiveness and the granting of flexibilities to developing countries. This view was supported by India and Egypt.

The Chair, Mr. Zahari MD Ali (Malaysia), gave updated reports on other work programmes of the Committee: the EMC/EMI Pilot Project – Draft List of Types of Conformity Assessment Procedures for EMC/EMI used by ITA Participants; and Divergences in Classifying IT Products.

New participants

The Chair said that Montenegro, which had become the 154th member of the WTO, had committed itself to joining the ITA upon accession. He said that Montenegro’s ITA schedule had been distributed to participants, and that if no objections are received, the country would become the 75th ITA participant on 30 May 2012.

The Russian Federation said it intended to fully join the ITA when it accedes to the WTO, and that with the help of the WTO Secretariat, it was now working on its draft ITA schedule.

The United States said it looked forward to reviewing Russia’s schedule, and would help in ensuring Russia’s participation in the Agreement. Chinese Taipei said it also looked forward to reviewing Russia’s schedule.

ITA Symposium

The Chair reported that the just-concluded Symposium on the 15h Anniversary of the ITA was very effective in meeting its aims for reviewing trade in ITA products and obtaining the latest overview of IT developments.

He said that some of the important points raised in the symposium were: the ITA is clearly a success story but it needs to be updated; information technology has helped developing countries increase productivity; there were many calls for expanding ITA product coverage and membership as well as in dealing with non-tariff barriers.

Many delegations commended the successful organization of the Symposium.  Thailand said the ITA must be expanded to help improve the livelihood of peoples around the world. Costa Rica said that it saw the ITA as a win-win experience, with its IT share in its exports rising from 5% to the current one-third.

Other participants supporting ITA expansion included Japan, Colombia, Canada, the EU, Korea, Chinese Taipei, Malaysia, Philippines, Israel, Singapore, Peru and Hong Kong, China.

At the end of the meeting, the Committee elected by acclamation Mr Aaron Fowler (Canada) as its new chair.

Fonte: Organização Mundial do Comércio (OMC), 15 de maio de 2012

Postado em 20 - maio - 2012 0 Comentário

Les dirigeants des pays du G8 ont plaidé samedi pour une zone euro “forte et unie”, avec la Grèce, et se sont engagés à “encourager la croissance”, tout en prenant des mesures contre les déficits, lors d’un sommet dominé par la crise de la dette européenne. Un engagement pour la croissance dont le président français François Hollande s’est félicité, estimant que cette dimension était une “attente” des opinions publiques et des marchés. “La première grande orientation, celle que je voulais donner, je n’étais pas le seul, c’était de mettre la croissance au coeur de nos discussions (…) il apparaît d’évidence que la croissance a été le grand sujet de ce G8″, s’est réjoui M. Hollande.

Barack Obama s’est engagé à coopérer avec l’Europe sur un programme associant aux plans de réduction des déficits des mesures en faveur de la croissance. | AP/Charles Dharapak


Hôte du sommet organisé dans sa résidence forestière de Camp David, dans le Maryland, le président Barack Obama a salué le consensus qui s’est dégagé des discussions. “Tous les dirigeants sont d’accord aujourd’hui ici, la croissance et l’emploi doivent être notre priorité absolue”, a déclaré Barack Obama, en clôture des travaux. “Il y a maintenant un consensus de plus en plus net sur le fait qu’il faut en faire plus pour créer de la croissance et des emplois dans le contexte des réformes budgétaires et structurelles” engagées en Europe, a estimé le président américain.

DIFFÉRENCES DE STRATÉGIE

La double ambition affichée par les dirigeants du G8 butte toutefois sur des différences de stratégie. Différences soulignées dans le communiqué du sommet de Camp David qui pointe que les mesures à prendre “ne sont pas les mêmes pour chacun” d’entre eux. Dans un effort pour contenter à la fois la chancelière allemande Angela Merkel, apôtre de la rigueur, et les nouveaux dirigeants italien Mario Monti et français François Hollande, qui souhaitent donner davantage priorité à la relance, M. Obama a affirmé que la recherche de la croissance et la lutte contre les déficits devaient aller de pair.

M. Monti a estimé qu’on ne pouvait pas “se contenter d’attendre des réformes structurelles et la réduction des déficits pour générer de la croissance”. Il a appelé le conseil européen du 23 mai à “définir des mesures concrètes, comme un renforcement du capital de la Banque européenne d’investissement, des obligations destinées aux projets (d’infrastructures) et une évolution vers les eurobonds” et annoncé un sommet avec M. Hollande et Mme Merkel à Rome en juin.

