Artigo da categoria ‘Notícias’

Postado por ppgcc sjulho - 7 - 2008 0 Comentário

Jairo Ferreira, professor do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos, embarcou rumo à Turquia no último domingo para participar do XVIII Congresso da Associação Internacional de Sociólogos da Língua Francesa (XVIII Congrès), que acontece de 07 a 11 de julho de 2008. Ferreira participará do GT de Sociologia da Comunicação (GT 13), sendo o único pesquisador brasileiro que compõe este grupo no Congresso, juntamente com nomes como Bernard Miège, Philipe Breton, Yves Winkins e Dominique Meunier.

O trabalho que será apresentado por Jairo no dia 10 de julho se intitula Midiatização: dispositivos, processos sociais e de comunicação. Numa perspectiva da linha de pesquisa em que atua no PPGCC – Midiatização e Processos Sociais – o professor destaca a relevância de participar deste evento na área da Sociologia: “a comunicação é um tema que mobiliza a sociologia e por isso a importância em se estudar, se refletir acerca do papel da mídia”.

A abertura do evento será ministrada por Alain Touraine, sociólogo e professor de Ciências Sociais na França. O pesquisador é autor de obras consideradas essenciais para se pensar a democracia e a cidadania, como Crítica à Modernidade o Que é Democracia.

Mais informações: http://congres2008.aislf.org/index.php

por Marina Chiapinotto

Postado por blogposcom sjunho - 22 - 2008 0 Comentário

A professora Denise Cogo informa que já está disponível o livro “Migraciones transnacionales y medios de comunicación: relatos desde Barcelona e Porto Alegre” com resultados da pesquisa de recepção mediática e migrações realizada por professores, alunos e ex-alunos da linha de pesquisa Cultura, Cidadania e Tecnologias da Comunicação do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos e do Departamento de Publicidad y Comunicación Audiovisual da Universidade Autônoma de Barcelona no marco do Projeto Acadêmico de Cooperação Internacional Brasil-Espanha financiado por CAPES (Brasil) e MEC (Espanha) entre 2004 e 2008.

Participam como autores da obra os pesquisadores Alberto Efendy Maldonado, Cristina Wulfhorst, Deisimer Gorczevski, Denise Teresinha da Silva, Elizara Carolina Marín, Fabrício Silveira, Graziela Bianchi, Jiani Adriana Bonin, Liliane Dutra Brignol, Norberto Kuhn Junior, Sara Losa, Rejane de Oliveira Pozobon, além das coordenadoras Denise Cogo, Amparo Huertas Bailén e Maria Gutierrez.
Colaboraram, igualmente, na realização da pesquisa da qual resulta a obra, os professores Nicolás Lorite García (UAB), Hiliana Arruda Alves e outros 12 alunos entre mestrandos, doutorandos, bolsistas de iniciação científica e monitores da LP Cultura, Cidadania e Tecnologias da Comunicação do PPG em Comunicação da Unisinos.
O livro é uma publicação da editora Los Libros de la Catarata, de Madri, e pode ser adquirido pelo site da editora através do link http://www.loslibrosdelacatarata.org/novedad.php

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Postado por blogposcom sjunho - 18 - 2008 0 Comentário

Uma idéia na cabeça (não, não estamos falando de Glauber Rocha!), muita produção científica para compartilhar e alguns bolsistas competentes. Foi assim que começou a ser conceituado o site de Suzana Kilpp, professora do PPG em Ciências da Comunicação da UNISINOS.
Com o objetivo de fazer circular artigos resultantes de pesquisas (todas sobre televisão) em um espaço democrático para acesso, começou a ser idealizado o site. “No Brasil, temos o péssimo hábito de não nos lermos. Há pouca circulação dos livros publicados e, muitas vezes, acabamos não lendo o que os ‘vizinhos’ produzem”, comenta a idealizadora do site.

Durante um ano, o grupo de três bolsistas, sob coordenação de Suzana, montou o site– e remontou mais quatro vezes – e trabalhou com os conceitos das pesquisas para dialogarem com a estética do espaço virtual. Tudo muito ligado às audiovisualidades, o resultado foi um pot-pourri de imagens que dão pistas dos links e pesquisas dispostos no site.
Confira tudo isso em: http://kilpptv.comdigital.info/
Texto: por Marina Chiapinotto

Postado por blogposcom sjunho - 6 - 2008 0 Comentário

A Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA) e o Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) acabam de publicar mais dois livros da Coleção CULT. O terceiro livro da coleção intitula-se Políticas Culturais na Ibero-América. Nele estão reunidos dez estudos de autores ibero-americanos sobre as políticas culturais da Argentina, Brasil, Chile, Colombia, Espanha, México, Paraguai, Peru, Portugal e Uruguai. Os organizadores do livro são os professores Antonio Albino Canelas Rubim (UFBA) e Rubens Bayardo, docente da Universidade de San Martin e da Universidade de Buenos Aires na Argentina.
O segundo lançamento, quarto livro da coleção, tem como título Estudos da Cultura no Brasil e em Portugal. Nele estão reunidos cinco textos de autores brasileiros e cinco de estudiosos portugueses. A organização deste livro foi realizada pelos professores Antonio Albino Canelas Rubim, que selecionou os estudos brasileiros, e Natália Ramos, da Universidade Aberta de Lisboa, que ficou responsável pelos textos portugueses.
Fonte: Compós

Postado por ppgcc sjunho - 4 - 2008 0 Comentário

Com debate promovido pelo grupo de pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (Cepos), foi lançado na Unisinos o livro “Democracia e regulação dos meios de comunicação de massa”, que reúne artigos de 17 autores debatendo a necessidade de regulação dos meios de comunicação de massa em tempos de digitalização e convergência.

