ObservaSinos promoveu no dia 16 de maio mais uma oficina sobre os dados censitários de 2010, a partir da última  amostra publicada pelo IBGE. A oficina objetivou promover a formação sobre o acesso e o manuseio das bases de dados, assim como o debate sobre a realidade desvelada a partir dos indicadores, especialmente das cidades da região. 30 pessoas participaram deste espaço de informação e formação, sendo gestores governamentais, trabalhadores de organizações da sociedade civil, representantes de Observatórios, acadêmicos e professores pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento e de diferentes municípios do Vale.

O ministrante convidado MS Ademir Barbosa Koucher do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE , apresentou o Sistema IBGE de Recuperação AutomáticaSIDRA que consiste em um sistema de bancos de dados integrados. Essa ferramenta encontra-se disponível para qualquer pessoa que deseje consultar indicadores sócios econômicos referentes a todo o território nacional.

Para facilitar a familiarização com o SIDRA, o prof. Ademir realizou consultas passo-a-passo com os participantes sobre alguns dos indicadores disponíveis e a partir das tabelas geradas pela ferramenta de busca, propôs um breve debate sobre a realidade de alguns municípios e sobre o processo de amostragem de dados realizado pelo IBGE.

Desta forma, a oficina constitui-se em um espaço de formação técnica e política. Lamentável, no entanto, que, conforme destacou Ademir, este sistema é subutilizado. Segundo ele, 80% do acesso é feito por estudantes de nível superior. Apensas 20% pelos gestores de organizações governamentais, empresariais e da sociedade civil. Há uma demanda importante neste sentido, ou seja, de sensibilização da população e organizações para o uso desta ferramenta.

Para os participantes, a Oficina foi valorizada pela oportunidade de aprendizagem e de pesquisa sobre a realidade. Mestrandos, doutorandos e pesquisadores aproveitaram-se da aprendizagem para acessar fontes e dados de informação. Para os trabalhadores de organizações e serviços oportunizou a oficina ofereceu um conjunto de informações indispensáveis para a qualificação do conhecimento e intervenção na realidade. O conhecimento técnico e metodologia adotada pelo Ademir também foram destaques positivos à realização.

O ObservaSinos realizará sua próxima Oficina nos dia 6 e 20 de junho, das 14h às 17h, com a tematização sobre os indicadores educacionais coordenado pela profª Dra. Flavia Werle do Observatório da Educação da Unisinos.

Para ler mais:

Discutir a atualidade e importância da obra do filósofo e historiador francês René Girard (foto) é a proposta da IHU On-Line desta semana. Pensador radicado nos Estados Unidos, professor emérito da Universidade de Stanford, ele é reconhecido mundialmente pela formulação do conceito de desejo mimético e por localizar no bode expiatório e na violência a fundamentação do fenômeno religioso.
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Dentre os entrevistados da 393ª edição da revista, está James Alison, teólogo católico, sacerdote e escritor, que debate a possibilidade de uma fé para além do ressentimento, a partir das concepções desse filósofo francês. O pensamento de Girard, assinala, traz a chance de se elaborar um novo paradigma da fé. Contudo, observa, só o Espírito Santo seria capaz de arejar a Igreja Católica, ainda muito conservadora.
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Confira isso e mais na edição da IHU On-Line dessa segunda-feira (21) no site da revista.
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Por Márcia Junges, jornalista do Instituto Humanitas Unisinos – IHU

Foto: Divulgação

O filme Oceanos questiona: “O que é o Oceano? Você acha que conhece o Oceano?” e responde: “Você vai descobri-lo”. Em 2009, a Disney Nature levou você ao redor do mundo para descobrir “A Terra” e em seguida foi lançado o filme que levou os espectadores para o fundo do mar. Aproximadamente três quartos da superfície terrestre é coberta pela água. Através de imagens impressionantes e de rara beleza, “Oceanos” mergulha fundo e descobre todos os mistérios escondidos nas águas. É a vida de milhares de incríveis criaturas e os perigos que os cercam, revelados de uma forma única na história.
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O filme é um documentário épico dirigido por Jacques Perrin e Jacques Cluzaud. Esse mundo desconhecido e fascinante estará em debate no Instituto Humanitas Unisinos – IHU no sábado (19/05), das 8h30min às 11h30min, quando será exibido o filme Oceanos (Oceans),  França/Suíça/Espanha, 2009, 104min, dentro da programação do Ciclo de Filmes e Debates: Sociedade Sustentável no Cinema. O debatedor é o professor MS Gilberto A. Faggion – Unisinos. A atividade acontece na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros.

