No dia 26 de janeiro foi postado aqui no blog do Instituto Humanitas Unisinos – IHU a primeira parte da entrevista com a professora e doutora Yara Caznok. A programação de Páscoa do IHU terá momentos muito especiais no quesito música. Nos dias 29 e 30 de março, Yara comentará as cantatas “Was Gott tut, das ist wohlgetan”, de Bach e “Via Crucis”, de Franz Liszt, além de ministrar a palestra “Experiência estética e espiritualidade na música brasileira”.
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Sobre as cantatas que serão ouvidas no IHU Ideias, Yara diz que “são duas obras maravilhosas que trazem vivências espirituais ao mesmo tempo próximas e distintas”.
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Johann Sebastian Bach
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Bach (1685-1750) viveu no século XVIII barroco alemão e luterano e tudo o que produziu foi a expressão de sua intensa fé. Naquele século, a posição do compositor na sociedade ainda era de subserviência às cortes ou às igrejas e a destinação de suas obras era para eventos e para uso “imediato”, por assim dizer.
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A Cantata BWV 98, “Was Gott tut, das ist wohlgetan” (O que Deus faz está bem feito, em uma tradução rápida) foi escrita em 1726, para o 21º Domingo pós-Trindade e tem como tema principal a confiança em Deus. É uma cantata concisa (dura 15 minutos, aproximadamente), com uma estrutura simples –  coro, recitativo, ária, recitativo, ária – bem ao estilo barroco. Seu ambiente espiritual é de intimidade e de confirmação da fé e, em alguns momentos, ela se aproxima da Paixão segundo São João. Na verdade, toda a magistral obra de Bach escrita de acordo com o calendário litúrgico pode ser conectada e mesmo superposta, desfazendo sua linearidade temporal, pois a unidade que as sustenta e as torna autorreferentes é a sua fé e a sua certeza que todas elas eram dedicadas “à glória de Deus somente” (Soli Deo Gloria, SDG, em sua forma abreviada, como encontrada em algumas das obras de Bach)”.
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Franz Liszt
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Já sobre Liszt (1811-1886), Yara conta que ele “viveu no século XIX romântico, período em que a sociedade cultivava a idéia do ‘gênio’, do grande artista virtuoso que se colocava acima dos mortais comuns e sua obra deveria ser a expressão de uma subjetividade única e livre de imposições sociais. Católico de família, Liszt encarnou essa figura de artista excêntrico, mas se recolheu no final de sua conturbada vida afetiva e profissional à Ordem Terceira de São Francisco, em Roma, onde se tornou abade.
Em sua obra “Via Crucis”, escrita em 1878, encontramos, por um lado, um desejo restaurativo de vivificar as manifestações passionais da Idade Média, com a presença de cantochão e do Stabat Mater como elementos estruturais da condução musical e, ao mesmo tempo, ousados experimentos harmônicos e timbrísticos que anunciam a sensibilidade do século XX. Seus 15 movimentos seguem a ordem das estações da Via Crucis (14 paradas, precedidas por uma introdução) e há momentos especiais nos quais a fruição artístico-espiritual transcende a temporalidade e a vivência da Paixão se torna plena: nas estações 3,7 e 9, encontramos o Stabat Mater agudizando as 3 quedas de Jesus; o famoso coral luterano característico das Paixões barrocas “O Haupt voll Blut und Wunden” (Ó cabeça cheia de sangue e chagas) vem na 6ª estação, representando o momento em que Verônica enxuga a face de Cristo, e um outro coral luterano  “O Traurigkeit, o Herzeleid” (Ó tristeza, ó sofrimento/aflição) sublinha o pesar pela morte de Cristo no final da 13ª Estação”.
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Yara acredita que a audição das cantatas “trará algo muito especial e intenso aos participantes. Experimentaremos como esses tornam possível, por meio da música, unir sociedades, mentalidades e concepções de mundo aparentemente tão diferentes, mas tão próximas na missão de afirmar a beleza da existência humana e de buscar, pela sensibilidade, o reconhecimento de que a vida é sempre uma benção de Deus”.
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Sobre a palestra que ministrará, Yara diz que a proposta de estimular e instigar os jovens por meio de escuta e de conversas sobre o repertório da música brasileira é desafiadora. “Pretendo propor uma reflexão sobre a capacidade ilimitada do homem de viver uma espiritualidade fincada e conectada com a experiência cotidiana, porém capaz de transcendê-la e de ressignificá-la de forma gratificante e esperançosa. E claro, o melhor instrumento para esta provocação é o belíssimo acervo de canções brasileiras que temos à nossa disposição e que, muitas vezes, nem nos damos conta de seu potencial evocativo, de chamamento a uma vida interna plena de intensidades, de sonhos e sentimentos de afirmação e de realização”.
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Por Natália Scholz
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Para ler mais:

Após o período de recesso, o nosso sítio voltou a ser atualizado normalmente com entrevistas, notícias e artigos. Nos próximos dias, entra no ar uma entrevista com Viviane Ramiro da Silva, integrante da Comissão Pastoral da Terra. O tema da entrevista? Porto do Açu.
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Na entrevista concedida à nossa equipe de Jornalismo, Viviane fala a respeito da construção do empreendimento da empresa LLX, pertencente a Eike Batista (foto). O Porto do Açu integra o Complexo Industrial Portuário do Açu, unidades petroquímicas, cimenteiras, montadoras de automóveis, usinas termoelétrica, além de um minerioduto de 525 quilômetros, ligando a mina de ferro de Alvorada, Minas Gerais, ao Complexo Industrial.
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De acordo com Viviane, o minerioduto passa por áreas de reservaambiental, dentro do assentamento que é o maior do interior do estado do Rio de Janeiro. “O projeto vem sem nenhuma discussão coletiva com essas comunidades. Não há diálogo do Estado com a sociedade no sentido de apontar alternativas. Parece que não se vive num estado de direito”, afirma.