Editado pela Fundação Getúlio Vargas e organizado por Enrique Saraiva, PauloEmílio Matos Martins e Octavio Penna Pieranti, o livro conta com artigo do professor Valério Brittos, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Unisinos, em colaboração com Marcelo Collar.

“O nosso texto discute a centralidade do direito à comunicação numa sociedade midiatizada”, explica o professor Valério, também coordenador do Cepos. “Para isso, traçamos um histórico dos direitos, da primeira à quarta geração. Também mostramos o quadro brasileiro ante ao direito comunicacional e os principais posicionamentos sobre ele”, completa. Nesta entrevista, o professor Valério comenta aspectos abordados no artigo e fala sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Cepos.

O desenvolvimento da Internet contribuirá para a efetivação do direito à comunicação no Brasil?

A internet é um ambiente midiático que efetivamente permite a expressão de grupos tradicionalmente afastados de qualquer lugar desta arena de sentidos. Mas é claro que a internet e a tecnologia em si não resolvem o problema da incomunicação. A efetivação do direito à comunicação passa por uma regulamentação que desconcentre a propriedade, determine aos operadores a abertura para a diversidade, crie canais para a comunicação alternativa (comprevisão de financiamento) e estabeleça o controle público dos processos midiáticos. Isso depende do Estado e da sociedade civil, em sua capacidadede pressionar e propor. Passa também por políticas complementares, de educação, cultura e tecnologia, de forma que o cidadão possa fazer uma”leitura” mais ampla das mensagens midiáticas.

No artigo, há a ressalva de que o direito de antena no Brasil está restrito aos partidos políticos. Por que outras organizações não conseguem usufruirdeste direito?

Porque não há previsão legal. Para isso, é necessário legislação que ampare o direito, que preveja seu funcionamento. No caso dos partidos políticos, há não só o horário eleitoral, mas principalmente os horários de propaganda partidária. Cabe à luta da sociedade civil, contando com a contribuição da pesquisa acadêmica, construir espaços onde a diversidade tenha direito à expressão, não ficando a midiatização controlada unicamente pelos interessesdos radiodifusores.

Em relação a outras conquistas das organizações sociais, como os canais comunitários e universitários, qual é a sua avaliação? Quais são os entravespara a efetivação do direito à comunicação no Brasil?

Os canais comunitários e universitários da TV a cabo, bem como outras iniciativas de TV de universidades e de inserção comunitária, em termos de televisão aberta, são extremamente importantes. Mas via de regra esbarram num entrave importante, para criação de conteúdos atrativos do público, que é a falta de recursos. Para isso, é fundamental que haja previsão de financiamento para esses projetos, sendo uma boa possibilidade a criação de um fundo, a partir da verba da própria publicidade que circula na mídia hegemônica. Também se deve ressaltar a criação da TV Brasil, assim como outros canais públicos, como um elemento importante para a liberdade e diversidade comunicacional no país. Se a TV pública tem problemas, everdadeiramente tem, deve-se lutar para aperfeiçoá-la, inclusive quanto a mecanismos de gestão, mas não eliminá-la. Caso a existência de problemas devesse levar ao fim do projeto, teríamos que acabar também com a televisão privada, marcada por uma sucessão de erros da sua origem até a priorização de interesses menores no processo de midiatização. O direito à comunicação enfrenta tudo isso para efetivar-se, o que se materializa num conjunto de governos que não avança neste tópico especialmente pelo papel da grande mídia. É preciso financiamento e criação de mecanismos de expressão do cidadão, articulando mídia hegemônica e não-hegemônica a partir de lógicas mais públicas.

Qual vem sendo o papel do Cepos no debate sobre a regulação dos mercados decomunicação de massa?

O Brasil vem discutindo crescentemente esta temática, a partir da disposição de organizações da sociedade civil e da agenda acadêmica. O Cepos tem procurado participar dessa discussão, especialmente através da pesquisa científica, que devem legar não só base conceitual, mas também conhecimento sobre processos, aberturas e dificuldades. O Grupo também está empenhado na articulação de canais para o debate público sobre as questões midiáticas, especialmente envolvendo as políticas públicas, através de textos, eventos e participação em fóruns diversos. A partir de nosso lugar acadêmico, temos todo o interesse em avançar nessa relação com a sociedade civil e com espaços propositivos, na busca de uma construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. É nesses marcos que temos o apoio da Fundação Ford, a partir deste ano.