Foto: Divulgação

“Um dos pontos principais do filme é a visão de quanto a vida é abundante na água. Os humanos pensam no nosso Planeta Terra relacionando com a terra e não com a quantidade de água que há nele. Há um ecossistema muito mais rico na água, uma vida organizada. Ao terminar o filme, a sensação é de que o Oceano parece um outro planeta, distante. A vida humana é apenas um grão de areia de todo o Oceano e nós, humanos, somos praticamente nada dentro do Planeta. O que posso dizer que há de impactante no filme são as ações humanas contra a natureza. Os humanos prejudicam os seres marítimos são as pescas com redes, a poluição por detergentes, produtos químicos, sacolas plásticas, entre outros objetos que são jogados “fora”. O humano, de alguma maneira, desconhece ou despreza a vida que existe no Oceano e sua cadeia alimentar“, diz Faggion sobre o filme.

Para finalizar, o debatedor deixa-nos uma mensagem sobre o filme: “O Oceano pode se recuperar, mas a espécie humana pode estar seriamente ameaçada pelos danos causados na natureza”.

Por Luana Taís Nyland
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Confira o trailer do filme:
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A Campanha Pela Lei da Economia Solidária é uma ação que estabelece as definições, princípios, diretrizes, objetivos e composição da Política Nacional de Economia Solidária e do Sistema Nacional de Economia Solidária, por meio do qual o poder público, com a participação da sociedade civil organizada, formulará e implementará políticas, planos, programas e ações com vistas a fomentar a economia solidária e assegurar o direito ao trabalho associado.
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Para ser considerada uma lei de iniciativa popular, é necessário que haja 1.500.000 assinaturas, isto é, 1% do eleitorado brasileiro. Na cidade de São Leopoldo são necessárias 7.000 assinaturas.
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Ocorre hoje (17/05) o lançamento, na Unisinos, da Campanha Pela Lei da Economia Solidária – Iniciativa Popular para um Brasil Justo e Sustentável. De âmbito nacional, promovida pelo Fórum Brasileiro de Economia Solidária – FBES, em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária – Senaes, a campanha busca coletar assinatura dos alunos (as), professores(as) e funcionários(as) da Universidade.
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Haverão folhetos de divulgação da Campanha e listas para coleta de assinaturas em todos os centros da Universidade, no Restaurante Universitário (RU)  e em frente ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Para assinar é preciso trazer documento de identidade e o título de eleitor.
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Se você não é eleitor gaúcho, por favor, preencha os dados na parte superior da lista, no campo Município ou Microrregião/UF e assine. Você pode dar continuidade à campanha, distribuindo as listas no seu bairro para coletar o maior número de assinaturas possível.
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Confira o vídeo sobre a Campanha para compreender melhor.
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Por Luana Taís Nyland e Danilo Marinho

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Para ler mais:

Foto: Ruedi Suter, OnlineReports.ch

Ao comparar Belo Monte à Idade Média, Telma Monteiro (foto) explica que a Altamira de hoje, acuada pelas obras de Belo Monte, sofre a falta de estrutura de forma muito mais intensa do que antes de se pensar no projeto. “Prometer saneamento básico, água de qualidade, hospitais e escolas, infraestrutura urbana, são formas de se obter o poder. É o mesmo poder da Idade Média, em que os senhores feudais tinham as terras e exploravam os camponeses. Belo Monte é, aos olhos da população de Altamira e região, uma forma de rompimento com um período atrasado de ausência do Estado para uma nova era classificada de moderna, onde energia significa progresso”, disse na entrevista que concedeu, por e-mail, à IHU On-Line.
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“O governo mente quando diz que os projetos das usinas do rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, e de Belo Monte no rio Xingu, foram alterados para reduzir os impactos socioambientais. O fato de diminuir o potencial das usinas não significa em hipótese nenhuma uma garantia de sustentabilidade nas respectivas regiões”, explica a pesquisadora. E critica: “Nesse clima de falta de disposição das autoridades brasileiras de rever o planejamento em que se induz a demanda de energia porque tem oferta e tem oferta porque expande a geração sem, no mínimo, estabelecer metas e compromisso com programas de eficiência, vai ficar muito difícil ouvirmos propostas de sustentabilidade energética na Rio+20.”
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Telma Monteiro é pesquisadora independente e estará novamente palestrando hoje (16/05), às 19h30min, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU. O tema a ser abordado desta vez será “Rio + 20 e a questão da matriz energética brasileira“. Para realizar a inscrição é necessário entrar no sítio do evento e preencher o documento. O investimento da palestra é de R$5,00 por aluno e R$10,00 por profissional.
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Confira a entrevista de Telma Monteiro para a edição 392 da Revista IHU On-Line. Belo Monte: “um conto de fada” disfarçado

Por Luana Taís Nyland

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