Le président américain Barack Obama accueille la chancelière allemande Angela Merkel à Camp David, vendredi 18 mai 2012. | REUTERS/LARRY DOWNING

Mme Merkel, qui a rencontré en tête-à-tête M. Obama à Camp David samedi soir, a nié toute divergence entre Paris et Berlin sur ce sujet. “Le message important à retenir du sommet, c’est que la consolidation des budgets et la croissance sont les deux faces de la même médaille”, a-t-elle affirmé. Selon elle, les dirigeants des pays du G8 et de l’Union européenne “sont tombés entièrement d’accord pour dire qu’il faut les deux choses: de la discipline budgétaire (…) et en même temps des efforts pour la croissance”.

L’EURO AVEC LA GRÈCE

Ce débat sur la dette européenne s’effectue sur fond de graves inquiétudes pour la Grèce, où la crise économique se double d’un blocage politique. Les Grecs sont à nouveau appelés aux urnes le 17 juin et leur sortie de l’euro est ouvertement évoquée.

M. Hollande a affirmé avoir obtenu que le soutien à la Grèce soit mentionné par le G8. “Le message que j’ai voulu porter (…) ça a été le souhait que la Grèce reste dans la zone euro, respecte ses engagements mais soit appuyée, accompagnée par l’Europe pour stimuler sa croissance”, a déclaré M. Hollande.

Candidat à un second mandat le 6 novembre, M. Obama a mis en garde contre les effets néfastes des difficultés européennes sur la situation aux Etats-Unis où, même modeste, la croissance est revenue et le chômage a décru d’un point depuis août 2011.

Les dirigeants du G8 (Etats-Unis, Grande-Bretagne, Canada, Italie, France, Allemagne, Japon, Russie) réunis à Camp David samedi 19 mai. | AFP/MIKHAIL KLIMENTYEV

UNE SOLUTION DIPLOMATIQUE POUR L’IRAN

Les dirigeants du G8 (Etats-Unis, Grande-Bretagne, Canada, Italie, France, Allemagne, Japon, Russie) et de l’UE avaient déjà effectué un tour d’horizon des dossiers géopolitiques brûlants vendredi soir, notamment les programmes nucléaires iranien et nord-coréen, ainsi que la Birmanie et la Syrie.

Sur l’Iran, à quelques jours de la reprise de négociations à Bagdad avec le Groupe “5+1″ (Etats-Unis, Russie, Chine, France, Grande-Bretagne, plus Allemagne), M. Obama a exprimé l’espoir de parvenir à une solution diplomatique, tout en estimant à propos de Téhéran “que ses violations continuelles des règles internationales et son incapacité à prouver jusqu’ici qu’il n’essaie pas de militariser (son programme nucléaire) constituent un grave motif d’inquiétude”.

Les pays du G8 ont aussi adressé un avertissement à la République islamique en se disant prêts à prendre des mesures pour assurer l’approvisionnement du marché mondial en pétrole, façon de montrer qu’ils pourront supporter les effets sur les cours des sanctions contre le secteur pétrolier iranien devant entrer en vigueur en juillet.

SOUTENIR UN PROCESSUS POLITIQUE EN SYRIE

Concernant la Syrie, les dirigeants du G8 appellent dans leur communiqué le gouvernement syrien “et toutes les parties” à faire cesser immédiatement la violence. Les huit dirigeants ont dit “soutenir les efforts” du médiateur international Kofi Annan, même si ce dernier n’est pas parvenu à faire respecter le cessez-le-feu entré théoriquement en vigueur le 12 avril. Ils se sont dit “déterminés à envisager d’autres mesures aux Nations unies en fonction des besoins”.

M. Obama a évoqué la nécessité de voir un “processus politique” s’engageant “plus rapidement” dans ce pays, théâtre d’une révolte réprimée dans le sang par le régime de Bachar Al-Assad. Cette formulation vague n’a pas pu camoufler le différend persistant avec Moscou, allié du régime syrien. Un conseiller du Kremlin, Mikhaïl Margelov, a estimé samedi qu’il “ne peut pas y avoir de changement de régime par la force”.

L’après-midi devait être consacré à l’Afghanistan ainsi qu’aux pays du Moyen-Orient et d’Afrique du Nord. L’Afghanistan sera le sujet dominant du sommet de l’OTAN qui démarrera dimanche à Chicago dans la foulée du G8.

Fonte: Le Monde – 20 de maio de 2012