Posted by Claudia Witt ADD COMMENTS

Na última quinta-feira, dia 07/04, o Projeto Alerta participou junto com outros parceiros, no Dia Mundial da Saúde, que ocorreu na Unisinos em frente ao Restaurante Universitário (RU).

Nossa participação foi referente ao tema Hipertensão Arterial, uma doença que atinge muitas pessoas no mundo e que traz sérias consequências à saúde quando não tratada.

Em seguida estão as orientações que foram distribuidas neste dia.

TENSÃO ARTERIAL

A tensão arterial é a pressão do sangue dentro das artérias. É produzida primeiramente pela contração do músculo do coração. São medidos e registrados dois valores. O primeiro (pressão sistólica) é medido após a contração do coração e é o valor mais elevado. O segundo (pressão diastólica) é medido antes das contrações do coração e é o valor mais baixo. A elevação da pressão do sangue é chamada hipertensão.

Uma elevação da tensão arterial sistólica e ou diastólica aumenta o risco de desenvolver endurecimento das artérias (arteriosclerose), doenças do coração (cardíacas), doenças neuroencefálicas (AVC), doenças dos rins (renais), danos na rede vascular periférica, entre outros.

Quais são os fatores de risco?

  • Obesidade;
  • Consumo exagerado de sal e de álcool;
  • Sedentarismo;
  • Má alimentação;
  • Tabagismo;
  • Stress.

Como prevenir a hipertensão arterial?

A adoção de um estilo de vida saudável constitui a melhor forma de prevenir a ocorrência de hipertensão arterial.

Entre os hábitos de vida saudável sublinha-se a importância de:

  • Redução da ingestão de sal na alimentação;
  • Preferência por uma dieta rica em frutos, vegetais e com baixo teor de gorduras saturadas;
  • Prática regular de exercício físico;
  • Consumo moderado do álcool;
  • Rompimento do hábito de fumar;
  • No caso dos indivíduos obesos é aconselhável uma redução de peso.

A ausência de quaisquer sintomas durante a fase inicial da doença faz da medição regular da tensão arterial um hábito a seguir. Todos os adultos, em particular os obesos, os diabéticos e os fumantes ou com história de doença cardiovascular na família, devem medir a sua pressão arterial pelo menos uma vez por ano.

Quais os sintomas que estão associados à doença?

Regra geral, nos primeiros anos, a hipertensão arterial não provoca quaisquer sintomas, à exceção de valores tensionais elevados, os quais se detectam através da medição da pressão arterial.

Em alguns casos, a hipertensão arterial pode, contudo, manifestar-se através de sinais como a ocorrência de cefaléias, tonturas ou um mal-estar vago e difuso, que são comuns a muitas outras doenças.

Com o decorrer dos anos, a pressão arterial acaba por lesar os vasos sanguíneos e os órgãos vitais (o cérebro, o coração e os rins), provocando vários sintomas e sinais de alerta.

Como se faz o diagnóstico da doença?

O diagnóstico é feito através da medição da pressão arterial e pela verificação de que os seus níveis estão acima do limite normal. Contudo, um valor elevado isolado não é sinônimo de doença. Só é considerado hipertenso um indivíduo que tenha valores elevados em, pelo menos, três avaliações seriadas.

Compete ao médico fazer o diagnóstico da doença, uma vez que a pressão arterial num adulto pode variar devido a fatores como o esforço físico ou o stress, sem que tal signifique que o indivíduo sofre de hipertensão arterial.

Quais as formas de tratamento?

Não há uma cura para a hipertensão arterial. Contudo, apesar de ser uma doença crônica, na maioria dos casos é controlável.

A adoção de um estilo de vida saudável proporciona geralmente uma descida significativa da pressão arterial.

A diminuição do consumo do sal reduz a pressão arterial em grande número de hipertensos.

Atualmente existe no mercado uma variedade de sais de cozinha com menos cloreto de sódio, o que reduz os efeitos maléficos do sal comum.

A prática regular de exercício físico pode reduzir significativamente a pressão arterial. O exercício escolhido deve compreender movimentos cíclicos (marcha, corrida, natação ou dança são boas escolhas). Mas os hipertensos devem evitar atividades que aumentem a pressão arterial durante o esforço, como levantar pesos, por exemplo.

Se algum tempo depois de ter posto em prática estas medidas não tiver registrado uma descida adequada da pressão arterial, torna-se necessário recorrer ao tratamento farmacológico. Convém sublinhar que os medicamentos não curam a hipertensão arterial, apenas ajudam a controlar a doença. Por isso, uma vez iniciado o tratamento, ele deverá ser em princípio, mantido ao longo de toda a vida.

Felizmente, já existem muitos medicamentos eficazes na redução da pressão arterial. Compete ao médico decidir qual o fármaco mais apropriado para iniciar o tratamento. Em alguns casos, não basta apenas um fármaco, sendo necessária uma medicação combinada.

Equipe – Projeto Alerta

Ana Pressi – Coordenadora

Cláudia Witt – Nutricionista

Sandra Flores – Técnica em Enfermagem

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