Projeto Porto Açu

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Além disto, a entrevistada ressalta que “o impacto maior será para a produtividade agrícola das famílias que produziam aqui e contribuíram para a recuperação ambiental dessa região, que estava totalmente degrada, pois era só plantação de cana e queimadas, e hoje em dia se conseguiu reflorestar parte dessa terra.”
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Ficou interessado? Em breve a entrevista será disponibilizada na íntegra em nosso sítio.
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Por Rafaela Kley
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Para ler mais:

O curso é anual e está na sua 9ª edição. Mais de 700 pessoas já participaram gerando iniciativas espontâneas dos grupos de alunos. O objetivo do curso é contribuir para a formação e articulação de lideranças nos vários âmbitos de atuação da realidade, gestando a criação de uma mentalidade nova, mais de acordo com o Ensino Social da Igreja, que permita um sentir e agir cristão nas relações humanas, comprometido e responsável pela construção de uma sociedade solidária e no cuidado com a vida. Esta escola é destinada a lideranças comunitárias, sociais, políticas e sindicais; agentes de pastoral, professores, funcionários públicos, vereadores, estudantes e lideranças de organizações populares.

A programação da Escola de Formação Fé, Política e Trabalho inicia no dia 17 de março com o tema ”As grandes transformações socioeconômicas e ético-culturais. O capitalismo, o socialismo e o desenvolvimentismo. Compreender as raízes das crises atuais e as possibilidades de construir uma nova sociedade. A missão e a responsabilidade humana em vista de outro mundo.” Análise de conjuntura. O tema terá assessoria de Dr. Laurício Neumann. O local a ser realizado o evento é no Centro Diocesano de Formação Pastoral. B. Colina Sorriso – Caxias do Sul.

As inscrições irão até o dia 05 de março. Portanto, confira o investimento, coordenação, promoção e demais informações, assim como a programação completa do evento, no sítio do IHU.

Por Luana Taís Nyland

Neste espaço se entrelaçam poesia, arte e mística. Através de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é absoluta transcendência e absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, com Paulo Couto Teixeira (“Pulika“), artista plástico  de Brasília e Paulo Sérgio Talarico, artista plástico de Juiz de Fora.

A ilustração de hoje é de Paulo Sérgio Talarico.

Musicar (Carlos Rodrigues Brandão)

Senhor,
faz de mim
um instrumento
de tua música.
Onde há silêncio
que eu leve o si.
Onde houver dor
que eu leve o dó.
Onde há a lágrima
que eu leve o lá.
E onde houver trevas
que eu leve o sol.


Fonte: Carlos Rodrigues Brandão. Orar com o corpo. Campinas: Verus, 2005, p. 86

A notícia do dia 20 de janeiro de 2012 anunciou que o site Megaupload foi encerrado pelas autoridades norte-americanas e o seu fundador foi detido após uma ação da companhia Universal Music. Em resposta, o coletivo hacker Anonymous está retaliando várias entidades norte-americanas através do maior ataque desde que a Internet foi criada. Os protestos contra o fechamento do site de compartilhamento de arquivos Megaupload.com chegaram ao Brasil. Portais do governo do Distrito Federal – com domínio df.gov.br – e da cantora Paula Fernandes (www.paulafernandes.com.br) também foram hackeados pelo grupo Anonymous. Segundo a justiça norte-americana, o provedor de arquivos Megaupload, um dos mais populares da internet, é responsável por prejuízos de mais de 500 milhões de dólares a autores e empresas da indústria fonográfica e cinematográfica. Sete pessoas — quatro das quais detidas na Nova Zelândia, incluindo o fundador do Megaupload,Kim Dotcom — são acusadas de associação criminosa e violação de direitos autorais. Além do fechamento do site, legalmente sediado em Hong Kong, foram apreendidos diversos servidores, material de informática e outros bens no valor de 50 milhões de dólares.
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Sites em todo o mundo estão sendo hackeados por causa do fechamento do Megaupload e também porque o grupo é contra o projeto de lei americano Stop Online Piracy Act (Sopa). O projeto – do senador republicano Lamar Smith, do Texas – tinha como proposta apertar o cerco aos sites que compartilhavam “materiais pirateados”. Por causa da avalanche de protestos virtuais, Smith retirou o projeto da pauta do Congresso dos Estados Unidos. Com isso, os congressistas americanos decidiram adiar, por tempo indeterminado, o debate sobre a legislação contra a pirataria que estabeleceu um conflito entre Hollywood e Vale do Silício. Considerado o movimento mais polêmico da história da internet, o combate à pirataria online dá o que falar. E, na opinião de Luli Radfahrer, pode até respingar no Brasil, tido por ele como um dos países que mais têm liberdade na internet.
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A briga brasileira por mudanças na governança global – as esferas de poder mundial como o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional – chega à internet. Não se sabe ainda quando ou como, mas o governo brasileiro quer retomar a discussão da governança da internet, iniciada em 2003, revista em 2005 e ainda sem avanços. Então, a IHU on-line resolveu aprofundar mais no assunto.
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Confira um trecho da entrevista sobre pirataria com Henrique Antoun, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenador do grupo de pesquisa Cibercult e secretário executivo da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber).
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“Eu acho que o principal ponto é entender que a Internet não é um espaço de publicidade e promoção. Na verdade, quem mais se beneficia entre os grupos violentos, seja na falecida União Soviética, seja na falecida Alemanha Nazista, é a mídia de massa que é o lugar de publicidade, propaganda e promoção, onde você pode falar sozinho e ficar multiplicando a voz por todos os veículos que existem sem encontrar resistência.”, diz Henrique.
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