Uma data que simboliza a luta das mulheres pelo reconhecimento de seus direitos numa sociedade que em sua essência favorece aos homens. Lutar é preciso! De forma consciente, inteligente e sustentável, conhecendo suas possibilidades e suas deficiências, respeitando as diferenças e características de cada gênero. Mas para as lutas diárias é importante lembrar que saúde é fundamental, e que homens e mulheres possuem diferenças biológicas que requerem cuidados diferentes com a saúde. As mulheres, por exemplo, passam por diversos períodos em que as variações hormonais influenciam a saúde, um deles é o climatério que abordaremos nessa edição.
Climatério
Climatério é a transição entre o período reprodutivo e a cessação da menstruação. É um período de muitas dúvidas, muitas alterações de sensações e mudanças do humor, isso tudo devido à diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários.
A diminuição dos níveis hormonais é um fato que ocorre com todas as mulheres e começa a aparecer ao redor dos 40 anos. Algumas mulheres poderão apresentar um quadro mais acentuado de sinais e sintomas, mas todas chegarão à menopausa.
Os sintomas mais frequentes são:
- Fogachos ou ondas de calor que causam uma vermelhidão súbita na face e tronco;
- Alterações urogenitais: a falta do estrogênio poderá levar ao ressecamento da mucosa vaginal, desconforto na relação sexual, também chamada de dispareunia e aumentar a predisposição a infecções urinárias e vaginais;
- Alterações do humor: sintomas emocionais tais como depressão, ansiedade, fadiga, irritabilidade, perda de memória e insônia;
- Aumento do risco cardiovascular devido à diminuição do estrogênio;
- Osteoporose: que é a diminuição da massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e mais propensos a fraturas.
Por isso recomenda-se: uma alimentação saudável, realizar exercícios físicos e revisões anuais com ginecologista e com cardiologista.
Dra. Cláudia Marques – Médica do Trabalho
Com a redução do hormônio estrogênio podem ocorrer alterações no perfil lipídico como o aumento do colesterol total, do LDL colesterol e dos triglicerídeos, bem como a diminuição do HDL colesterol. Para amenizar esses efeitos, recomenda-se uma alimentação reduzida em gorduras saturadas, por exemplo, margarina, manteiga, maioneses, frituras, carnes gordas, banha vegetal e animal, salgadinhos, sorvetes, entre outros, pois eles aumentam os níveis de colesterol total e LDL colesterol. Em contrapartida é importante aumentar a quantidade de alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas, como o azeite de oliva, de gorduras insaturadas, presente nos óleos vegetais, e ricos em ômega 3, presente em alguns peixes como o salmão, atum e sardinha. Estas gorduras reduzem os níveis de colesterol total, LDL colesterol e triglicerídeos.
É recomendado também que sejam inclusos na alimentação diária uma ampla variedade de verduras, legumes e frutas, pois elas contêm grandes quantidades de fibras, vitaminas e minerais. Os alimentos integrais também são importantes no dia-a-dia, como farinhas integrais, cereais, arroz integral, entre outros. O magnésio, presente nos grãos como a castanha e nas nozes também deve ser ingerido, mas com cautela, pois são alimentos calóricos. Fontes de cálcio são muito importantes, portanto deve ser dada preferência para os leites e derivados desnatados, além dos alimentos a base de soja. Já os alimentos ricos em sódio e açúcar como refrigerante, ricos em cafeína e bebidas alcoólicas devem ser evitadas.
A equipe do Projeto Alerta deseja a todas as mulheres muita saúde e força para travar nossas lutas diárias.
Fonte: ALDRIGHI , JOSÉ M. e ASAKURA, LEIKO. Gordura Alimentar e Climatério. Rev Ass Med Brasil 2001; 47(3): 169-97. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302001000300022&script=sci_arttext, acesso em 28 de fevereiro de 2013.
Equipe Projeto Alerta
Ana Maria Pressi: Coordenadora do Projeto Alerta
Cláudia Witt: Nutricionista
Adriano Teixeira e Tamires Santos: Técnicos em Enfermagem
















