Neste espaço se entrelaçam poesia, arte e mística. Através de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é absoluta transcendência e absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, com Paulo Couto Teixeira (“Pulika“), artista plástico  de Brasília e Paulo Sérgio Talarico, artista plástico de Juiz de Fora.

A ilustração de hoje é de Paulo Sérgio Talarico.

Recreio (Rabindranath Tagore)

Quando era Você quem me divertia,
jamais indaguei quem era.
Desconhecia timidez ou medo;
minha vida era entusiasmada.

De manhã cedo, você me despertava
como um companheiro,
guiando-me a correr
pelas clareiras da floresta.

Naquelas dias, nunca procurei saber
o sentido das canções que Você me cantava:
minha voz entoava as melodias,
meu coração dançava cadenciado.

Agora que o recreio acabou,
que súbita visão é esta que aparece?
Com olhos deitados aos Seus pés,
o mundo se assombra
com as estrelas silenciosas.

Fonte: Rabindranath Tagore. O coração de Deus. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003, p. 79

Tudo começou com uma gota de esperança, uma boa dose de indignação e a convicção de que nossas escolhas definem o nosso futuro. Em apenas dois meses, foi possível reunir um grupo de profissionais talentosos e corajosos para questionar a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Somos muitos querendo transformar indignação em ação. O grupo do Movimento Gota D’água foi recebido por três ministros em Brasília, um mês após o lançamento da campanha “É a Gota d’Água +10“. Hoje a Campanha está em mais de vinte países, liderando o questionamento sobre a mais agressiva intervenção na maior floresta do mundo. Tudo isso é fruto da nossa união. Juntos fazemos a diferença!
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Queremos continuar participando desta campanha. Quanto maior formos e mais bem informados estivermos, mais eficientes seremos nesta jornada de conscientização. Vamos aproveitar a Rio+20 para mostrar que podemos e devemos dar o exemplo. É hora do Brasil assumir a liderança neste novo modelo de desenvolvimento sustentável. A luta do Movimento é pelo rio Xingu, pelos povos da floresta e contra as ilegalidades na construção das hidrelétricas – uma visão retrógada, imediatista e desumana de crescimento. Juntos, mais uma vez, faremos a diferença!  Os artistas e profissionais envolvidos doaram tempo, talento e carisma por acreditarem na causa. Por um mundo mais consciente, inteligente e solidário!
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Assista ao vídeo e reflita sobre a causa. Faça parte da campanha!
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Para ler mais:

Em que medida a sociedade brasileira pode se apresentar como democrática e justa? Há espaço nos veículos de comunicação de massa para a denúncia da injustiça? A que tipo de retaliações um profissional do jornalismo estaria exposto caso a importância de suas denúncias colidisse com interesses de determinada elite econômica?
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Essas são algumas das questões que diariamente se apresentam na realidade brasileira, as quais o próprio modelo socioeconômico muitas vezes trata de sufocar. A peculiaridade da sociedade brasileira em reproduzir a injustiça contradiz a efetivação de uma sociedade democrática.
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Nesse sentido, a verdadeira e contínua construção da cidadania necessita de um trabalho jornalístico capaz de fazer veicular com seriedade a diversidade de realidades nocivas à própria cidadania.
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Para isso, já não é admissível que os operadores dos meios de comunicação sejam constrangidos ao expor verdades do interesse de toda a sociedade. É nesse contexto que talvez, a denúncia torna-se uma obrigação moral para a estabilidade do modelo democrático.
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Pensando nisso, o Instituto Humanitas UnisinosIHU, em parceria com o Curso de Graduação em Jornalismo – Unisinos, receberá a presença do jornalista Lúcio Flávio Pinto (foto). Lúcio é jornalista profissional desde 1966. Começou em A Província do Pará, de Belém, trabalhando em seguida no já extinto Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. A partir de então percorreu as redações de algumas das principais publicações da imprensa brasileira. Em 1988 deixou a grande imprensa. Dedicou-se ao Jornal Pessoal, newsletter quinzenal que escreve sozinho há 20 anos, baseada em Belém.
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O principal objetivo desse evento é refletir sobre as restrições que o jornalismo de denúncia ainda enfrenta no Brasil, em uma sociedade democrática. Será um evento direcionado para alunos e profissionais do Jornalismo, das Ciências Sociais e comunidade em geral. O evento é gratuito e os alunos poderão receber certificado de presença. Lúcio Flávio Pinto, jornalista e sociólogo foi convidado a debater e contar um pouco da sua história na Palestra Jornalismo de denúncia e cidadania, das 19h30min às 22h no Auditório Central, na Unisinos, dia 22 de maio.
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Confira mais informações no sítio IHU.
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Por Luana Taís Nyland
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Indicado a melhor filme na Palma de Ouro e aplaudido por nove minutos após sua exibição no Festival de Cannes, Linha de Passe conta a história cotidiana de muitos brasileiros. Quatro irmãos, todos de diferentes pais, vivem a luta diária por uma vida melhor na conturbada cidade de São Paulo.
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Cada um dos filhos de Cleusa, que no filme espera pelo quinto filho, também de pai desconhecido, vive um drama pessoal. Enquanto o mais novo, Reginaldo, procura pelo pai obsessivamente, Dário sonha em ser jogador de futebol. Dinho se dedica à religião e Dênis, o mais velho, tem um filho bebê e uma dificuldade imensa em manter a si e à sua família.
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Confira o trailer:
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O Ciclo de Filmes Realidades do Brasil: Relações de poder e violência exibirá e debaterá o longa Linha de Passe amanhã, dia 20 de abril, às 19h30min na sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU. Quem irá debater o filme é o professor e doutor José Rogério Lopes, da Unisinos.
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O evento é gratuito! Não deixe de participar!
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Por Natália Scholz
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Desde a declaração feita pela presidente Dilma Rousseff, no início deste mês, a população brasileira tem feito essa pergunta. Além da aproximação com a data da Rio+20, também os problemas que vêm surgindo da construção de 27 hidrelétricas em todo o país chamam a atenção para a crise energética mundial.
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Em seu ponto de vista, Dilma afirma que, com o aumento do consumo da energia, nenhuma fonte renovável seria suficiente para o país. “Eu não posso falar: ‘Olha, é possível só com eólica iluminar o planeta.’ Não é. Só com solar? De maneira nenhuma”, aponta a governante. Ela teme que, na falta de “vento”, o país pare. “Reservatório de água a gente faz. Mas não faz reservatório de vento”, conclui.
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No contraponto, estão os movimentos sociais. Religiosos, ambientalistas, indígenas e até mesmo os sem-terra são cada vez mais contrários às fontes não-renováveis de energia. Eles apontam que a crise energética é sinal de exaustão do planeta e que, ao contrário do que disse a presidente sobre ser uma ideia fantasiosa, a produção de energia através de fontes renováveis é uma ‘ousadia’. “Fantasia é fazer de conta que não há limites”, alerta Aron Belinky, coordenador de processos internacionais do Instituto Vitae Civilis.
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A conjuntura da semana apresenta uma análise aprofundada sobre a matriz energética mundial. Elaborada pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT em fina sintonia com o IHU, a conjuntura apresenta uma (re)leitura das Notícias do Dia publicadas diariamente em nosso site. Não deixe de conferir!
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Para ler mais: