em 10 - maio - 2012 0 Comentário


Washington, nos EUA, foi a primeira parada dos alunos que participam da edição de 2012 do Global Business Project. O GBP é um consórcio formado por Escolas de Negócios dos EUA e parceiros internacionais com o objetivo de promover a educação para negócios de todo o mundo e relacionamento intercultural entre alunos de pós-graduação. Ainda fazia frio em Washington quando os alunos da Unisinos selecionados para o Global Business Project participaram do seminário de integração do programa. Em março, o grupo se reuniu com professores e representantes de empresas dos EUA, China, Índia, Tailândia e Brasil. Lá eles iniciaram as empresas para as quais vão prestar consultoria e iniciaram o trabalho de gerenciamento de projetos.

Desde então, à distância, os alunos têm desenvolvido projetos específicos para o negócio das empresas associadas ao GBP. Neri Batu, do MBA em Gestão de Projetos, está envolvido com o que ele e seu time chamam de novo business da AGCO. Utilizando a internet, o grupo se reúne semanalmente e a cada 15 dias com a empresa para apresentar dados preliminares e solicitar informações para o desenvolvimento do projeto. “O trabalho é intenso, temos feito muitas análises de mercado, pesquisas de comunicação, da concorrência e, em uma semana, vamos fazer uma pré-apresentação do que criamos”, disse.

Daniel Bender, do MBA em Gestão Empresarial, faz parte da equipe que atende a RBS. Em Washington, o time definiu os objetivos do projeto e a sistemática do trabalho. De lá para cá, eles têm se reunido uma vez por semana, através de uma ferramenta online do próprio GBP. Em maio, todos os estudantes vão se reencontrar. Dessa vez, o destino é a Unisinos. Com a aproximação do encontro, o grupo de Daniel tem se falado quase todos os dias. “Estamos nos aproximando do fim do projeto e muito envolvidos para atingir todas as metas. Creio que conseguiremos, afinal, a empresa já tem executado algumas ações sugeridas pela nossa equipe”, contou.

Nos dias 18 e 19/5, a universidade recebe todos os participantes do GBP. Ao todo, são 45 estudantes, vindos dos EUA, Taiwan, Japão, China, Coreia do Sul e outros tantos países. Além de Neri e Daniel, a Unisinos também conta com a participação de Cyntia Calixto, Simoni Rodhen e Victor Brock, alunos do Mestrado em Administração; junto com os professores Yeda Swirski de Souza; Iuri Gavronski e Claudia Bitencourt.

No primeiro dia, o evento acontece no campus de São Leopoldo. Pela manhã, os professores Luiz Paulo Bignetti e André Azevedo vão discutir o tema Institutions, Economics And Consumer Behaviour. À tarde, a mesa redonda será formada por Lynne Gerber, coordenadora do Global Business Project, e executivos da SAP, RBS e AGCO que abordarão a questão: Corporate Panel: How Well-connected is Brazil – Inside and Out?.

No sábado, o grupo segue para o campus de Porto Alegre onde realiza atividades internas para continuidade das consultorias desenvolvidas.

Fonte: J.U Online

Confira a programação:

Abertura: 9:30 – 10:00
Pe. Marcelo Fernandes de Aquino

10:15 – 12:00
Mesa Redonda: “Institutions, Economics and Consumer Behaviour”
Palestrantes:
Prof Dr Luiz Paulo Bignetti – PPG em Administração
Prof Dr André Filipe Zago de Azevedo – PPG em Economia
Prof Dr Marcelo Jacques Fonseca – PPG em Administração
Local: Miniauditório da Biblioteca

2:15 – 4:15
Mesa Redonda: “Corporate Panel: How Well-connected is Brazil – Inside and Out?”
Executives from SAP, RBS, and AGCO
Moderator – Profª Drª Lynne Gerber (University of North Carolina)
Local: Auditório da SAP – Tecnosinos

Inscrições: Secretaria do PPG em Administração UNISINOS – ppgeconomicas@unisinos.br

em 18 - abril - 2012 0 Comentário


A professora de Design da Unisinos, Paula Visoná, está participando da segunda edição da Revista Urbe. Na publicação, a docente terá um artigo intitulado Diálogos Entre Street Art e Design e a Geração de Novos Sentidos. Nele, Paula falará sobre as relações entre arte urbana e tendências.

Em virtude do lançamento, no dia 19/4 ocorrerá um debate intitulado Cores Urbanas. Será no Santander Cultural, Sala Multiuso, Porto Alegre, às 18h30. Após, no Restaurante Moeda, será servido um coquetel, com distribuição gratuita da publicação e sessão de autógrafos com o artista visual Tridente, autor da arte da sobrecapa da Urbe.

A revista tem o apoio do Fumproarte.

Mais informações no site.

Fonte: J.U Online

em 17 - abril - 2012 0 Comentário


A relação entre alimentação e saúde acompanha a evolução humana, e Hipócrates, o Pai da Medicina já referia: “Que teu alimento seja teu remédio e que teu remédio seja teu alimento”.

Há alguns anos essa relação vem sofrendo fragilidades e podemos ver o crescimento de inúmeras doenças ligadas aos desequilíbrios nutricionais, como a epidemia da obesidade, as doenças neuro e cardiovasculares, o câncer, entre muitas outras.

No cenário hospitalar, o IBRANUTRI realizado em um contingente de 4.000 pacientes em 13 capitais brasileiras no ano de 1996, demonstrou elevada prevalência de desnutrição moderada à grave já no momento da internação (48%), com o agravante de progressão significativa em 15 dias de internação (60%), atribuídos ao desconhecimento e/ou negligência da terapia nutricional e também à baixa ingestão da alimentação ofertada no ambiente hospitalar.

Em 2009, novo estudo conduzido pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, em conjunto com a Sociedade Europeia, conhecido como NutritionDay, nos apresenta um cenário não menos preocupante, pois 78% dos pacientes participantes não alimentavam-se adequadamente, sendo que 65% destes pacientes perderam peso durante a internação (aproximadamente 7,9kg em cerca de 3 meses).

Evoluímos significativamente enquanto ciência, incorporamos tecnologias, porém nossos pacientes ainda alimentam-se mal sob nossos cuidados. A ideia de comida hospitalar é associada por quase todos como adjetivo para algo ruim, sem cor e sem sabor.

Nosso grande desafio vem sendo mudar esse cenário e transmutar essa visão, trazendo para nossos serviços a arte da Gastronomia que se alia à Ciência, trazendo cor, sabor e emoção com objetivo único de promover e/ou recuperar a saúde de nossos pacientes, virando esse jogo e trazendo grande satisfação a todos os envolvidos nessa gratificante missão.

em 12 - abril - 2012 0 Comentário


Uma rede de contatos com infinitas possibilidades. Esse é o potencial que a Unisinos quer utilizar dentro da Rede Infinita. Ela é um dos exemplos do uso que a universidade faz do conceito de crowdsourcing, que nada mais é do que a criação colaborativa em que todos sugerem ideias e constroem juntos um projeto.

Pensando no poder que a produção colaborativa e a união das ideias têm, a Unisinos lança um concurso cultural para a criação de um novo curso de formação profissional na instituição. O concurso “Imagine um curso” convida as pessoas a sugerirem um curso que sempre quiseram fazer dentro da universidade, nos moldes que imaginam, mas nunca encontraram.

O concurso será realizado dentro da Rede Infinita, uma rede social projetada pela Unisinos para incentivar o compartilhamento de ideias e a colaboração entre seus usuários.

Para participar é fácil: basta fazer o login ou se cadastrar na Rede Infinita, criar um nome para o curso e preencher as suas descrições. Envie sua proposta e convide seus amigos para contribuírem com mais ideias. Qualquer pessoa pode deixar suas sugestões nos cursos imaginados pelos participantes, e as três melhores colaborações serão escolhidas pelo autor para complementar sua proposta e submeter o projeto.

Você pode participar do “Imagine um curso” até o final do mês de maio, e a melhor proposta de curso será escolhida pela Unidade Acadêmica de Educação Continuada e viabilizada pela Unisinos a seus alunos como um curso de Formação Profissional. O autor do curso escolhido e seus colaboradores terão como prêmio acesso gratuito às aulas.

Imagine o curso que você quer e participe!

em 11 - abril - 2012 0 Comentário


Todos os dias ao abrirmos o Facebook e o Twitter, por exemplo, nos deparamos com a postagem de conteúdos relativos ao gosto pessoal dos perfis que acompanhamos. São videoclipes via YouTube, músicas pelo Soundcloud, fotos e imagens de artistas, links com textos sobre os mesmos. Skrillex, Michel Teló, Chico Buarque, entre tantos outros, são compartilhados e curtidos de forma frenética e com discussões polarizadas entre os que amam – os fãs – e os que os odeiam – os antifãs.

Há também os que denominamos “patrulheiros do gosto”, aqueles que se sentem compelidos constantemente a categorizar produtos midiáticos e práticas culturais em dicotomias como bom/ruim, relevantes/besteiras, intelectuais/emburrecedores, sempre amparados, é claro, em critérios supostamente objetivos, mas que desvelam graus de subjetividade entre o ser e o parecer ser. “Não assista o programa tal, leia um livro”, “o esporte X é muito violento”, os imperativos da patrulha são impiedosos sobre qualquer fenômeno midiático massivo. Todo esse conteúdo constitui conversações que desvelam aspectos cotidianos a respeito do consumo de produtos culturais mediados pelos objetos técnicos e processos de curadoria e recomendação.

Para além da internet e dos sites de redes sociais, nas pistas dos clubs e nos shows que frequentamos, nas discussões com os amigos, na leitura de uma revista ou ida ao cinema, nossas preferências encontram-se disponíveis e passíveis de comparação. Esse processo envolve a todos que consomem e fruem a música, os seriados, as novelas, etc., em seus mais variados formatos e ambientes, do vinil ao mp3; da escuta descuidada no carro à atenção dos grandes e potentes fones de ouvido; da gigantesca TV de LED à minúscula tela do celular; do iPad ao livro comprado no sebo.

Nosso gosto nos parece algo tão cotidiano e “banal” que, na maioria das vezes  não pensamos em como ele se constituiu ou sobre o porquê de preferirmos escutar heavy metal ou tecnobrega ou assistir um reality show em vez de um documentário sobre Glauber Rocha. No entanto, o gosto não é algo inato ou completamente isolado do mundo e das pessoas que nos cercam. O gosto é individual e subjetivo, tanto quanto é social e coletivo, sendo adquirido ao longo de anos de construção de identidade. Um elemento adquirido coletivamente a partir da família, do grupo de amigos; dos rituais como festas e shows, e da mídia e das tecnologias de comunicação entre tantas possibilidades.

Discussões sobre o gosto ou sobre o modo como ele é adquirido têm ocupado um lugar entre áreas como a filosofia, musicologia, estética, sociologia, antropologia e comunicação. As próprias noções sobre o gosto mudam conforme o “espírito do tempo” e o avanço do pensamento humano. O filósofo alemão Emmanoel Kant, por exemplo, discutiu a questão do belo como um imperativo para a arte. Já Friedrich Nietzsche acreditava que o gosto e consequentemente a estética como um todo precisava envolver os sentidos do corpo, precisava ser fisiológico. Ao falar sobre a ópera Carmem, Nietzsche afirmava que era uma obra que envolvia o ouvinte a tal ponto de causar um sentimento de bem-estar corporal.

Theodor Adorno incorporou ao termo indústria cultural a função de “orientar” o gosto massivo. Adorno criticou o jazz como um gênero menor e voltado às massas que possuíam um gosto “menos refinado” do que a música erudita. Ironicamente, hoje em dia, no senso comum, o jazz possui um status de objeto “cult” e é rapidamente relacionado ao um padrão de gosto “intelectualizado”.

Já Pierre Bourdieu ao pesquisar o estilo de vida e o gosto dos franceses do final dos anos 60 enfatizou que o gosto é um elemento primordial para identidade de classe social. Para ele, há determinações socioeconômicas, ou seja, o gosto por um determinado tipo de produto cultural depende também do acesso que tivemos a ela; e o acesso é ampliado através do capital financeiro, mas configura-se como poder simbólico. O gosto também é forjado em diferentes níveis econômicos e a partir das relações sociais de pertencimento e exclusão embutidas no ato de classificar um gosto como inferior ou superior. Assim, os discursos sobre o gosto também são permeados por questões de classe social, daí a muitas vezes observamos as pessoas tratando do gosto por um determinado estilo como algo relacionado a uma determinada classe, como por exemplo a Bossa Nova ou de determinados filmes não-hollywoodianos estarem relacionados a um hábito de consumo da “classe média alta”, implicando uma suposta sofisticação.

Uma outra perspectiva sobre o gosto é encontrada no trabalho do musicólogo Antoine Hennion que afirma que todo gosto é performatizado através da combinação de elementos econômicos, sociais, rituais, tecnológicos e até mesmo pela materialidade do meio pelo qual escutamos nosso gênero preferido, por exemplo. Em uma pesquisa com fãs de música realizada em 2010, Hennion constatou que o ambiente no qual as pessoas consomem (uma pista de um club, no ônibus indo para casa ou num site de rede social) e mesmo o formato e o meio (vinil, CD, iPod) influenciam a relação afetiva das pessoas com seus os gêneros musicais favoritos.

Esse ponto nos leva à multiplicidade de formas de performance de gosto – que anteriormente restringia-se ora aos domínios privados das conversas cotidianas, ora às críticas publicadas pela imprensa especializada ou aos desígnios dos amadores em seus fanzines – e que atualmente estão amplificadas em tempo real nos sites de redes sociais. Em termos de sociabilidade contemporânea, complementando o ditado popular, “gosto não se discute”, se performatiza através das disputas simbólicas mediadas pelos artefatos e pelos agentes tecnológicos; por fãs, antifãs e até mesmo pelas patrulhas adornianas que monitoram o gosto da “gente diferenciada”.

Acesse o currículo Lattes do professor.